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Equipe da Prefeitura faz manutenção constante no jardim da orla

21 de março de 2016
14h 30

Mais de cinco quilômetros de comprimento, com largura entre 45 e 50 metros e um total de 218.800 mil m². Um espaço com tamanha grandeza não é fácil de manter conservado. Ainda mais quando a área em questão é um jardim. E não é um jardim qualquer, trata-se do maior jardim de orla do mundo, de acordo com o Guinness Book of Records, o livro dos recordes.

Não é a toa que o cartão postal da Cidade passa por constante manutenção. Diariamente, uma equipe da Prefeitura, formada por 14 pessoas, entre jardineiros, ajudantes gerais e operadores de máquina, faz esse trabalho, além de outras equipes que realizam a limpeza de toda a área verde e a areia.

Cores

A enorme faixa verde, que se junta às cores vivas das flores e encanta moradores e turistas, contorna a praia com mais de 900 canteiros de plantas e mais de 1.700 árvores e palmeiras, segundo levantamento da Secretaria de Meio Ambiente.

O corte da grama é diário com os microtratores. O serviço começa nas imediações do Aquário e segue até o Posto 1, no José Menino. Só não ocorre quando chove, para não prejudicar a vegetação.

Outros trabalhos também são executados diariamente, como a limpeza dos canteiros de plantas ornamentais, trato das espécies e verificação de pragas, aplicação de produtos, tratos culturais, além da adubação, replantio e reforma dos canteiros.

Espécies

Chefe do Departamento de Áreas Verdes, o engenheiro João Cirillo, que trabalha há 18 anos com o jardim, calcula um total de aproximadamente 500 mil m² de grama cortada por mês. “Misturamos as espécies de flores para dar movimento às plantas, criando um aspecto visual diferente”.

Nos últimos anos, plantas mais resistentes foram colocadas nas proximidades da faixa arenosa. Outras espécies, que não precisam ter tanta resistência ao vento sul e a salinidade da areia, ficaram no lado extremo, junto à ciclovia.

A manutenção da altura das plantas também merece cuidado para não criar uma barreira na visão das pessoas que estão andando de carro, a pé ou de bicicleta. “O cuidado permite que o jardim tenha movimento e possa ser observado de vários pontos”, explica Cirillo.

Trabalho com gosto

Sergipano de Pirambu, distante 30 quilômetros da capital Aracaju, o jardineiro Voluciano dos Santos viveu 18 de seus 58 anos dedicados à manutenção do jardim da orla. O trato com as plantas foi adquirido com o aprendizado do dia a dia.

“Antes trabalhava na construção civil, não tinha nada a ver com o que faço hoje. Mas no jardim venho trabalhar com prazer. Não há nada melhor do que você cuidar de um canteiro e ver ele florir após receber o seu tratamento”, conta.

Curiosidades

>> O engenheiro Saturnino de Brito teve a ideia da construção dos jardins, em 1914, mas apenas em 1930 foi construído o primeiro trecho;
>> Diante da expansão imobiliária, o prefeito da época, Joaquim Montenegro, e o poeta Vicente de Carvalho se movimentaram para tornar o espaço uma área pública e assim criar o jardim; 
>> Foi concebido apenas com grama e alguns chapéus de sol, em pontos estratégicos. Nas décadas de 1970, 1980 e 1990, o desenho do jardim era geométrico;
>> Em 2003, com a construção da ciclovia, os engenheiros quiseram remodelar as áreas verdes e resgataram o formato curvilíneo;
>> Algumas espécies que colorem o jardim são características da região: lírios amarelos e brancos, os biris vermelhos, os crisântemos brancos, amarelos e mesclados e as dracenas vermelhas;
>> A maior parte das árvores que está no jardim são os chapéus de sol. Eles foram colocados na época por causa do sombreamento e a fácil aceitação do clima com a espécie
>> A palmeira azul, que fica no Emissário Submarino, é especial. Há apenas um exemplar ao longo de todo o jardim.

Foto: Carol Fariah