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“Peguei um carinho muito grande pela Cidade que passei a representar”

Publicado: 8 de março de 2021
15h 51

Após adiamento devido a pandemia de Covid-19, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio estão marcados para os meses de julho, agosto e setembro deste ano. E muitos atletas santistas estão se preparando para poder representar a Cidade e o Brasil na maior competição esportiva do planeta. O Santos Portal começa agora uma série de matérias para apresentar a trajetória e a preparação dos atletas rumo ao Japão.

 

O maratonista aquático Victor Colonese (Unisanta/Fupes), 29 anos, já se considera santista de coração. Afinal, são mais de 12 anos morando e representando a Cidade. Seu sonho agora é levar o nome de Santos para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que serão realizados entre os dias 23 de julho e 8 de agosto. E, para isso, ele inicia, no próximo dia 6, a disputa pela vaga olímpica. Uma seletiva nacional da modalidade, em data ainda indefinida, devido à pandemia de covid-19, definirá os dois melhores atletas do País em cada prova.

O caminho até a Olimpíada é ainda mais longo. Passando desta fase, ele participa de uma nova seletiva, desta vez em Fukuoka, no Japão, onde serão definidas as 15 vagas da competição. “Classificam o primeiro de cada país, o primeiro do país sede e tem mais uma vaga para cada continente. A concorrência é forte, mas prefiro pensar por etapas. Meu foco no momento é totalmente na seletiva nacional”, diz Colonese, que compete na prova dos 10km.

CARINHO

Nascido em Salvador, Victor chegou em Santos com apenas 16 anos, após se destacar em seu primeiro Campeonato Brasileiro de Maratona Aquática. “Fui muito bem acolhido e peguei um carinho muito grande pela cidade que passei a representar. Desde o ambiente até a orla da praia, que eu acho muito linda. Aqui participei de muitas travessias, conquistei títulos e também me formei como engenheiro de produção. É aqui que estão minhas melhores lembranças e hoje não me vejo morando em outro lugar".

E foram muitas conquistas pela Cidade. A principal da sua carreira veio neste ano. O atleta recebeu, em janeiro, a medalha de bronze dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019. Ele, que havia terminado em 4º lugar, herdou o bronze após o argentino Guillermo Bertola, então segundo colocado, ser desclassificado por infração às normas de controle antidopagem. Dessa maneira, ele igualou a maior conquista do Brasil da maratona aquática masculina, obtida há 13 anos.

Victor também coleciona diversas conquistas em Campeonatos Paulistas, Brasileiros, Sul-americanos, participações em campeonatos mundiais e campeonatos mundiais universitários, além da 5ª colocação nos Jogos Mundiais Militares, em Wuhan, na China, em 2019.

PANDEMIA

Durante a pandemia de covid-19, a preparação de Victor não foi nada fácil, devido a interrupções nos treinamentos e lesões. Porém, a falta de competições é um dos principais obstáculos nesta preparação rumo ao Japão. “Atrapalha porque a maratona aquática é uma prova diferenciada, então tem as condições climáticas que você precisa se acostumar, tem as estratégias dos adversários que são sempre diferentes. Quanto mais você compete, mais ganha experiência”.

Mesmo assim, nada diminui a confiança do nadador santista. “Estou em uma crescente e muito feliz com a evolução dos meus treinamentos. Eu sei tudo que eu já batalhei e não tem nada que vá me segurar. Nós que somos atletas precisamos passar por cima de qualquer obstáculo”.

Fotos: Isabela Carrari 

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