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Vistoria dá início à prospecção arqueológica da área do mergulhão

15 de dezembro de 2010
20h 00

A área onde será construído o mergulhão, passagem subterrânea para caminhões na região do Valongo, foi vistoriada no último dia 16 por técnicos da Codesp, prefeitura e concessionárias de serviços públicos, com objetivo de definir os pontos onde serão feitas sondagens de prospecção arqueológica, que devem começar em 10 dias.

A proposta, defendida pela prefeitura desde 2005, visa desafogar o tráfego no local e está integrada ao projeto do complexo náutico e turístico Porto Valongo Santos, a ser implementado nos antigos armazéns portuários 1 ao 8.

A obra do mergulhão tem recursos reservados, em torno de R$ 300 milhões, do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. Em 2011, a Codesp deve lançar o edital de licitação para contratação da empresa responsável pelo projeto.

A vistoria foi coordenada pelos representantes da empresa Documento Arqueologia e Antropologia, responsável pelos trabalhos, e antecede a elaboração do projeto executivo do túnel.

Acompanharam a inspeção os representantes da Superintendência de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, da Codesp; Seport (Secretaria de Assuntos Portuários), Coserp (Comissão Municipal de Serviços Públicos), Dear-RCH (Departamento da Administração Regional da Região Central Histórica) e Detic (Departamento de Gestão da Tecnologia de Informação e Comunicações), da prefeitura; além de CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), Guarda Portuária, Sabesp, CPFL, Net, Embratel e Telefônica.

“Todas as concessionárias receberam anteriormente a planta da área, porque aqui passam tubulações e cabeamentos de água, esgoto, telefonia, energia e fibra óptica. Cada órgão tem seu cadastro de rede e, com a verificação no local, evita-se possíveis imprecisões e perda de algum sítio arqueológico”, explicou o assessor técnico da Seport, Adilson Luiz Gonçalves.

A vistoria dos pontos de sondagem ocorreu num trecho de cerca de 1 km na faixa portuária, entre o Largo Marquês de Monte Alegre e a Praça Barão do Rio Branco. Na ocasião, os funcionários da empresa Documento marcaram com spray vermelho os locais onde haverá poços-teste.

“Eles serão feitos a cada 50 metros nas áreas de menos potencial arqueológico e, a cada 25 m, perto dos bens tombados”, disse o arqueólogo Pedro Miguel da Silva Narciso. Segundo ele, existe a possibilidade de ser encontrado material da ocupação colonial do século 16, por se tratar da região onde Santos começou.