Conteúdo
Notícias

Pesquisa conclui que população não enxerga gravidade na dengue

Publicado: 10 de outubro de 2003
0h 00

A população de Santos (70%) não considera dengue uma doença muito grave, enquanto apenas 6% acham que a dengue é extremamente grave e 24% muito grave E o que é mais preocupante : uma parcela considerável de pessoas (40%), mesmo depois de seguidas epidemias na Cidade e de amplas campanhas realizadas pela Prefeitura e pelo Ministério da Saúde, não sabe ainda que a dengue hemorrágica pode matar. Para vencer a indiferença da população de Santos e da região litorânea, onde a presença do mosquito Aedes aegypt está disseminada, nada melhor do que uma nova campanha para 2004 estimulando o terror, numa linha dramática do tipo ¨A Dengue Mata¨. Essa é uma das avaliações feitas por universitárias do Curso de Publicidade e Propaganda da Unisanta que escolheram o tema dengue para o trabalho de conclusão do Curso. Uma das peças do TCC foi a realização de pesquisa descritiva qualitativa de atitude da população , em agosto e setembro deste ano, quando foram ouvidas 143 pessoas, todas mulheres, donas de casa, de várias classes sociais e com mais de 18 anos, já que o objetivo foi entrevistar pessoas com maior conscientização e responsabilidade. Os resultados dessa pesquisa foram entregues, nesta semana, ao titular da secretaria de Saúde, e à Coordenadoria da Saúde Coletiva do Município, durante visita realizada à SMS, pelas estudantes e pelo professor que orienta a TCC, George Keramidas. Na entrega do documento à SMS eles destacaram o interesse em estar contribuindo com o poder público, com dados e informações que poderão ser úteis no combate à dengue, lembrando que a Prefeitura também facilitou, por meio do Programa de Controle da Dengue, muitas informações sobre a doença e sobre as ações desenvolvidas em Santos, nos últimos anos. A conclusão das estudantes, Carolina Pricipessa, Fernanda Federico e Vivian Ornellas Priante, que elaboram a TCC, por sinal, é a mesma do Ministério da Saúde, que em reuniões mantidas neste ano com as coordenações regionais de todo o País, já sugeriu aos municípios que realizem campanhas buscando a linha do terror, tendo em vista que muita gente ainda se mantém indiferente e continua a produzir nas casas criadouros em potencial do mosquito transmissor. A PESQUISA A pesquisa incluiu perguntas sobre as doenças que mais preocupam cada lar, em que grau avaliam a gravidade da dengue, a possibilidade de morte em relação à dengue hemorrágica e a eficiência das campanhas realizadas pela SMS. Na lista das doenças a Aids, com 92% ganhou disparada, aparecendo em 2o lugar, o câncer, com 78% e em terceira as hepatites virais (34%), vindo em seguida a tuberculose com 30% e a dengue com 28%. As estudantes se surpreenderam com o grau de conscientização em relação às hepatites, o que para a SMS foi uma bela notícia. No final, outra conclusão interessante : as pessoas entrevistadas, (dos bairros Boqueirão, Aparecida, Ponta da Praia, Marapé e também do Casqueiro, em Cubatão) gostariam de ver uma campanha agressiva na mídia do tipo a Dengue Hemorrágica Mata. Outra avaliação é a de que poucas pessoas (26%) responderam corretamente a importância de se evitar água limpa parada para impedir a criação de mosquitos. A maioria (62%) anotou como correta evitar água parada, (sem citar limpa) talvez em função de que, em Santos, os ralos sejam criadouros em potencial.