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Composta Santos

Programa de incentivo à reciclagem de resíduos sólidos orgânicos da Prefeitura Municipal de Santos

O COMPOSTA SANTOS é o programa de incentivo à reciclagem de resíduos sólidos orgânicos que a Prefeitura Municipal de Santos desenvolve desde 2018, com a coordenação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, como forma de reduzir o envio de materiais para o aterro sanitário e promoção da agricultura urbana. São propostas ações que podem ser feitas em casas, apartamentos, escolas, empresas e diferentes instituições. Adaptadas a quantidade produzida e a realidade de cada gerador.

As principais frentes de ação do Composta Santos são:

  • A promoção da compostagem domiciliar;
  • A criação de Centros de de Aprendizagem em Compostagem e Agricultura Urbana (CACAU);
  • A instalação de usina piloto de compostagem;
  • A incentivo de práticas de agricultura urbana;

O programa é desenvolvido no âmbito do Projeto Santos Sustentável: Compostagem e Agricultura Urbana, aprovado no edital de compostagem (2017) do Fundo Nacional de Meio Ambiente, com financiamento do

Fundo Socioambiental da Caixa, de acordo com Acordo de Cooperação assinado em março de 2018.

AGRICULTURA
URBANA

São diversas atividades relacionadas à produção de alimentos e conservação dos recursos naturais dentro dos centros urbanos ou em suas respectivas periferias, envolvem práticas em escolas, associações, parques, condomínios, hortas comunitárias, arborização urbana e outros espaços.

Entre suas principais contribuições, podemos destacar três áreas fundamentais:

Desenho de uma planta com 3 folhas em um círculo amarelo

BEM-ESTAR

Segurança alimentar, nutrição e melhorias na saúde ambiental, reduzindo os surtos de doenças.

Imagem estilizada de um globo com uma folha acima a direita

MEIO AMBIENTE

Conservação dos recursos naturais, redução do impacto ambiental, reultilização e reciclagem de resíduos

imagem do planeta terra

ECONOMIA

Aumento na geração de emprego e renda, fortalecendo a base econômica e diminuindo a poprbreza.

A Prefeitura de Santos tem diversas ações de agricultura urbana, dentro das áreas de jardinagem,  paisagismo, arborização, hortas escolares e viveiros de mudas. No Jardim Botânico Municipal de Santos, além do Programa Horta Ecológica, existem cursos de jardinagem, ervas medicinais e diferentes oficinas agroecológicas desenvolvidas pela Educação Ambiental.

O Orquidário Municipal também insere estas práticas na sua programação educativa. As feiras orgânicas têm sido espaços privilegiados para estas práticas.

Nos últimos anos, uma série de grupos tem se organizado para promover a agricultura urbana e espalhar os conceitos da agroecologia nas escolas, praças e parques da cidade , tais como Plantio Coletivo, GerminAção, Verde Mato, Flor E Ser, Verdejando, Jardim Febiana Oliveira, Horta Bons Frutos, Grupo de Agrofloresta de Santos.

HORTAS
COMUNITÁRIAS

São hortas de uso coletivo, cultivadas por pessoas que geralmente moram nas redondezas ou estão agrupadas em associação. Elas são uma ótima alternativa para dar funcionalidade a diversos espaços nas cidades, pondo fim aos problemas por eles gerados e trazendo uma série de benefícios para os que se dispuserem a colaborar com a iniciativa. 

O Programa Horta Ecológica tem oferecido apoio para o desenvolvimento de Hortas Comunitárias em Santos e Região.

Além deste Programa, temos alguns exemplos de hortas comunitárias que vem se desenvolvendo com sucesso em Santos, como: 

Horta Comunitária Bons Frutos localizada na rua. Cel. Feliciano Narciso Bicudo, 434 - São Manoel, Santos.  Sua implantação se deu a partir de apoio do Instituto Elos em terreno cedido pela CPFL (companhia de energia).
Jardim Fabiana Oliveira na Estação da Cidadania de Santos, na Avenida Ana Costa, 340. Sua implantação se deu no dia 25 de agosto de 2018, em homenagem a educadora ambiental Fabiana de Oliveira Silva, voluntária da Estação, falecida dois meses antes. 
Instituto Procomum, situado na Rua Sete de Setembro, 350, Vila Nova. Com promoção de práticas de agricultura urbana e permacultura.

