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Listagem de bens tombados

Publicado: 5 de janeiro de 2026 - 10h50
Atualizado: 18 de março de 2026 - 10h50

Casa de Câmara e Cadeia, e a área arborizada que a ambienta

Resolução

Localização: Praça dos Andradas s/n° - Centro.

Tombamento: 
- IPHAN: Processo 545-T-56, inscrito no Livro do Tombo: 05/1959.
- CONDEPHAAT: Processo 00360/73, inscrito no Livro do Tombo: 12/12/1974 (Ex-offício).
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento da Casa de Câmara e Cadeia inclui o imóvel, e o maciço arbóreo da Praça dos Andradas. 

Casa de Câmara e Cadeia. Foto: Turismo Santos

 

Descrição: Projetada em 1836 e concluída 30 anos depois, a Casa de Câmara e Cadeia é um dos mais importantes marcos históricos de Santos. Sua construção em pedra e cal, com planta simétrica em torno de um pátio interno, reflete a arquitetura do período imperial. O edifício abrigou a Câmara Municipal entre 1870 e 1896, além da cadeia, fórum e delegacias. Foi palco da proclamação da única Constituição Municipal do Brasil, em 1894. Hoje abriga a Fábrica de Cultura.

 

Casa da Frontaria Azulejada

Localização: Rua do Comércio n° 92, 94, 96 e 98 – Centro

Tombamento: 
- IPHAN: Processo 0751-T-65, inscrito no Livro do Tombo: 03/05/1973.
- CONDEPHAAT: Processo 22046/82, inscrito no Livro do Tombo: 19/01/1987 (Ex-Offício).
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento da Casa com Frontaria Azulejada abrange o imóvel com proteção total, tanto interna quanto externa.

Casa da Frontaria Azulejada. Foto: Sepasa

 

Descrição: Construída em 1865 para abrigar a Casa de Comércio Ferreira Netto e Companhia, além de servir como residência e armazém. Sua fachada, inteiramente revestida com cerca de 7 mil azulejos portugueses em alto-relevo, reflete a influência neoclássica do Segundo Império. Com planta em formato de “U” voltada para o mar, o imóvel facilitava o desembarque de mercadorias nos antigos trapiches. A construção utiliza materiais como pedra, madeira e óleo de baleia, e foi projetada para aliar funcionalidade e durabilidade. Parcialmente restaurada, abriga eventos e exposições na Fundação Arquivo e Memória de Santos.

 

Casa do Trem Bélico

Localização: Rua Tiro Onze nº 11 - Centro

Tombamento: 
- IPHAN: Processo 0219-T-39, inscrito no Livro do Tombo: 19/02/1940.
- CONDEPHAAT: Processo 00293/73, inscrito no Livro do Tombo: 29/05/1981 (Ex-Offício).
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento da Casa do Trem Bélico abrange o imóvel com proteção total, tanto interna quanto externa.

Casa do Trem Bélico. Foto: Sepasa

 

Descrição: Construída entre 1640 e 1656, a Casa do Trem Bélico é o mais antigo edifício público de Santos e a única construção colonial-militar do gênero ainda preservada no Brasil, com características setecentistas portuguesas originais. Destinada ao armazenamento de armamentos e munições utilizados na defesa da vila contra ataques de índios e piratas, a edificação foi feita em pedra e cal, com dois pavimentos. O acesso ao andar superior ocorre por uma escada externa de 21 degraus irregulares, projetada para dificultar o avanço de invasores. No frontispício há a data de 1734, possivelmente relacionada a reformas. No século XIX, o prédio passou a abrigar uma escola e, em 1948, sediou o Tiro de Guerra. Atualmente, é utilizado para fins culturais.


Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo

Localização: Praça Barão do Rio Branco n°26 - Centro

Tombamento: 
- IPHAN: Processo 216-T-39, inscrito no Livro do Tombo: 24/03/1941.
- CONDEPHAAT: Processo 358/73, inscrito no Livro do Tombo: 30/10/1981 (Ex-Offício).
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento da Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo abrange o imóvel com proteção total, tanto interna quanto externa.

Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo. Foto: Sepasa

 

Descrição: Construído a partir do Século XVII, o conjunto das Ordens Primeira e Terceira é um dos exemplares mais significativos da arquitetura religiosa barroca colonial de Santos. Sua fachada apresenta frontão e portada curvilíneos, com óculo central e três janelas no coro. As igrejas estão conectadas à torre sineira central, que possui quatro pavimentos e revestimentos em cantaria e azulejos, separando as fachadas da Ordem Primeira e da Ordem Terceira, sendo esta última ligeiramente menor.

