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‘Hora do Mamaço’ chama atenção para benefícios da amamentação

2 de agosto de 2015
6h 27

Um ato coletivo de amor foi realizado no sábado, 1º de agosto, na Praça da Independência: mães com bebês se reuniram para amamentar. Foi a 4ª edição da Hora do Mamaço, que mobilizou mais de 300 pessoas em passeata da Praça das Bandeiras até o coração do Gonzaga. O evento é idealizado pela Comunidade Aleitamento Materno Solidário do Brasil, grupo de discussão criado no Facebook para promover a prática ideal da amamentação prolongada, apoio e incentivo à doação de leite materno.

O direito à amamentação em locais públicos, a ampliação da licença maternidade e a criação de salas de apoio para a mulher amamentar e extrair leite são alguns dos lemas da iniciativa, que teve como tema neste ano ‘Trabalhar e amamentar, só basta apoiar!. “A amamentação é importante não apenas para a nutrição, mas para a formação do ser humano. É um direito da criança e nosso, que deve ser respeitado”, disse a doula e educadora perinatal Adriana Vieira, coordenadora do evento na Cidade junto com um grupo de mães.

Atrelada à Semana Mundial de Amamentação, a ação também teve como intuito espalhar informações sobre os benefícios da amamentação exclusiva e em livre demanda por, no mínimo, seis meses e até os 2 anos como alimentação complementar, conforme preconiza a Organização Mundial de Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria.

Mundo melhor - A médica pediatra Keiko Teruya ressaltou que Santos agracia as funcionárias públicas com seis meses de licença. “No Brasil há duas leis, de quatro e seis meses, mas esta é facultativa. As empresas que aderem, além de isenção fiscal, podem requerer no Ministério da Fazenda o título de ‘Empresa Cidadã’. A amamentação é fundamental para a construção de um adulto feliz, de um mundo melhor”, afirmou.

Vínculo - Mãe de Pedro, de 40 dias, Larissa Mara Federico, 32 anos, de Guarujá, fez questão de participar. “O leite materno é a vacina do bebê, é essencial”. A técnica previdenciária Karla Dias Souza, 36, do Boqueirão, também amamenta Luna, de 1 anos e 11 meses. “Trabalho fora e quando chego em casa ela quer mamar. Tirei leite para congelar, amamento à noite, de madrugada, é natural. Além de nutrição, tem afeto e cada criança e mãe terão seu tempo de desmamar”. A mobilização ocorreu simultaneamente em outras cidades do Brasil. Em Santos, teve apoio da Prefeitura.

Fotos: Anderson Bianchi