Santos orienta profissionais de saúde sobre prevenção e identificação da leishmaniose
Profissionais da Policlínica Porto, em Santos, receberam, sexta-feira (14), orientações sobre prevenção e identificação de sinais da leishmaniose.
A ação foi realizada por agentes do grupo de Informação, Educação e Conscientização (IEC), da Secretaria de Saúde de Santos, como parte da Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, encerrada nesta sexta-feira.
A iniciativa busca ampliar o acesso da população às informações sobre a doença por meio da capacitação dos profissionais da rede municipal, que atuam como multiplicadores das orientações de prevenção.
“São multiplicadores de informação. Ao compartilharmos esse conhecimento, ampliamos o olhar para o cuidado e a prevenção. Assim, ao identificarem animais com sinais como emagrecimento, unhas crescidas e feridas na pele, poderão orientar os tutores a procurar atendimento veterinário”, destacou a chefe do IEC, Liseane Quadros.
CASOS
Em Santos, os casos positivos em animais ocorrem, normalmente, em regiões próximas a áreas de mata, como os Morros. O Município realiza o monitoramento de novos casos de leishmaniose em animais como parte das ações de prevenção e controle da doença. Não há registro de casos em humanos na Cidade.
O protozoário causador da doença é transmitido pelo mosquito-palha. Uma das espécies associadas à transmissão da leishmaniose visceral é a Lutzomyia longipalpis, que não foi localizada em Santos. Segundo o governo estadual, no Município a transmissão ocorre por vetores secundários, ou seja, mosquitos-palha de outras espécies.
Desde 2015, Santos registrou 155 casos de leishmaniose visceral canina.
SINTOMAS E ATENDIMENTO
Entre os sinais da leishmaniose visceral canina estão feridas na pele e nas mucosas, queda de pelos nas orelhas e ao redor do nariz, emagrecimento e crescimento exagerado das unhas. Com o avanço da doença, órgãos internos, como fígado, baço e pulmões, podem ser afetados.
Munícipes cujos cães apresentem sinais da doença devem procurar atendimento veterinário. Na rede pública, o serviço é oferecido pela Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida), na Avenida Francisco Manoel, s/nº, Jabaquara, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Informações pelos telefones (13) 3203-5593 e (13) 3203-5075.
PREVENÇÃO E CONTROLE
Desde o registro do primeiro caso de leishmaniose em cão na Cidade, em 2015, Santos mantém uma linha de cuidado que inclui investigação do vetor, notificação e investigação de casos, busca ativa de outros animais, medidas preventivas, capacitação dos profissionais e acompanhamento dos cães infectados.
PRINCIPAIS AÇÕES
Investigação do vetor: desde 2015, a Secretaria de Saúde atua em parceria com o governo estadual na busca pelo mosquito-palha, com instalação de armadilhas em áreas de mata. A espécie Lutzomyia longipalpis não foi encontrada no Município.
Notificação e investigação: clínicas veterinárias particulares e a Codevida notificam o Centro de Controle de Zoonoses e Vetores (CCZV) sobre casos suspeitos ou positivos. O setor realiza a investigação sorológica, com coleta de sangue do animal e envio da amostra ao Instituto Adolfo Lutz, referência para confirmação dos casos.
Busca ativa: após a identificação da doença em um animal, o CCZV investiga outros cães que convivem no mesmo local e animais existentes no entorno. São coletadas amostras de sangue para análise laboratorial.
Tratamento: o tratamento tem duração de 28 dias. Entre três e quatro meses após o término, é realizado exame de sangue para avaliar a resposta do organismo ao medicamento. Os animais acompanhados são microchipados para permitir sua identificação.
Coleira repelente: cães identificados com leishmaniose recebem coleira com ação repelente, medida que reduz o contato com o inseto vetor e contribui para evitar a transmissão.
Capacitação: agentes de controle de endemias e outros profissionais da rede municipal de saúde recebem capacitações periódicas para ampliar a orientação à população.
Orientação aos tutores: moradores cujos animais são investigados recebem orientações para manter áreas externas livres do acúmulo de matéria orgânica, como fezes e folhas, utilizar telas nas janelas e adotar medidas de proteção contra o mosquito-palha, especialmente no fim da tarde e à noite, períodos de maior atividade do inseto.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS