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Remodelação da entrada da Cidade inclui obras de drenagem

1 de março de 2016
17h 05

As intervenções programadas pela Prefeitura para a melhoria dos acessos na entrada da Cidade também contarão com investimentos no sistema de drenagem, para ajudar a evitar e minimizar alagamentos em períodos de chuva forte e de alta de maré, como ocorrido no domingo (28).

Na primeira etapa, 18 quilômetros de vias ganharão corredores de ônibus e serviços de microdrenagem, com novas sarjetas e substituição de manilhas quebradas e entupidas, além de reposicionamento de bocas de lobo, entre outras medidas.

Assinado

Para esta fase de obras, a Prefeitura já assinou contrato de R$ 34,5 milhões com a empresa Terracom Construções Ltda (vencedora da licitação) e aguarda licença de instalação da Cetesb.

Entre as vias que receberão melhorias, as avenidas Visconde de São Leopoldo, Getúlio Vargas, Martins Fontes, Nossa Senhora de Fátima, Jovino de Melo, Hugo Maia, Afonso Schmidt e Álvaro Guimarães e ruas como a Professor Laurindo e Manoel Ferramenta Junior.

Segunda fase

Grandes intervenções de drenagem também estão sendo incorporadas à segunda etapa de obras. Estimada em R$ 290 milhões, esta fase contará com recursos de financiamento obtido junto ao governo federal (PAC 2 Mobilidade Médias Cidades) e contrapartida municipal, englobando a construção de ponte sobre o Rio São Jorge e viaduto sobre a Via Anchieta/Avenida Martins Fontes, no Chico de Paula.

Os projetos estão sendo finalizados e quantificados para aprovação junto à Caixa Econômica Federal. A etapa também depende de aprovações ambientais e deverá ser licitada no segundo semestre deste ano.

“Serão feitas galerias nas avenidas Martins Fontes, em direção ao Rio Lenheiro, e na Nossa Senhora de Fátima, para melhoria da condução das águas do Saboó em direção ao seu curso de drenagem atual, a vala da Ecovias (marginal Anchieta) que liga até o Rio São Jorge”, explica Wagner Ramos, arquiteto da Prefeitura.

Novas galerias

=> Avenida Nossa Senhora de Fátima - entre a Rua Boris Kauffmann (Chico de Paula) e a confluência com a Av. Martins Fontes

Trecho ganhará grande galeria de concreto (2,20 metros por 1,30 metros) abaixo do canteiro central e, na área próxima ao futuro viaduto interligando à Martins Fontes, serão duas galerias nas mesmas dimensões - uma em cada pista. Uma nova galeria também será construída ligando a Rua Manoel Barbosa da Silveira (Saboó) até a vala na Marginal Anchieta.

Objetivo: ampliar a rede de drenagem existente para uma vazão mais rápida até a vala na Marginal Anchieta, em direção ao Rio São Jorge.

=> Avenida Martins Fontes – entre a Rua Caraguatatuba e o Rio Lenheiros

Trecho ganhará galeria de concreto (4,0 m por 2,0 m) debaixo da pista sentido São Paulo. Outras duas novas galerias irão cruzar as quatro pistas da avenida, ligando o Rio Lenheiros (Saboó) até a sua bacia no canal do Estuário. As estruturas serão interligadas ao projeto do programa Santos Novos Tempos, com continuidade das galerias sob a linha férrea, desassoreamento do Rio Lenheiros e implementação de estação elevatória com comporta (EEC 6).

Objetivo: agregar obras planejadas para a área, visando escoamento mais ágil da água retida na Martins Fontes e outras vias do Saboó para o Rio Lenheiros, com saída para o canal do Estuário.

Obras de drenagem na área rodoviária

Desde 2014, a Prefeitura está em tratativas com o governo estadual para a realização de investimentos no sistema de drenagem da área rodoviária da entrada da Cidade. A administração solicitou à Secretaria de Estado de Logística e Transportes um conjunto de intervenções, sendo a principal delas a transposição das águas por debaixo da Marginal da Via Anchieta em direção ao córrego do Sapateiro.

A obra é prevista para o trecho final da vala de 1 km de extensão que recebe as águas da bacia da Nossa Senhora de Fátima. No local, a água fica acumulada porque vai em direção ao córrego, por debaixo da pista, através de três canos de 0,80 cm.

Para sanar este problema, a proposta é a colocação de aduela de concreto (4 metros por 2 metros) para a condução das águas da vala ao córrego, que seguem até o Rio São Jorge.

A intervenção tem valor estimado de R$ 1,3 milhão e requer o desvio de adutora da Sabesp, e deverá ser custeada pela Ecovias dentro do novo contrato de concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes.

Outras obras complementares foram pedidas pela administração municipal, como a canalização da vala e a alteração do seu percurso, para evitar agravamentos na drenagem da ára do Saboó e Vila Haddad. A área também ganhará nova galeria e uma estação elevatória com comporta (EEC 9) dentro do Santos Novos Tempos.

Linha do Tempo

2013 - Prefeitura contata governos estadual e federal para viabilizar a obra, consegue liberação de R$ 290 milhões, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e firma acordo com projeto da Dersa. Apresenta ao Ministro dos Portos documentos para garantir recursos, formaliza e assina convêno com Estado e Codesp para projeto.

2014 - Secretaria do Tesouro Nacional autoriza empréstimo à Prefeitura pelo PAC - Mobilidade Urbana. No Dale Coutinho (ZN), Prefeitura discute projeto com a comunidade. Em audiência pública, apresenta obras em processo de pré-qualificação para licitação. Decreto Municipal oficializa desapropriação de imóveis no Chico de Paula e Saboó e Prefeitura lança edital de pré-qualificação para as obras.

2015 - Prefeitura recebe licença Ambiental da Cetesb. Prefeito se reúne com o ministro dos Portos em Brasília a fim de obter recursos. No Paço, diante do ministro, cobra que projetos saiam do papel. Após incêndio na Alemoa, empresários apoiam novos acessos. Entrega do projeto de readequação das obras de competência do município para interligação com as demais. Lançamento dos editais da 1ª etapa de obras, conclusão da licitação e assinatura do contrato com a empresa vencedora.

2016 – Administração municipal aguarda licença de instalação da Cetesb para início da primeira etapa de obras na entrada da Cidade. Também finaliza projetos para inclusão na segunda etapa da construção de galerias nas avenidas Nossa Senhora de Fátima e Martins Fontes. Proposta precisa de aprovação ambiental e da Caixa Econômica para a licitação no segundo semestre deste ano. A estimativa é que esta fase tenha início no ano que vem e a sua conclusão ocorra em 2018.

Foto: Rogério Bomfim