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Virada Cultural: 55 mil pessoas em 24 horas de cultura e arte

Publicado: 22 de maio de 2010
18h 00

Às 18h25 deste domingo (23) foi encerrada mais uma edição da Virada Cultual em Santos - a quarta desde 2007. De acordo com a organização, 55 mil pessoas curtiram os shows, exposições, performances e peças teatrais, que tomaram conta de sete pontos do Centro Histórico, além da praça do Aquário, Pinacoteca Benedito Calixto e Sesc, em mais de 24 horas de diversão e arte. Diante de tantos números, certamente o melhor deles foi o de ocorrências registradas pela Polícia Militar e Guarda Municipal: zero.

Grand Finale
Coube ao cantor Zeca Baleiro a incumbência de encerrar a Virada Cultural 2010, no palco montado na Praça Mauá, em frente à prefeitura. O final de tarde agradável combinava perfeitamente com o público, formado em sua grande maioria por famílias e casais, que viram o artista ‘percorrer’ vários estilos musicais, acertando em cheio o gosto de todos.

Zeca ‘presenteou’ o público com seus sucessos, tais como Lenha, Samba do Approach e Telegrama e interpretou canções de outros artistas: Alma Não Tem Cor (Banda Karnak) e Fogo e Paixão (Wando). Antecipando-se aos tradicionais pedidos, Zeca também ‘tocou Raul’ (Óculos Escuros). Para fechar o show e a ‘Virada’ em alto astral, nada melhor que rock’n roll. Foi em então que Zeca, vestido com a camisa 7 do Santos F.C. , fez seis mil pessoas pularem ao som de Heavy Metal Do Senhor. E se Ele quiser, o ano que vem tem mais.

Durante a semana, você poderá conferir fotos das principais atrações da Virada Cultural 2010, acessando o hotsite www.santos.sp.gov.br/virada2010.

Madrugada de Festa
O relógio marcava pontualmente zero hora deste domingo (23), quando Manu Chao subiu ao palco montado na Praça Mauá, Centro Histórico, colocou-se diante do público e perguntou: “Santos, vocês estão prontos?”. O “sim” da multidão foi a senha para o início da festa... ou melhor do show, mas que em muitos momentos parecia mais uma celebração.

Acompanhado de apenas dois músicos, o cantor franco-espanhol fez a alegria da moçada, que não deixou sequer um palmo de praça vazio. Muitos não resistiram e dançavam em pares em meio ao mar de gente, mesmo que isso lhes custasse alguns esbarrões e pisões nos pés. No entanto, o clima era tão bom que o ‘sacrifício’ valia a pena.

Difícil mesmo era não se deixar envolver pelo ritmo caribenho e pela batida hispânica das musica de Manu. Isso sem falar da impressionante habilidade do músico Madjid Sahem, que dedilhava freneticamente sua guitarra e, às vezes, dava a impressão de haver dezenas de cordas em seu instrumento, tamanha era a quantidade de notas que conseguia ‘tirar’ dele.

Ao final de mais uma hora de folia, quer dizer de espetáculo, quem conhecia Manu estava mais do que satisfeito e quem o havia visto e ouvido pela primeira vez certamente uma hora dessas deve estar à frente de um computador ‘baixando’ as músicas dele. Pena que não há como se fazer um ‘download’ de toda a atmosfera que tomou conta da Praça Mauá no início da madrugada deste domingo.

Rosanah
Há espetáculos onde você fica em dúvida se o show acontece no palco ou na plateia. Muitos daqueles que estavam no Coliseu na madrugada deste domingo foram os responsáveis pelo divertimento de quem foi conferir a apresentação da cantora Rosanah.

Nem mesmo os problemas com o som tiraram o bom humor da plateia e da cantora, que se mostrou muito à vontade no palco e que constantemente pedia para que o púbico a acompanhasse em suas canções, no que foi prontamente atendida.

No entanto, mesmo com a plateia cantado suas baladas românticas e seus ‘covers‘ de sucessos que marcaram a ‘Era Disco’, havia um clima peculiar no ar. Todos esperavam um único momento. Quando os primeiros acordes da canção ‘O Amor e o Poder’ começaram a tocar, alguns já estavam de pé. Naquele momento, pouco importava se a música era brega, pop ou ploc, todo mundo queria apenas cantar.

A experiente cantora, que sabe melhor do que ninguém o quando a música entrou de certa forma no inconsciente coletivo, resolveu ‘reger’ a plateia e deixou apenas o público cantar o seu sucesso. Quando assumiu o microfone, palco e plateia estavam unidos em coro. A Virada Cultural 2010 ganhava o seu hit. Meio empoeirado, é verdade, mas ainda capaz de levar quase mil pessoas a um lugar apenas para ouví-la... e cantá-la, é claro.

Abertura
O Coliseu foi o palco da abertura oficial da Virada Cultura 2010 em Santos, às 18h30 deste sábado (22). O público que lotou o teatro foi presenteado com a montagem ‘Calendário de Pedra’, um solo de Denise Stoklos, que assina também a direção, o texto e a coreografia. Conhecida como a ‘one woman show’, Denise mostrou aos espectadores uma peça carregada de contestações sobre o sistema social em que vivemos, com textos baseados no livro poema ‘A Birthday Book’, da escritora e feminista americana Gertrude Stein.

Uma hora depois, desta vez na Praça Mauá, o pernambucano Otto subiu ao palco principal da ‘Virada’ para alegria de milhares de pessoas que apreoveitavam a agradável noite de sábado. Em um pouco mais de uma hora de show, o cantor mostrou toda a energia que marca o seu trabalho desde a época da Nação Zumbi e Mundo Livre S/A.

Otto cantou músicas dos seus seis álbuns solo - sobretudo do seu último lançamento ‘Certa Manhã Acordei de Sonhos Tranquilos’ – todas acompanhas por sua competente banda e pelos fãs, que assim como o artista cantavam com empolgação contagiante cada estrofe.

Stagium
Já passava das 20h30 quando as cortinas do Coliseu se abriram para apresentação do Balet Stagium. Não havia um lugar sequer vago dos 900 disponíveis para a apresentação do consagrado grupo de dança. Com a aprimorada técnica de seus bailarinos, o Stagium apresentou o espetáculo Bossa Nova, uma viagem aos clássicos da MPB, entre eles: Garota de Ipanema, Corcovado e Desafinado.

Vale reforçar que as principais fotos da Virada Cultural 2010 estarão disponíveis no hotsite www.santos.sp.gov.br/virada2010. E cobertura completa você confere no portal da prefeitura nesta segunda-feira (24) e no Diário Oficial de terça (25).