Conteúdo

Maternidade do Complexo Hospitalar dos Estivadores proporcionará protagonismo da mulher

16 de junho de 2016
13h 43

Dar à luz em uma banheira com a garantia de acompanhamento médico e equipe de enfermagem. Ter o bebê na posição que mais lhe for conveniente ou em uma cama especial, com a presença de um familiar antes, durante e após o parto. Assistir as condutas assistenciais dadas ao recém-nascido após o nascimento. E ter livre acesso em tempo integral para acompanhar o filho na UTI Neonatal.

Com projeto voltado a atender as práticas mais humanizadas de saúde, o Complexo Hospitalar dos Estivadores (Av. Conselheiro Nébias, 401) terá um centro obstétrico projetado para que a mulher seja protagonista em sua opção de parto.

Preparada para atender a todas as gestações, inclusive de alto risco, em retaguarda ao Instituto da Mulher e Gestante e à Atenção Básica, a estimativa é que sejam realizados cerca de 300 partos/mês na unidade.

São dois pavimentos e 36 leitos destinados à maternidade, que se somará a outras unidades de referência na região - Maternidade Silvério Fontes, Santa Casa de Santos e Hospital Guilherme Álvaro - para atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Privativos

A unidade terá cinco quartos privativos, chamados PPP (pré-parto, parto e pós-parto), para atendimento à gestante desde o início das contrações uterinas, no trabalho de parto e após o nascimento. Em todos os momentos ela poderá estar acompanhada de um familiar.

Uma das suítes terá banheira para relaxamento entre as contrações e também para o período expulsivo do bebê. “O parto natural é sempre a melhor escolha, salvo situações em que o médico indique, do ponto de vista clínico, uma cesariana”, diz o chefe do Departamento de Atenção Pré-Hospitalar e Hospitalar, Marco Sérgio Duarte, da Secretaria de Saúde (SMS).

Cuidados no primeiro minuto

Após o nascimento, a mãe assistirá as condutas assistenciais em seu filho, como aquecimento, aspiração de secreções, corte do cordão umbilical e higienização. Em boas condições vitais, mãe e bebê vão juntos para o alojamento conjunto, onde permanecem lado a lado em tempo integral.

A alta hospitalar só ocorre após 48h de vida do bebê, conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria. Crianças que apresentarem condições não satisfatórias, o centro obstétrico terá sala com equipamentos de monitorização, materiais e medicamentos para a execução de manobras de reanimação neonatal.

Saiba mais

O complexo contará com UTI de adulto, com 17 leitos, de retaguarda às mulheres que apresentarem alguma intercorrência ou gestação de alto risco. Ao recém-nascido prematuro ou que apresentar alguma gravidade, haverá UTI Neonatal com 20 leitos e área de conforto às mães.

Ela poderá passar o dia inteiro no local para acompanhar os procedimentos de enfermagem e retirar o próprio leite. Toda a assistência visa reduzir o índice de mortalidade infantil.

Foto: Raimundo Rosa