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Justiça Restaurativa apresenta resultados positivos obtidos nas escolas

31 de julho de 2017
14h 51

O programa da Justiça Restaurativa (JR) já vem apresentando resultados positivos nas escolas em que foi implantado. Uma delas, considerada referência, é a José Carlos de Azevedo Júnior, que desde 2015 aplica os princípios da iniciativa.

Na semana passada, foi realizado mais um círculo de convivência no local entre 25 alunos do 7º ano A, que desde o ano passado participam da ação. Na pauta, o que acharam das normas de conduta para o segundo semestre, construídos em conjunto com a comunidade escolar. As regras versam sobre horário, uso obrigatório do uniforme, proibição do uso do celular, tratamento respeitoso e ético, entre outras.

“Éramos a pior sala da escola. Jogávamos bolinha de papel no professor e entrávamos sem pedir licença. Hoje somos exemplo para as outras classes”, orgulhou-se Rebecca Manoel Santos da Rocha, 13. Ela disse que o desempenho escolar também melhorou muito.

Para Carlos Henrique da Silva Bertoldo, 12, a JR significa comunhão. Sua colega Júlia Oliveira, 12, concordou, lembrando que antes havia divisão por 'grupinhos' e hoje “a sala é uma só”. Destacou que às vezes os alunos bagunçavam para ir à diretoria e serem ouvidos e que isso não mais é mais necessário.

A orientadora educacional Sueli Correia Nascimento de Souza, que fez o curso de facilitadora para mediar os círculos, afirmou que é visível a mudança de postura da turma, que participa semanalmente dessa prática.

“A escola acredita na proposta, que trouxe mais leveza para o nosso dia a dia. A Justiça Restaurativa vai muito além dos círculos. É incorporar ações cooperativas, de acolhimento, sensibilidade, escuta e diálogo”, destacou a diretora e facilitadora Maria de Lourdes Cordeiro.

A atividade foi acompanhada pela coordenadora operacional da JR na Secretaria de Educação, Liliane Claro de Rezende, e a coordenadora de pais Cíntia Kelly dos Santos, que funciona como 'ponte' entre a comunidade e a escola.

A unidade possui 920 estudantes, da educação infantil ao EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Histórico

A Justiça Restaurativa iniciou na Cidade em outubro de 2014, em nove escolas-piloto. Hoje inclui 28 unidades, beneficiando 15.614 alunos, com formação de educadores, técnicos do Judiciário e membros da comunidade como facilitadores de práticas restaurativas. Atualmente são 232 agentes de paz. Com a publicação da lei 3.371 no Diário Oficial de 12 de julho, deixa de ser apenas uma ação de governo para se tornar uma política pública permanente.