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Prefeitura qualifica atenção à saúde do servidor

24 de janeiro de 2019
14h 00

Que instrumento é usado na admissão, afastamento, readaptação ou aposentadoria de um servidor? O mais utilizado é o Código Internacional de Doenças (CID), mas a metodologia mais moderna inclui, de forma complementar, a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), da Organização Mundial de Saúde, que considera outros fatores como incapacitantes e não apenas a doença, tornando mais integral e humanizada a assistência e os cuidados à saúde dos servidores. 

Para que essa combinação se torne realidade no dia a dia da Prefeitura, 39 servidores e 16 integrantes da comunidade acadêmica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) participarão do curso gratuito “Utilização da CIF na prática em saúde do trabalhador”, de 11 a 22 de fevereiro. Será o primeiro curso de extensão interinstitucional promovido pela Escola Municipal de Administração Pública de Santos, vinculada à Secretaria de Gestão, fruto de parceria entre a Prefeitura e a Unifesp. 

“Saúde não é apenas ausência de doença. É necessário considerar fatores ambientais que possam causar impacto e alteração na vida desse servidor. O contexto em que essa pessoa vive é muito importante para o entendimento de incapacidade à luz da CIF”, explica Maria Cristina Pedro Biz, fonoaudióloga da Seção de Recuperação e Fisioterapia, Doutoranda em Interdisciplinaridade e Reabilitação pela Universidade de Campinas (Unicamp) e uma das instrutoras do curso. 

Na Prefeitura, já houve algumas experiências exitosas nas quais a CIF foi levada em consideração no momento da perícia – todas em parceria com a Unifesp, por meio da professora doutora Fernanda Flávia Cockell e por estagiários do curso de Fisioterapia em Saúde do Trabalhador. 

Com a expansão do uso da CIF para todos os casos referentes aos cuidados e saúde dos servidores, a expectativa é de formação de um importante banco de dados, no qual estejam inseridas não apenas as doenças que motivaram o afastamento, a readaptação ou a aposentadoria, mas também as condições do ambiente em que aquele servidor vive e atua. Os fatores externos que implicam na funcionalidade variam de uma pessoa para outra, mesmo que apresentem a mesma doença. 

 

ALÉM DA DOENÇA

“Teremos dados epidemiológicos por servidor que vão além da doença e que nos mostrarão os impactos para o servidor e para o gestor. O objetivo é sair da universidade e tornar uma prática no serviço”, destaca Fernanda. 

A ideia é que esse banco de dados seja intersetorial, servindo para que outras secretarias tenham acesso e possam desenvolver ações que façam a diferença na vida dos servidores e, consequentemente, da população. 

“Queremos transformar o atendimento aos servidores públicos, com um novo olhar e a parceria com a Unifesp, por meio da Escola Municipal de Administração Pública de Santos, que é muito oportuna e importante”, enfatiza Carlos Teixeira Filho, secretário de Gestão.

 

Foto: Susan Hortas

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