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Artista do movimento hip hop é entrevistado por equipe do jornal ‘Caps News’

10 de junho de 2016
14h 00

Movimento social e político, forma de arte, cultura das ruas, estilo de vida. O hip hop foi pauta de entrevista na quarta-feira (9) no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD), no Macuco, com o artista Claudinho Blackcia, fundador de um dos primeiros grupos da região, o Blackcia. Como repórteres, usuários da unidade que integram a equipe do jornal Caps News. O assunto será tema da próxima edição, a ser publicada neste mês no Diário Oficial.

História do movimento, preconceito, drogas X hip hop nortearam o bate-papo, que teve também a participação de técnicos do Caps. “O hip hop salvou muitas vidas. Em vez da molecada ficar na rua, participava do movimento, que é qualidade de vida. Quero ajudar na recuperação do pessoal, dar inspiração para trazê-los de volta ao lado bom da vida”, disse Blackcia, que ainda apresentou um dos quatro elementos do movimento, a dança (o breaking), com a participação da equipe.

Identificação

A atividade motivou os usuários, que dançaram e cantaram rap. “Há muito tempo não me sentia tão bem como hoje. O hip hop é minha direção na vida, estou no movimento desde meus 11 anos. Estar no Caps é uma experiência que vem me ajudando na recuperação”, falou Aurélio dos Santos, 39 anos, o Lelinho. Para a próxima edição, ele produziu texto sobre o movimento.

Antônio Cristovão Júnior, 39, também demonstrou alegria. “Hoje foi o recomeço da minha vida. Me identifico com o hip hop”. Para o arte-educador Renato Di Renzo, que supervisiona a oficina, a mudança do olhar sobre o próximo se faz urgente. “Aqui ocorre uma produção de vida. A transformação se faz pela cultura”.  

Foto: Helena Silva