Hortas comunitárias, como o próprio nome diz, são hortas de uso coletivo, cultivadas por pessoas que geralmente moram nas redondezas ou estão agrupadas em associação. Elas são uma ótima alternativa para dar funcionalidade a terrenos baldios nas cidades, pondo fim aos problemas por eles gerados e trazendo uma série de benefícios para os que se dispuserem a colaborar com a iniciativa. A forma de funcionamento das hortas comunitárias depende muito de cada situação. Por isso, elas podem ser cultivadas tanto coletivamente, com todos participando de todas as atividades e a produção sendo repartida, quanto de modo em que o espaço seja dividido em talhões ou canteiros e cada indivíduo ou família seja responsável somente por sua parte. Em muitos casos, o excedente pode ser comercializado ou trocado por outro alimento ou produto.

No caso da União de Hortas Comunitárias de São Paulo há cinco requisitos para que uma horta seja considerada comunitária, conforme consta em sua página em uma rede social. O primeiro deles: que não usem insumos químicos e venenos. Segundo: que cultivem com base nos princípios agroecológicos e permaculturais, respeitando a natureza. Terceiro: que realizem de forma coletiva, colaborativa e inclusiva o uso do espaço, o trabalho, a colheita e a gestão. Além disso, que promovam atividades de educação ambiental gratuitas e abertas ao público e, por fim, que compartilhem a colheita livremente pelos voluntários e a comunidade.”

Horta Ecológica

Programa de agricultura urbana do Jardim Botânico Chico Mendes, em parceria com a Casa da Agricultura de Santos. Espaço de formação continuada do Programa Composta Santos, com a oportunidade de aprendizagem do público em geral, em práticas como: compostagem orgânica, preparo do solo, semeadura, plantio, cultivo e colheita de hortaliças e frutos.

 COMO FUNCIONA:

A Horta Ecológica não é curso, mas um programa aberto, também chamado de espaço para vivência em agricultura urbana e compostagem, como define o engenheiro agrônomo e coordenador do projeto, Paulo Marco de Campos Gonçalves. Nos encontros, o grupo aprende a sequência de práticas de manejo, como se estivesse em um sítio de produção e cada um faz as atividades conforme seu limite físico.

“Todos aprendem sobre ciclo das espécies, proteção do solo com material seco, observações de possíveis pragas, doenças e seus controles naturais e demais tratos culturais”. Hoje em dia, os participantes cuidam de uma boa variedade de plantas na Horta Ecológica, como chicória, quiabo, cenoura, couve, mandioca, taioba e ora-pro-nóbis. São mais de 20 canteiros.

 O projeto da Horta Ecológica iniciou em 2010 e está integrado ao Programa Composta Santos. 

Nas aulas, os interessados aprendem a cultivar hortaliças e ervas, além de fazer compostagem, minhocultura, produção de mudas e noções de agrofloresta - formas de uso ou manejo da terra, nos quais se combinam espécies arbóreas com cultivos agrícolas.

Como faço para me inscrever?

Para participar do programa, que é feito em parceria com a Casa da Agricultura de Santos, basta comparecer ao parque com documento de identidade e comprovante de residência em Santos, no horário das atividades (menores devem vir acompanhados dos responsáveis).

Quando ocorrem as atividades?

Você que é um(a) apaixonada(o) pelas plantinhas e por tudo que a terra nos dá, venha colocar a mão na massa... ou melhor, na terra, com a gente!  

AGROFLORESTA

É uma forma de uso da terra na qual se resgata a forma ancestral de cultivo, combinando espécies arbóreas lenhosas como frutíferas ou madeireiras com cultivos agrícolas e/ou animais. Essa combinação pode ser feita de forma simultânea ou em sequência temporal, trazendo benefícios econômicos e ecológicos.

A  agrofloresta é um sistema de produção que imita o que a natureza faz normalmente, com o solo sempre coberto pela vegetação, muitos tipos de plantas juntas, umas ajudando as outras, sem problemas com “pragas” ou “doenças”, dispensando o uso de venenos. Nos Sistemas Agroflorestais, encontramos uma mistura de culturas anuais, árvores perenes e frutíferas e leguminosas.

 Grupo de Agrofloresta

Os encontros para discutir teoria sobre sistemas agroflorestais, conceitos de sucessão agroflorestal, estudo de espécies e uma serie de outros temas ocorrem todas as segundas 3ª feira do mês na estação da cidadania localizada na Av Ana Costa, 340. 

“A Agrofloresta é um sistema de produção que imita o que a natureza faz normalmente, com o solo sempre coberto pela vegetação, muitos tipos de plantas juntas, umas ajudando as outras, sem problemas com “pragas” ou “doenças”, dispensando o uso de venenos. Nos Sistemas Agroflorestais, encontramos uma mistura de culturas anuais, árvores perenes e frutíferas e leguminosas, além de criação de animais e a própria família de agricultores, em uma mesma área.”

