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No verão, cães merecem cuidado na hora de passear. Acompanhe vídeo

8 de janeiro de 2019
15h 53
Mão de uma pessoa seguram pequena garrafa plástica que contém água e é despejada em recipiente próprio para o cachorro beber. O animal bebe a água. #Pracegover

Borisca, uma cadelinha da raça Pug, de 10 anos, é privilegiada no que diz respeito aos cuidados que recebe de seu tutor Paulo Roberto de Freitas. O aposentado, que trata seu animal de estimação como uma ‘filha de quatro patas’, é exemplo quando a leva para os passeios nas ruas durante o verão. Todas as dicas apresentadas pela veterinária Denise Salgado são praticadas por ele, que não mede esforços pelo bem-estar de seu animal.

Nos dias de muito calor, Borisca fica mais em casa, e no caso de sair para passear, segundo Freitas, ela só pisa em chão mais frio. “Quando está muito sol, dificilmente saio a não ser que só atravesse a rua com ela no colo e vá para a sombra, onde permanece o tempo todo. Ofereço água sempre e passemos onde não está quente”, diz ele, que anda com uma bolsa equipada de acessórios para cuidar de seu animalzinho.

Os melhores horários para sair com os cães são o início e o final do dia, especialmente no verão, porque o chão está mais frio e não há risco de lesão nas patinhas deles, lembra a veterinária. “As pessoas podem testar, pisando diretamente no chão. O animal sente a mesma coisa que o humano”.

Troca de calor - A profissional explica ainda que o cão tem poucas glândulas sudoríparas, não transpira pela pele como os seres humanos e muitos outros mamíferos. Boa parte da dissipação do calor é feita pela respiração.

Denise chama atenção para os cães da mesma raça que Borisca que pertencem ao grupo mais predisposto a ter intermação (incapacidade para eliminar o calor do organismo) e insolação (aumento rápido da temperatura corporal devido ao calor) porque têm o focinho achatado, com o sistema respiratório mais estreito. Neste grupo estão também buldogue inglês, buldogue francês, boston terrier, pequinês, boxer, dogue de Bordeaux e shih tzu.

“Os cães, cujas raças são originárias de locais frios, como o husky siberiano, têm uma adaptação ao verão bem pior porque a eliminação desse calor também é mais difícil pela própria origem dele”, afirma a veterinária.

Mesmo assim, é possível aliviar o sofrimento dos cães com oferecimento constante de água na hora do passeio, diminuição do tempo de exposição do animal na rua mesmo em horários mais amenos (durante o verão), colocação de uma pedra de gelo para refrescar a água e oferecer, por exemplo, uma cenoura congelada para eles brincarem.

ALERTAS

 

Quando o animal estiver com respiração muito ofegante, com mucosas mais avermelhadas, bastante salivação ou até uma espuma na boca é hora de redobrar os cuidados e prestar atenção porque ele pode estar com dificuldade de fazer a troca de calor.

“Eles podem ter tremores, convulsão e até morrer. Vale lembrar que isso acontece em um intervalo de tempo curto, uma hora mais ou menos”, ressalta Denise. Os riscos são sempre maiores para os filhotes e idosos. “Não é só o sol que preocupa, mas dentro de casa o animal precisa de ambiente arejado, com janelas abertas”.

UNIVERSO FELINO

 

Em relação aos gatos criados dentro de apartamento ou casa, a veterinária explica esses problemas são mais difíceis de acontecer, começando pelos hábitos dessa espécie que são diferentes dos cães. “São mais calmos e gostam de ficar bastante deitados no chão, fazendo o calor dissipar no contato de sua pele com o piso frio”.

 

 

Foto: Isabela Carrari