 

Igreja e Mosteiro de São Bento, inclusive as imagens e alfaias

Localização: Rua Visconde de Embaré n°0 - Centro

Tombamento: 
- IPHAN: Processo 348-T, inscrito no Livro do Tombo: 18/03/1948.
- CONDEPHAAT: Processo 357/1973, inscrito no Livro do Tombo: 13/08/1979 (Ex-Offício).
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento da Igreja e Mosteiro de São Bento abrange o imóvel com proteção total, tanto interna quanto externa, inclusive as imagens e as alfaias.

Igreja e Mosteiro de São Bento. Foto: Sepasa

 

Descrição: Fundado em 1650, o Mosteiro de São Bento de Santos teve sua área doada por Bartolomeu Fernandes, e o projeto arquitetônico foi conduzido pelo abade frei Gregório de Magalhães. Originalmente servia como hospedaria para monges em trânsito entre o litoral e o planalto, além de abrigar importantes figuras religiosas, como o historiador frei Gaspar da Madre de Deus. A construção, em alvenaria de pedra, passou por reforma em 1725, mantendo desde então suas principais características. Em 1970, foi restaurado pelo Iphan e Condephaat para a instalação do Museu de Arte Sacra de Santos, oficialmente inaugurado em 1981. Hoje, abriga mais de 600 peças sacras dos séculos XVI ao XX, incluindo a imagem de Nossa Senhora da Conceição, de 1560, considerada a mais antiga do Brasil com autoria conhecida.

 

Fortaleza de São Tiago ou de São João

Localização: Município de Bertioga

Tombamento:
- IPHAN: Processo 0219-T-39, inscrito no Livro do Tombo: 19/02/1940.
- CONDEPHAAT: Processo 00361/73, inscrito no Livro do Tombo: 29/05/1981 (Ex-Offício).
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento da Fortaleza de São Tiago ou de São João abrange o imóvel com proteção total, tanto interna quanto externa.

Fortaleza de São Tiago ou de São João. Foto: CONDEPHAAT

 

Descrição: Considerado a fortaleza mais antiga e uma das mais bem conservadas do Brasil, o Forte São João da Bertioga foi fundado em 1532, às margens do Canal de Bertioga, por ordem de Martim Afonso de Souza, inicialmente sob o nome de Forte São Tiago. Construído em estrutura paliçada, foi destruído por ataque indígena em 1551, sendo substituído por uma edificação de alvenaria de pedra e cal, com obras concluídas em 1710. Sua função era proteger as vilas de Santos e São Vicente, dada a importância estratégica do canal. A partir de 1765, passou a ser chamado de Forte São João, após a incorporação de uma imagem do santo ao complexo. Tombado pelo Iphan em 1940, o forte foi restaurado e transformado em museu, com exposições sobre a história local, cultura indígena, armamentos e objetos coloniais. Embora atualmente esteja localizado no município de Bertioga, à época do tombamento o território ainda pertencia a Santos.

 

Ruínas do Engenho dos Erasmos

Localização: Rua Alan Ciber Pinto n°96 - Vila São Jorge


Tombamento:
- IPHAN: Processo 0678-T-62, inscrito no Livro do Tombo: 02/07/1963.
- CONDEPHAAT: Processo 00362/73, inscrito no Livro do Tombo: 11/12/1974 (Ex-Offício).
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento das Ruínas do Engenho dos Erasmos abrange o imóvel com proteção total, tanto interna quanto externa.

Ruínas do Engenho dos Erasmos. Foto: Sepasa

 

Descrição: Construído por iniciativa de Martim Afonso de Souza em 1534, o Engenho de São Jorge dos Erasmos é um dos primeiros engenhos de açúcar do Brasil e o mais antigo monumento remanescente do período colonial na Baixada Santista. Inicialmente chamado de Engenho do Governador, foi posteriormente adquirido pela firma Erasmo Schetz & Filhos, de Antuérpia, que o administrava à distância por meio de correspondência com feitores locais. Edificado segundo modelo açoriano do tipo real, com uso de plataformas e alpendre, o engenho era movido a água e contava com instalações produtivas, administrativas e para escravizados. Após um incêndio no século XVII, permaneceu em ruínas. Tombado e restaurado, passou a ser propriedade da USP em 1958 e, desde os anos 2000, abriga programas educativos, de pesquisa e preservação voltados à valorização da memória local e do patrimônio cultural.

 

Teatro Coliseu

Localização: Rua Amador Bueno n°237 – Centro

Tombamento: 
- CONDEPHAAT: Processo 22273/82, Resolução SC 29 de 19/12/1989, inscrito no Livro do Tombo: 20/12/1989.
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento do Teatro Coliseu abrange o imóvel com proteção total, tanto interna quanto externa.

