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Veterano no patrulhamento, guarda testemunha evolução da corporação

29 de abril de 2019
13h 48

Da ronda a pé e do suporte de apenas um veículo para patrulhar Santos inteira ao apoio das 1.226 câmeras do Sistema Informatizado de Monitoramento (SIM). O guarda municipal Adelmar Miranda da Silva Filho, 57 anos, é testemunha da evolução da Guarda Civil Municipal (GCM). Dos 33 anos de atividades da corporação, ele está há 30 na função e até hoje guarda o papel de sua convocação para uma das vagas.

O ano era 1989 e a GCM era denominada Corpo de Vigilância. Na ativa, ele assistiu à criação da Secretaria de Segurança (Seseg) e hoje está entre os 404 guardas que contam com mais equipamentos e tecnologia para trabalhar pela segurança de santistas e visitantes. Adelmar passou por várias gestões públicas e atualmente comanda uma das cinco coordenadorias distribuídas pela Cidade, a dos Morros – as demais se voltam para o patrulhamento na Zona Noroeste, Centro, Orla e Área Continental.

“Fazíamos patrulhamento a pé e ronda de ônibus. Depois chegaram mais equipamentos, veículos, motos e a mobilidade foi bem maior. O atendimento das ocorrências passou a ser mais rápido. O aparelhamento favorece o agente em serviço e dá mais segurança”, conta ele, referindo-se aos 56 equipamentos que a GCM tem atualmente, entre viaturas, motos, quadriciclos, bicicletas e botes.

As câmeras do SIM também foram um ganho ao trabalho da corporação, diz o servidor. “Facilita bastante nosso trabalho, principalmente na orla. Com esse monitoramento, os agentes visualizam as irregularidades, também denunciadas pelo telefone 153, o que antes não existia. Com a Seseg conquistamos todos esses aparatos”.

Acúmulo de histórias

Em 30 anos, Adelmar guarda na memória histórias de seu trabalho. Certa vez, saindo do serviço pela Av. Rangel Pestana, ao passar em frente ao 2º Distrito Policial, notou uma saída repentina de pessoas. “Quando percebi era uma fuga que estava tendo na cadeia feminina, que ficava ali. Parei e fui até o 2º DP. Uma policial me pediu apoio, liguei para o 190, pois não tínhamos o monitoramento na época, acionei as viaturas da Polícia Militar e ainda consegui deter duas mulheres”.

Também se recorda de um roubo no túnel e que conseguiu deter o ladrão. “A vítima me agradeceu muito”. Quedas de barreira nos morros e incêndios na Zona Noroeste são outras situações que ele tem na lembrança. “São coisas que nos preocupam, chamam a atenção e nos marcam. Com minha profissão, aprendi a respeitar as pessoas e a tratá-las bem. Lidar com o público exige paciência, mas com boa conversa ganhamos a pessoa e ela respeita nosso trabalho. É um orgulho estar na guarda até hoje”.

Foto: Francisco Arrais.

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Guarda em primeiro plano e praça Mauá ao fundo desfocada. #pracegover

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