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Estudantes do programa 'Santos Jovens Doutor' realizam atividades de prevenção

10 de julho de 2017
13h 49

Transmitir o aprendizado para os demais colegas e comunidade é uma das missões dos estudantes do programa Santos Jovem Doutor, parceria entre as secretarias de Saúde (SMS) e Educação (Seduc) com a Faculdade de Medicina da USP. Para esta tarefa, no encerramento de cada ciclo são realizados os quiosques da prevenção e outras ações dentro e fora das 15 escolas participantes, como a que ocorreu sexta-feira (7) na escola Ayrton Senna (Campo Grande).

Os alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental que integram o programa exibiram trabalhos e jogos elaborados a partir das atividades, entre eles um jogo da memória com informações sobre métodos contraceptivos, maquetes e cartazes que abordam doenças sexualmente transmissíveis (DST), além de demonstração do uso da impressora 3D. “Os jovens acabam levando estas informações para a própria casa e amigos e se tornam referências, por exemplo, para uma irmã, um primo ou outro familiar”, ressalta a professora de Ciências, Juliana Lira, 30 anos.

É o caso de Maria Fernanda Gomes, 14 anos, do 9º ano da escola Irmão José Genésio (Morro do José Menino). No Jovem Doutor desde o ano passado, ela pretende ser enfermeira e já deu palestra sobre DST na unidade de saúde do seu bairro para um grupo de moradores. “Me sinto bem porque sei que estou ajudando ao próximo e compartilhando o meu conhecimento”.

Programa

A iniciativa integra o Programa de Saúde na Escola, está na terceira edição e beneficia neste ano quase 300 estudantes de 15 escolas de ensino fundamental. As atividades ocorrem duas vezes por semana com aulas e dinâmicas presenciais e à distância com professores da rede municipal e tutores da Faculdade de Medicina da USP.

Nelas são desenvolvidas ações de prevenção e promoção da saúde com os estudantes por meio da utilização de recursos de computação gráfica, imagens tridimensionais do corpo humano, educação a distância, entre outras. Ao todo, 15 temas são abordados, entre eles HIV, drogas, sífilis e outras doenças transmitidas sexualmente, álcool e métodos contraceptivos.

Foto: Isabela Carrari