Exposição em Santos apresenta realidade de aldeia indígena de São Vicente
A fotógrafa Kelly Jandaia apresenta ao público sua primeira exposição individual, ‘Fronteiras Invisíveis’, inaugurada nesta sexta-feira (20), às 20h, no Museu da Imagem e do Som de Santos (Avenida Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias).
A mostra, que poderá ser visitada até 30 de abril, de segunda a sexta, das 14h às 20h, reúne fotografias que dialogam com a realidade da Aldeia Paranapuã, território indígena localizado em São Vicente. O projeto foi contemplado pelo Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes de Santos (Facult), promovido pela Secretaria de Cultura (Secult).
O trabalho nasceu a partir da participação da artista como fotógrafa no documentário Nhãndê Kuery Mã Hi’ãn Rivê Hê’yn (Não somos apenas sombras), dirigido por Dino Menezes. Durante o processo de produção do filme, Jandaia teve contato direto com a comunidade Guarani-M’byá da aldeia, experiência que provocou reflexões sobre os desafios enfrentados pelos povos originários e sobre o papel da arte na ampliação da visibilidade dessas narrativas.
Uma das fotografias registradas por Kelly durante a produção do filme foi escolhida para compor o cartaz oficial do documentário, que já foi selecionado em mais de 50 festivais nacionais e internacionais, ampliando o alcance da obra e da imagem produzida pela artista.
A exposição apresenta um conjunto de imagens produzidas a partir desse momento em que o olhar da artista se constrói com escuta e delicadeza. Entre cenas e silêncios, a fotógrafa revela o que define como “fronteiras invisíveis” — limites que não são necessariamente geográficos, mas culturais, históricos e afetivos.
ALDEIA
Localizada na Praia de Paranapuã, em São Vicente, a Terra Indígena Paranapuã está dentro da área de preservação do Parque Estadual Xixová-Japuí. A aldeia foi formada em 2004 por indígenas de origem Guarani-M’byá e atualmente se encontra em processo de identificação pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI).
A mostra propõe ao público uma experiência imersiva por meio da integração entre fotografia, vídeo e audiovisual, ampliando a compreensão sobre o cotidiano da aldeia, suas nuances culturais e sociais, além da relação entre território, memória e identidade indígena.
ABERTURA
A abertura contará com a exibição de documentários e um bate-papo com convidados ligados à temática indígena e acadêmica, como Ronildo Amandios Werá Guarani – cacique da Aldeia Paranapuã, Suelen Nhêndúá – professora da Aldeia Paranapuã, Sidney Fernandes – antropólogo e professor e Vitória Oliveira – socióloga.
Esta iniciativa contempla o item 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade. Conheça os outros artigos dos ODS