Para saber mais: 

https://ipoema.org.br/conceitos-de-agrofloresta/ 

https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/agricultura/agr_acoes_resultados/tecnicas_que_unem_agricultura_e_conservacao/

https://believe.earth/pt-br/ernst-gotsch-o-criador-da-verdadeira-revolucao-verde/

SEGREGAÇÃO EM
FRAÇÕES NA FONTE

SECOS

Materiais que podem ser reutilizados ou reciclados para produção de novos produtos. (ex.: papel, plástico, metal e vidro).

 

ORGÂNICOS

Resíduos que podem ser enviados para compostagem e transformados em adubo. (ex.: frutas, legumes, verduras, borra de café e saches de chá).

REJEITOS

Materiais que não podem ser reutilizados ou reciclados de forma econômica (ex.: goma de mascar, fraldas e absorventes).

LOGÍSTICA REVERSA

Materiais já utilizados no processo produtivo visando o reaproveitamento ou descarte apropriado dos materiais.

ÓLEO

O descarte não deve ser feito na pia, pois o óleo de cozinha pós-consumo, além de poluente, também pode ser reaproveitado. Fabricantes devem implantar rede de Logística Reversa.

RESÍDUO HOSPITALAR

Classe de resíduos em que a coleta é feita por equipes especiais. Não pode ser descartado na coleta diária.

PROGRAMA
FEIRA LIMPA

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O objetivo é incentivar a segregação e destinação dos resíduos da feira, com a redução do envio para o aterro sanitário e promoção da compostagem e agricultura urbana.

  • A ação na feira tem como objetivo a interação com os feirantes e consumidores, com a divulgação do projeto, análise dos resíduos gerados e educação ambiental para a segregação e melhor aproveitamento dos mesmos.
  • A maioria dos feirantes gera principalmente resíduo orgânico, que pode ser aproveitado na compostagem, além de recicláveis e óleo. 
  • Estudos têm sido realizados com o intuito de dar início a coleta contínua a partir da inauguração da usina piloto de compostagem. A aceitação tanto por parte dos feirantes quanto dos munícipes tem se mostrado positiva.
  • O trabalho nas feiras será progressivo, começando com uma feira por semana até chegar a totalidade das feiras do munícipio.

CACAU

Centro de Aprendizagem em Compostagem & Agricultura Urbana

Espaços educativos, construídos de forma colaborativa,  para exposição e prática de diferentes métodos de compostagem e aplicação do composto em múltiplas técnicas de agricultura urbana.

O projeto Composta Santos conta com dois CACAU’s, situados em dois parques municipais:

O objetivo dos CACAU é a promoção de diferentes tipos de compostagem, de modo a possibilitar escolhas de acordo com a realidade de cada gerador, e demonstrar o uso do composto produzido em práticas de agricultura e jardinagem dentro do contexto urbano.

Mais informações:

estagiarios.compostagem@santos.sp.gov.br

compostasantos@santos.sp.gov.br

FEIRAS

Feira Orgânica

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM) organiza mensalmente três feiras de produtos orgânicos pela Cidade. Nelas, o consumidor tem acesso a hortifrútis, produtos de mercearia, cosméticos,  pães diversos e várias outras opções. As feiras também oferecem programação cultural e espaços dedicados ao artesanato, saúde e agroecologia.

ONDE E QUANDO?

Estação Cidadania 

(Avenida Ana Costa, 340 - Campo Grande)

Sábados - 9h às 13h

Comprar na feira orgânica é fortalecer:

  • Agricultura familiar 
  • Cultura
  • Economia Solidária 
  • Sustentabilidade 
  • Saúde 
  • Conservação da Biodiversidade

As Feiras Orgânicas de Santos, tiveram seu início em 2011, no Jardim Botânico Municipal de Santos “Chico Mendes”, como parte de sua estratégia de conservação da biodiversidade. Desde então, tem crescido a oferta, com o aumento contínuo do número de feiras a cada mês.    

Além de encontrar variedades de alimentos orgânicos, desde hortifrutis, mercearia e cosméticos, colaborando com a agricultura familiar e a economia solidária fortalecendo os produtores e comerciantes locais, você pode ter acesso a diferentes oportunidades de aprendizagem na área de agroecologia, incluindo oficinas de compostagem e vermicompostagem, oficinas de horta vertical, muro verde, semeadura e plantio. Além disso, é possível se divertir e praticar atividades de saúde, esportes e lazer, tais como: meditação, dança circular, regeneração celular, yoga, dança, caminhada. Artesanatos indígenas e ecológicos e feiras de trocas também integram com frequência a programação das feiras.

