Guardas Municipais de Santos reencontram bebê salvo de engasgo
Matheus Degásperi Ojea
Um reencontro muito aguardado ocorreu na manhã desta segunda-feira (21), no Palácio José Bonifácio, em Santos. Os dois guardas civis municipais que salvaram a vida de Davi Lucca Rodrigues de Souza, um bebê de dois meses de idade que havia se engasgado, receberam a visita dele e de sua família.
Davi estava acompanhado da mãe, Isabelly Rodrigues da Silva, 15 anos, e da avó, a cuidadora de idosos Camila Cristina Rodrigues Almeida, de 41, que, na madrugada do último sábado (19), o levaram com urgência até a base do batalhão de Rondas Ostensivas Municipais (ROMU), na Avenida Conselheiro Nébias.
Lá, os agentes Edgard de Oliveira dos Santos Siqueira e Emerson Perella Cosmo agiram de maneira rápida e coordenada, prestando os primeiros socorros ao pequeno. No reencontro, a apreensão da ocorrência deu lugar à descontração e aos sorrisos de gratidão e alívio.
"Eles são nossos heróis, eu não tenho nem palavras para agradecer. Eles estavam na hora certa, no lugar certo e estavam calmos. Conseguiram acalmar a família e salvar a vida do Davi", relembra Camila, que também diz que o neto nasceu duas vezes.
A OCORRÊNCIA
Na madrugada de sábado, Davi Lucca havia saído de uma consulta hospitalar para tratar de um resfriado. Foi na casa de Camila, onde Isabelly passaria a noite, que ele acabou engasgando com a medicação receitada pelos médicos.
Imediatamente, a avó começou a tentar fazer manobras de primeiros socorros, porém não obteve sucesso. "Ele estava bem roxo, estava escuro já", relembra.
Foi em um impulso que ela desceu correndo as escadas da sua casa com o neto e se dirigiu para a base do batalhão da ROMU, que fica nos arredores. Lá, acompanhada de Isabelly e do pai de Davi, entregou o bebê aos cuidados dos guardas.
Enquanto Edgard aplicava a manobra de desengasgo, Emerson acalmava os familiares e entrava em contato com o Samu. Demorou apenas alguns segundos para que o choro de Davi pudesse trazer alívio a todos e ele voltasse a respirar.
Cerca de três minutos depois, a ambulância já estava no local e a equipe de enfermagem media a saturação do pulmão do bebê. "Foi um alívio muito grande, eu estava desesperada. Eu já não sabia o que fazer mais, ele estava muito roxo", afirma Isabelly.
Davi foi encaminhado para a UPA Central, onde foi submetido a exames antes de ser liberado.

EXPERIÊNCIA
Edgard e Emerson relatam que, só de avistar a família se aproximando da base com o bebê, já era possível saber o que estava acontecendo. Os dois agentes são experientes, ambos com mais de dez anos na corporação, porém, nunca haviam passado por uma ocorrência do tipo.
Eles colocaram em prática os procedimentos de primeiros socorros que fazem parte do treinamento básico dos GCMs. "Muita gente sabe fazer a manobra, mas, na hora do desespero, acaba esquecendo. O que a gente tentou fazer foi manter a calma e a postura", explica Edgard.
Dentre as diversas ocorrências que os dois agentes já atenderam, a madrugada do sábado vai ficar marcada como uma das mais importantes de suas carreiras. "Uma ocorrência dessas pra gente é o ápice. Salvar uma vida é maravilhoso", destaca Edgard.
"Não tem explicação, foge do que a gente tá acostumado a fazer no dia a dia e vai ficar marcado até o fim da minha vida", complementa Emerson.
Esta iniciativa contempla o item 16 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Conheça os outros artigos dos ODS.