Teatro Coliseu.Foto: Isabela Carrari / PMS

 

Descrição: Inaugurado em 21 de junho de 1924, com projeto de João Bernils e construção de Ciriaco Gonzalez, o edifício em estilo eclético neoclássico também apresenta elementos de art déco, como escadarias e sanitários, e art nouveau, presentes nas luminárias, portas e mobiliário. Seu interior foi decorado com materiais nobres e importados, refletindo o requinte da época. Palco de grandes espetáculos nacionais e internacionais, além da estreia do cinema falado em Santos, em 1929, o Coliseu entrou em decadência a partir da década de 1970, sendo desativado nos anos 1980. Após quase dez anos de obras de restauro, foi reinaugurado em 2006 e mantém-se como o maior teatro da cidade, com capacidade para mil espectadores.

 

Bolsa Oficial de Café

Localização: Rua 15 de Novembro n°95 – Centro


Tombamento:
- IPHAN: Processo 1514-T-03, inscrito no Livro do Tombo: 03/01/2012.
- CONDEPHAAT: Processo 00421/74, Resolução 36 de 22/09/1981, publicado no Diário Oficial 23/09/1981 (Ex-Offício).
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício

O que é protegido: O tombamento da Bolsa Oficial de Café abrange o imóvel com proteção total, tanto interna quanto externa.

Bolsa do Café. Foto: Sepasa

 

Descrição: Instalado em um edifício de estilo eclético inaugurado em 1922, o Museu do Café ocupa a antiga sede da Bolsa Oficial do Café, criada por lei estadual em 1914 para regular o intenso comércio cafeeiro da cidade de Santos. Projetado pela Companhia Construtora de Santos, sob direção do engenheiro Roberto Simonsen, o prédio se destaca pelo uso de materiais nobres, como mármore de Carrara, vitrais artísticos e painéis de Benedito Calixto. Reaberto como museu em 1998, o local oferece uma experiência sensorial completa sobre a trajetória do café no Brasil, com exposições permanentes e temporárias, mobiliário de época, loja temática e cafeteria especializada.

 

Sítio Remanescente do Outeiro de Santa Catarina, incluindo residência Dr. João Éboli

Localização: Rua Visconde do Rio Branco n°48 – Centro

Tombamento:
- CONDEPHAAT: Processo 24317/85, Resolução 7 de 09/04/1986, publicado no Diário Oficial 10/04/1986, inscrito no Livro do Tombo: 22/01/1987.
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento do remanescente do Outeiro de Santa Catarina abrange o imóvel (antiga residência do Dr. João Éboli) com proteção total, tanto interna quanto externa.

Outeiro de Santa Catarina. Foto: Sepasa

 

Descrição: Reconhecido como marco inicial do povoamento de Santos, o Outeiro de Santa Catarina teve suas terras doadas por volta de 1539 e foi o local onde Brás Cubas fundou, em 1543, a primeira Santa Casa do Brasil. Ao longo do século XVI, tornou-se referência urbana com a construção de uma capela dedicada a Santa Catarina de Alexandria. O local foi parcialmente destruído por corsários ingleses em 1591, mas sua importância simbólica se manteve. No final do século XIX, sobre as rochas remanescentes do antigo morro, o médico Giovanni Éboli construiu uma residência em estilo medieval, em alvenaria de tijolos, com terraço sobre abóbadas e elementos que lembram um castelo. Após décadas de abandono e uso irregular como cortiço, o imóvel foi restaurado e passou a integrar o projeto de revitalização do Centro Histórico de Santos. Hoje abriga a sede da Fundação Arquivo e Memória de Santos.

 

Edifício do Largo Marquês de Monte Alegre (Museu Pelé/ Casarão do Valongo)

Localização: Largo Marquês de Monte Alegre n° 6, 8, 13

Tombamento:
- CONDEPHAAT: Processo 00429/74, Resolução 4 de 03/02/1983, publicado no Diário Oficial 04/02/1983, inscrito no Livro do Tombo: 09/02/1983.
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento do Casarão do Valongo abrange o imóvel com proteção total, tanto interna quanto externa.

Edifício Largo Marquês de Monte Alegre. Foto: Sepasa

 

Descrição: Construído em meados do século XIX pelo comendador Manoel Joaquim Ferreira Netto, o Casarão do Valongo foi erguido em duas etapas: a primeira, em 1867, corresponde ao bloco voltado para a Rua Tuiuti; a segunda, voltada para a Rua do Comércio, foi concluída em 1872. Com três pavimentos e dois blocos interligados por um corpo central, a edificação abrigou, entre 1895 e 1939, a Prefeitura e a Câmara Municipal de Santos, funcionando também como espaço comercial no térreo. Após esse período, foi ocupado por escritórios, bares e hotéis até entrar em processo de deterioração, culminando em incêndios nos anos 1980 e 1990. Em 2010, teve início sua restauração, preservando parte das fachadas originais, e desde 2014 sedia o Museu Pelé, dedicado à vida e carreira do maior jogador de futebol de todos os tempos.

