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Facult recebe inscrições até quinta-feira

8 de março de 2017
17h 32

A 6ª edição do Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes está com inscrições abertas até quinta-feira (9). A iniciativa contemplará 30 projetos, cada um com verba municipal de R$ 12 mil, totalizando R$ 360 mil de aporte do Fundo Municipal de Assistência à Cultura (Facult) no fomento à arte.

O projeto a ser inscrito deverá ser entregue pessoalmente, das 9h às 12h e das 14h às 17h, ou encaminhado por via postal, com aviso de recebimento e até mesmo por Sedex, para a Secretaria de Cultura - Facult, localizada na Av. Senador Machado, 48, térreo - Conselho Municipal de Cultura, Vila Mathias. O CEP é 11075- 907.

A documentação deve ser entregue ou enviada dentro de uma embalagem única (envelope, pacote ou caixa) com a identificação “Edital Facult nº 6”, contendo em seu interior dois envelopes, classificados como nº 1, com a documentação exigida, e nº 2, contendo o projeto. Os cadastros entregues pessoalmente deverão estar acompanhados de quatro cópias da ficha de inscrição do lado de fora da embalagem única.

No caso de projetos enviados por via postal, as quatro cópias deverão estar dentro da embalagem. Mais informações pelo telefone 3226-8000. O regulamento completo pode ser consultado no decreto 7.628, pela página egov.santos.sp.gov.br/legis/.

Habilitados

Somente poderão habilitar-se ao concurso pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, de natureza cultural e sem fins lucrativos, domiciliadas ou sediadas em Santos. Cada proponente poderá se inscrever em apenas um projeto, com uma única função artística.

Constatada a participação do mesmo proponente em mais de um projeto cultural, ocupando outras funções do quadro artístico, será considerado para efeito de classificação final o projeto com a nota mais baixa.

É proibida a participação no concurso de servidor pertencente aos quadros da Secult e de seus parentes e afins até o segundo grau. Membros do Conselho Municipal de Cultura podem concorrer desde que não participem da Comissão Julgadora e de Acompanhamento de Projetos Culturais.

Concurso possibilita apresentações em todas as regiões da Cidade

O Facult impulsiona, por meio de recursos obtidos nas bilheterias dos teatros públicos, a produção cultural independente em Santos. Referência regional, o Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes no Município de Santos já beneficiou aproximadamente 120 projetos de artistas, que, em contrapartida, apresentam seus trabalhos, gratuitamente ao público, em todos os pontos da Cidade.

Avaliados por duas comissões, julgadora e de acompanhamento de projetos culturais, podem ser inscritos trabalhos de áreas como artes plásticas e gráficas, artesanato, cultura integrada e popular, circo, dança, música, teatro, cinema, fotografia e literatura, entre outros segmentos, todos realizados por produtores independentes.

“O Facult é uma conquista a ser preservada, ampliada e aprimorada. A assistência à cultura nada tem a ver com caridade, mas com o direito à oportunidade e suporte a todos os que criam, produzem e promovem bens culturais, garantindo sua circulação e o acesso social e físico em todos os cantos da Cidade, fomentando o desenvolvimento da economia criativa”, diz Bárbara Muglia, proponente do projeto Santos de Frente para o Mundo: a história que dança, contemplado na 5ª edição.

Aprovados em sua primeira participação, por meio da produtora Suipacha 33 musical, o duo CÆS, viabilizou a gravação de ‘Santos – 3am’, trabalho fonográfico que será composto de músicas autorais escritas a partir de sons peculiares da Cidade, como o motor das catraias, o ritmo dos trens de cargas que passam pelo Porto e o som da sirene do prédio do jornal A Tribuna, que anuncia o meio-dia no Centro de Santos.

“Políticas públicas de fomento à cultura em geral são importantíssimas e têm de ser valorizadas, especialmente em um momento como este. Ainda que pequeno para uma cidade com o peso histórico e cultural de Santos, o edital é importantíssimo para artistas que, na maioria das vezes, não dispõem de recursos para suas produções”, diz Guilherme Barros, produtor e músico, que divide as composições com o historiador e também músico Bruno Bortoloto.