Informativos: para receber regularmente cadastre-se.

Facebook: Participe do Grupo: Feira de Orgânicos do Jardim Botânico

Organização das Feiras: coletivo de produtores, comerciantes e voluntários, com apoio e gestão da Prefeitura de Santos - Secretaria de Meio Ambiente. A Feira integra as ações de conservação da biodiversidade do Jardim Botânico Municipal de Santos “Chico Mendes”. 

Parceria local: Paróquia Nossa Senhora da Aparecida.

Feira de trocas

Nesse espaço você pode trazer um brinquedo, roupa, semente, muda de plantas, entre outras coisas e trocar por algo que lhe interesse, fazendo você e alguém feliz.

Traga sempre itens em bom estado.

Desenho de um casaco verde
Desenho de um carrinho conversível vermelho com rodas azuis
Desenho de uma bola de futebol
Desenho de tres livros empihados. O primeiro verde. Embaixo o vermelho e por ultimo, um laranja
Desenho de um vestido curto, de alças, vermelho

Dentro das Feiras Orgânicas do Jardim Botânico são realizadas constantemente as feiras de trocas. Elas estimulam a cultura da economia solidária e a diminuição do consumismo. Trata-se, então, de uma prática solidária e sustentável. Você pode dispor de algo em bom estado, que não usa mais, trocando ou doando para outras pessoas que possam se interessar. Além de roupas, livros, brinquedos e utensílios domésticos, a feira estimula a troca de sementes e mudas, sendo mais um espaço de promoção da agricultura urbana. Também é um espaço para troca de conhecimentos e estímulo às práticas cooperativas.

Conheça também o Fórum de Economia Solídária da Baixada Santista

PEV

O PEV (Ponto de Entrega Voluntário de resíduos orgânicos) é um espaço gestionado pela comunidade onde todos são importantes para o sucesso da proposta. Então, que tal trazer o seu resíduo para contribuir com uma Santos Sustentável?

 

Os PEVs incentivam a separação do material para reciclagem e a entrega voluntária. Podem ser instalados pelo poder público (ver abaixo: ecopontos) em diferentes espaços, como parques e escolas. Mas também podem ser implementados por clubes, empresas, ONGs, condomínios e outros espaços privados. 

Existem diferentes modelos de contentores que podem ser utilizados para o recebimento dos resíduos, de acordo com o volume e categoria dos materiais a serem coletados.  IMPORTANTE: cada local tem as suas regras e limites de recebimento. Os trabalhos também são realizados muitas vezes por voluntários, então não se trata de simplesmente levar seus resíduos, vale cooperar com o processo da compostagem.  Lembrar que a compostagem pode ser feita no seu local (casa, trabalho).

copontos A Prefeitura facilitou o descarte correto de produtos que não podem ser descartados em aterro sanitário comum. O Município obriga que estabelecimentos de Santos que vendam baterias, lâmpadas fluorescentes (contêm fósforo e mercúrio, que contaminam o meio ambiente) e produtos similares sejam obrigados a oferecer caixas próprias para coleta dos materiais, de acordo com a Lei Complementar 779, de 5 de setembro de 2012. 

Com esta legislação, o comércio funciona também como ecoponto, ou seja, como local de descarte, e terá de encaminhar os materiais para reciclagem e destinação ambiental adequada. Quem não cumprir a lei pode ser multado em até cinco salários mínimos. Os ecopontos da Prefeitura não recebem mais baterias e lâmpadas fluorescentes. 

Nos ecopontos podemos descartar materiais como: 

LÂMPADAS FLUORESCENTES - REMÉDIO - PARAFINA - FILMES RADIOLÓGICOS - PNEUS  - PILHAS E BATERIAS - ÓLEO DE COZINHA USADO  

ECOPONTOS

Menino com a mão próxima ao queixo com expressão de dúvida no rosto

PODE

Sobras de comida, cascas e resto de frutas, cascas de ovo, borra e filtro de café, sachês de chá, flores e ervas 

NÃO PODE

Plásticos em geral, fezes de animais, papel higiênico usado e carnes  

USINA PILOTO

Com capacidade de receber cerca de 5 toneladas por dia de resíduos orgânicos, sua finalidade é diminuir o envio de resíduos para o aterro sanitário e produzir adubo.

Localizada: Rua Vereador Alfredo das Neves s/nº, Alemoa Industrial – Zona Noroeste.

