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Questões ambientais são abordadas no seminário sobre hidrovias

4 de março de 2010
18h 00

Questões ambientais e modelos internacionais de transporte aquaviário foram temas de debates nesta sexta-feira (5) no último dia do Seminário Hidroviário da Baixada Santista, realizado pela prefeitura, Codesp e CAP (Conselho de Autoridade Portuária), na Associação Comercial de Santos.

No painel sobre enfoques ambientais e estratégicos, o promotor Daury de Paula Júnior, do Ministério Público Estadual, defendeu o respeito à legislação nacional de meio ambiente no planejamento que venha a ser traçado na Baixada. “A lei determina que a água é um bem comum de uso público e variado, mas a mesma legislação prevê uma política sustentável de utilização dos recursos”.

André Teixeira Hernandes, do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), do Ministério dos Transportes, abordou a importância das normas para a exploração do potencial do transporte pelo estuário e rios. “É preciso considerar a viabilidade técnica, estudando os tipos de embarcação e a sinalização para garantir a navegação segura”.

Luiz Eduardo Garcia, diretor do Fundo de Infraestrutura de Transportes do Ministério dos Transportes, citou os avanços em países europeus, como Bélgica e Holanda, e nos Estados Unidos, com o transporte de contêineres por rios em embarcações adaptadas e as hidrovias interligadas com o porto e ferrovias. “A geografia da Baixada Santista é muito parecida com a desses locais. A região possui grandes potenciais e oportunidades”.

O Seminário Sistema Hidroviário da Baixada Santista teve patrocínio da Associação Comercial de Santos e apoio da Agem (Agência Metropolitana da Baixada Santista) e do Instituto Impacto.