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Usuária do Cras de Santos abre Conferência Estadual de Assistência Social

Publicado: 27 de setembro de 2013 - 16h50
Atualizado: 4 de setembro de 2020 - 3h51

“Eu estava no fundo do poço, ninguém me ouvia, nem me dava uma chance. Não sei quantos empregos perdi só porque morava no Caminho São Sebastião. É difícil vencer o preconceito quando se vive na favela. Não fumo, não bebo, nunca cometi crime, mas ninguém me dava oportunidade.”

É assim, contando parte de sua história, que Luciene de Sena vai marcar sua participação na abertura da Conferência Estadual de Assistência Social, que acontecerá de terça (1º) a quinta (3), em Atibaia. Ela é uma das delegadas escolhidas pelo Governo do Estado.

A oportunidade que Luciene esperava surgiu em 2009, por meio do 5° Conseg (Conselho de Segurança). Ela conheceu a presidente da entidade, Ruth Mirian Floripes, que a orientou. Conseguiu o bolsa-família de R$ 134,00 e mais R$ 180,00 por 18 meses pelo Programa Nossa Família.

Tão importante quanto esse dinheiro é o estudo obrigatório para se qualificar e tentar mudar de vida. Em janeiro de 2014 ela acaba o curso de massoterapia, já tem uma clientela fixa, não mora mais na favela e ainda tem tempo de ser diretora de assuntos comunitários do 5º Conseg e ajudar a transformar a vida de outras mulheres que vivem em palafitas e ainda procuram a mão amiga.

O SOS Conseg recebe denúncias de violência e de vulnerabilidade social pelo telefone 99703-0818. O serviço é 24 horas.