 

Ruínas do Engenho do Rio Quilombo

Localização: Vale do Rio Quilombo, área continental

ombamento:
- CONDEPHAAT: Processo 00382/73, Resolução de 18/03/1974, publicado no Diário Oficial 19/03/1974, inscrito no Livro do Tombo: 20/02/1974.
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento do Engenho do Rio Quilombo abrange as ruínas com proteção integral. 

Ruínas do Engenho do Rio Quilombo. Foto: CONDEPHAAT

 

Descrição: Localizado na antiga Serra de Taperovira, atual região do Quilombo, em Santos, o Engenho do Rio Quilombo é um dos exemplares históricos da ocupação colonial voltada à produção de cana-de-açúcar na Baixada Santista. Embora sua data de construção e proprietário original ainda sejam desconhecidos, as ruínas remanescentes — como muros de pedra entaipada, pilares de aqueduto e fragmentos de rodas d’água — indicam tratar-se de um engenho do tipo real, movido a água e de grandes proporções. A presença de um cemitério próximo sugere um contingente populacional significativo na época de seu funcionamento. A atual denominação foi atribuída posteriormente, no século XIX, após o surgimento de uma comunidade quilombola na região. As características do sítio seguem a tradição portuguesa de implantação de engenhos junto a cursos d’água e áreas agriculturáveis, o que reforça sua relevância histórica e paisagística.

 

Parte remanescente do Vale do Quilombo, não incluída no tombamento da Serra do Mar e de Paranapiacaba

Localização: Vale do Rio Quilombo, área continental

Tombamento:
- CONDEPHAAT: Processo 25050/86-Parte1 25050/86-Parte2, Resolução 60 de 22/10/1988, publicado no Diário Oficial 26/10/1988, inscrito no Livro do Tombo: 08/06/1989.
- CONDEPASA: Processo 16731/1990-51, Resolução SC 01/1990 de 23/05/1990 (Ex-Offício).

O que é protegido: O tombamento do Vale do Rio Quilombo compreende a preservação integral da área descrita.

Vale do Quilombo. Foto: CONDEPHAAT

 

Descrição: Com aproximadamente 66,7 km², o Vale do Rio Quilombo localiza-se no município de Santos, entre os vales dos rios Mogi e Jurubatuba. Mesmo situado em uma região de alta densidade urbana e industrial, o vale se destaca como a única área ainda majoritariamente recoberta por vegetação nativa na Baixada Santista, graças à barreira natural de espigões que o protege dos efeitos poluentes vindos do entorno. A área tombada compreende terrenos abaixo da cota altimétrica de 100 metros, estendendo-se até o traçado da rodovia, entre as coordenadas UTM 7.366,00–7.360,50 kmN e 368,00–362,00 kmE. O sítio preserva importantes vestígios arqueológicos, como as ruínas de um engenho colonial e de um cemitério ainda não totalmente estudado, o que reforça seu valor histórico, ambiental e científico para o município e para o estado.

 

Escola Estadual Dr. Cesário Bastos

Localização: Praça Narciso de Andrade s/nº - Vila Mathias

Tombamento:
- CONDEPHAAT: Processo 24929/1986, Resolução SC 60 de 21/07/2010, publicado no Diário Oficial 11/11/2010, inscrito no Livro do Tombo: 05/09/2011.
- CONDEPASA: Processo 29991/91-96, Resolução SC 01/92 de 25/01/92.

O que é protegido: O tombamento da Escola Estadual Dr. Cesário Bastos abrange o imóvel com proteção total, tanto interna quanto externa.

Escola Estadual Dr. Cesário Bastos. Foto: CONDEPHAAT

 

Descrição: Criado por decreto de 28 de abril de 1900, o Grupo Escolar de Santos foi o primeiro instalado pelo governo estadual na cidade, funcionando inicialmente em prédio alugado pela Câmara, com inauguração em 13 de outubro do mesmo ano. Em 1916, foi transferido para o edifício atual, passando a se chamar Escola Estadual Dr. Cesário Bastos, em homenagem ao jornalista e político que idealizou sua criação. A escola é exemplar de uma tipologia arquitetônica desenvolvida durante a Primeira República, como parte de uma ampla política pública voltada à educação básica e à formação de professores. O edifício é representativo do conjunto de escolas erguidas entre 1890 e 1930, com projetos padronizados e construções em alvenaria de tijolos, priorizando ventilação, insolação e condições de higiene, como preconizavam os princípios pedagógicos e sanitários da época.