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Programa da sms contra tuberculose recebe prêmio da secretaria do estado

Publicado: 31 de agosto de 2004
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O Programa de Controle de Tuberculose, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), recebe, nesta quarta-feira (1º), o prêmio da Divisão de Tuberculose da Secretaria de Saúde do Estado. A premiação é atribuída a municípios que se destacam em alguma área específica no controle da tuberculose e foi dada a Santos pelos bons resultados na pesquisa de sintomáticos respiratórios, ou seja, a busca de novos casos de tuberculose em vários pontos da Cidade. A solenidade vai acontecer no Centro de Convenções Rebouças, na Capital. É a primeira vez que a Cidade recebe uma premiação nessa área, relacionada ao empenho da equipe em descobrir de forma precoce novos casos. No ano passado, dentro do processo de busca, foram avaliadas 2.939 pessoas, que responderam estar com tosse há mais de 3 semanas ou com outros indícios de problemas respiratórios. A busca ativa foi feita em policlínicas e em vários bairros, abrangendo, inclusive, a população de rua da Cidade, carrinheiros e moradores de cortiços. Segundo a coordenadoria do programa esse número é significativo por que o Ministério da Saúde estima que 1% da população de uma cidade apresente sintomas de problemas respiratórios. No caso de Santos, que tem 417 mil habitantes, o universo a ser pesquisado seria de 4 mil habitantes. O programa conseguiu avaliar pouco mais de 70% dessa população e descobriu que 318 pessoas, ou seja, quase 11% dos pesquisados tinham tuberculose. Ainda de acordo com a coordenadoria, o prêmio tem grande valor simbólico e só foi concedido graças ao esforço de toda a equipe que entende o valor da busca ativa de casos para o controle da tuberculose. PASSOS IMPORTANTES O programa, que existe desde 1994, deu um passo importante em 2001, quando implementou a supervisão técnica nas unidades básicas. A supervisão aproximou a equipe da coordenação do pessoal das policlínicas. Hoje, todas as unidades básicas de saúde fazem o diagnóstico e o tratamento de tuberculose. Só no ano passado foram realizados 3.755 exames de baciloscopia pelo programa. Ainda em 2003, estavam em tratamento em Santos, entre casos antigos e novos, 549 pacientes. O tratamento, que durante seis meses, é fator essencial para a cura da tuberculose. E para que não haja o abandono ao tratamento, o acompanhamento do paciente é essencial. A partir de 1997 foi adotado o tratamento supervisionado na rede pública, que visa acompanhar o portador no momento que ingere os medicamentos, a cargo de uma equipe treinada e interessada. Trata-se de estratégia mais eficiente para salvar a vida dos doentes tuberculosos, evitando gastos futuros com internações e compra de medicamentos mais complexos. A responsabilidade pela cura passa a ser um compromisso do doente e do serviço de saúde. Há, também, incentivos para os pacientes, como vale-transporte e café da manhã. O principal objetivo do tratamento supervisionado é aumentar a cura, diminuir abandono do tratamento e a resistência aos medicamentos. Outro importante fato no programa de tuberculose de Santos foi a criação, em 2002, do Ambulatório Multidrogarresistente, que trata com coquetéis mais complexos e de alto custo, pacientes que se tornaram resistentes às drogas convencionais. DESAFIO A tuberculose é curável, mas continua a fazer vítimas em todo o mundo, especialmente entre a população mais pobre, atingindo, sobretudo, homens, na faixa etária dos 19 aos 49 anos. Mas a doença pode atingir qualquer pessoa, especialmente em locais de grande concentração, como shoppings, bancos, cinemas, hospitais, já que a transmissão é por via aérea, quando as pessoas tossem. A região do Litoral, historicamente, é a que apresenta a maior incidência da doença, embora a tuberculose também venha crescendo em grandes centros urbanos, e represente um dos grandes desafios da saúde pública. Em Santos, o quadro de casos, nos últimos quatro anos foi o seguinte: Em 2000, 608 casos, 21 óbitos; 2001, 540, 5; 2002, 513, 11; 2003, 549, 14.