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Estudo vai identificar a capacidade do canal de navegação do Porto

21 de dezembro de 2015
16h 22

Um importante estudo será iniciado para identificar a capacidade da atual configuração do canal de acesso do Porto e dragagem de aprofundamento, visando adequá-lo para receber navios de maior porte sem que haja transtornos à região.

O contrato para viabilizar a iniciativa foi assinado nesta segunda-feira (21) entre a Codesp e a USP, na sede da Autoridade Portuária, com a participação de representantes da Prefeitura e da Capitania dos Portos.

Para realizar o projeto, serão viabilizados modelos matemático e físico, este último envolvendo a construção de um cenário reduzido do canal e do estuário, para avaliar, inclusive, os efeitos da dragagem nas praias. Ele será construído em área da Codesp, em parceria com a USP.

“Trata-se do embrião de um centro de pesquisa para Santos, São Paulo e Brasil, promovendo interação com a realidade. Com este trabalho teremos respostas de alto nível”, afirmou o presidente da Codesp, José Alex Oliva.

Respostas

O secretário de Assuntos Portuários e Marítimos, José Eduardo Lopes, ressaltou que o estudo trará respostas e soluções com base tecnológica e científica.

“É importante ter a visão do desenvolvimento e os impactos que o progresso traz. Tendo em vista as características do porto, o estudo apontará o que de melhor se pode obter levando em consideração os aspectos técnicos, econômicos e ambientais”, ressaltou Lopes.

Estudo

Com duração de 24 meses, o trabalho contará com recursos de R$ 10 milhões e terá participação do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) e do professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gilberto Fialho, entre outros órgãos.

Inclui o estudo do comportamento atual do canal com 15 m de profundidade; possibilidade geométrica para navegação de embarcações com 360 e 400 m de comprimento; obras de proteção necessárias para evitar processos erosivos e deposição de sedimentos; e investigações das restrições que devem ser superadas para se chegar a uma profundidade de 17 m e a capacidade máxima do canal em termos de atracações.

Foto: Divulgação