Área útil: mais de 800 m².

 

MODELOS DE
COMPOSTAGEM

Vermecompostagem

Utiliza minhocas para a decomposição de resíduos orgânicos, transformando-os em compostos de alta qualidade, o húmus e o biofertilizante líquido. Ambos podem ser utilizados como impulsionadores (adubo) em hortas e plantações, pelo fato de serem ricos em nutrientes.

Quando adaptada para caixas digestoras portáteis (“minhocasas”), é um método mais prático e acessível para aqueles que não possuem espaço suficiente em suas residências. 

Para começar, é preciso de uma composteira, como a da imagem abaixo:

Imagem de uma composteira com o logo do composta santos

O que pode

  • Frutas
  • Legumes
  • Verduras
  • Grãos e sementes
  • Sachê de chá (sem etiqueta)
  • Borra e filtro de café
  • Cascas de ovo

O que pode moderadamente

  • Frutas cítricas
  • Alimentos cozidos
  • Guardanapos e papel toalha 
  • Óleos e gorduras
  • Flore e ervas (medicinais ou aromáticas)
  • Laticínios 
  • Papel e papelão (sem plásticos, quimicos ou tintas)
  • Temperos fortes (pimenta, alho, cebola)
  • Limão

O que não pode

  • Carnes
  • Fezes de animais carnívoros
  • Papel higiênico usado

 

 

A 1° caixa, de cima para baixo, é onde você colocará o resíduo orgânico (sempre atento ao que pode e o que não pode), juntamente com serragem ou folhas secas e as minhocas.

Na caixa do meio é onde as minhocas depositarão o composto e a última caixa e onde ficará o biofertilizante.

Papel da minhoca

As minhocas possuem diversos papeis fundamentais na natureza, como por exemplo, decompõem o material orgânico e após digeri-los, transforma-os em nutrientes e os deposita no solo, elas também cavam túneis e esses túneis são utilizados como passagem de ar, água e para o crescimento das raízes das plantas

Minhocas utilizadas

As espécies mais indicadas para a realização da vermicompostagem são as epigéicas, que vivem nas camadas superficiais do solo e nas serrapilheiras. As vermelhas da califórnia (Eisenia fetida) e a Eisenia andrei, são aconselhadas pela ótima taxa de reprodução e de metabolização fazendo com que o composto se decomponha mais rápido: 

Imagem de uma minhoca da espécie epigéica

Imagem de uma minhoca californiana

Curiosidade

As minhocas são animais anelídeos hermafroditas, ou seja, possuem os dois sexos e são capazes de fecundar e serem fecundadas ao mesmo tempo através da reprodução cruzada, durando cerca de três horas e podendo gerar de 3 a 20 filhotes.

Biofertilizante e Húmus

Existem algumas dicas para a utilização dos produtos gerados na compostagem, pelo fato de serem ricos em nutrientes, se forem usados em excesso podem acabar prejudicando sua horta e até mesmo matando certas plantas mais sensíveis.

O Biofertilizante líquido deve ser diluído de 1:10, ou seja, para cada parte de biofertilizante misturar com 10 de água. Irrigar diretamente no solo.

Já o Húmus deve ser misturado junto com a terra para plantar ou colocar embaixo da terra para melhor absorção.

Compostagem em paletes

Adaptada para quintais pequenos, este modelo facilita a contenção do material em uma área de cerca de um metro quadrado, sendo facilmente desmontável, de modo a facilitar o reviramento e a coleta do composto.

Compostagem em caixa d'água

Tem a facilidade de coleta de biofertilizante líquido e de maior proteção contra vetores. Também é uma alternativa para residências e condomínios.  

Leira estática com aeraçào passiva

Esse é o metódo adaptado para a Usina Piloto de Compostagem. É prático, mas requer um certo espaço para a sua instalação, visto que é a leira é construída diretamente no chão. Para sua construção, primeiro é preciso a formação das paredes, que pode ser feita utilizando-se material palhoso, ou folhiço e em seguida a base, começando com uma lona ou outro material para o escoamento do percolado e em cima algum outro material para a filtragem, como cascalhos ou argila expandida. A próxima etapa será cobrir com serragem, folhiço e um pouco de algum composto pronto e depois os resíduos orgânicos úmidos, como cascas de frutas, legumes, verduras, etc. Os resíduos devem sempre ser cobertos para evitar o odor e proliferação de insetos.

A temperatura interior das leiras nesse método de compostagem, no seu período mais ativo fica acima de 45°C, podendo chegar a 70°C, dependendo das dimensões da leira.