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Escolas de Santos compartilham atividades on-line oferecidas a pais e alunos

30 de junho de 2020
16h 45

Seis encontros on-line vão permitir o compartilhamento, entre 1,5 mil professores, educadores e gestores de educação infantil da rede municipal santista, das atividades não presenciais oferecidas a famílias dos alunos de 0 a 6 anos durante a pandemia.

O objetivo é valorizar o trabalho dos educadores, que irão mostrar experiências que levaram para dentro das casas dos alunos e divulgação dos aplicativos utilizados. A iniciativa é da Secretaria de Educação, por meio da Seção de Educação Infantil (Seinf), Seção Núcleo Tecnológico Educacional (Senutec) e Coordenadoria de Políticas Educacionais (Coped).

ENCONTROS

Na manhã e tarde desta terça-feira (30), os dois primeiros encontros reuniram 530 educadores dos berçários I e II das escolas Irmã Maria Dolores, Lydia Federici, Regina Altman e João Walter Smolka.

Já na quarta-feira (1º) de manhã e sexta-feira (3) à tarde, será a vez do jardim e pré, com as unidades José da Costa e Silva Sobrinho, Clóvis Bandeira Brasil, Maria Patrícia, Leonor Mendes de Barros e Olívia Fernandes, apresentando suas práticas mais interessantes.

As escolas Paulo Gomes Barbosa, Dos Andradas I, Cyro de Athayde Carneiro, Noel Gomes e Iveta Mesquita Nogueira mostram suas produções no maternal I e II nesta quinta-feira (2). “Os educadores trocam propostas de interação com as famílias e como divulgam nas redes sociais. Nossa expectativa é de fazer mais encontros com outras escolas trazendo novidades”, destacou a chefe da Seinf, Fabiana Riveiro.

IRMÃ DOLORES

A coordenadora pedagógica da UME Irmã Maria Dolores, Araceli Lourenço, e a professora do Berçário II, Carla Meira, disseram que um dos desafios neste período foi alcançar o maior número possível das 110 famílias dos alunos com as atividades. Para isso, foram criados grupos de WhatsApp por sala, para professores e para os pais, e reuniões semanais de planejamento de propostas para as famílias por meio da plataforma Cisco Webex, entre outras ações. “Recebemos muitas devolutivas dos pais, com mensagens, fotos e vídeos em relação às propostas e às rotinas familiares. Isso vira documentação pedagógica, a partir do olhar da família, postada no Facebook”, afirmou Araceli.

No encontro, foram mostradas duas atividades oferecidas: brincar de fazer careta, na frente do espelho ou diretamente com o bebê - feliz, triste, bravo, apaixonado - e as reações dos pequenos, e circuito com materiais que os pais têm em casa. Nessa última, a mãe gravou um vídeo em que adicionou uma tática: puxar com uma corda um mouse para o bebê seguir todo o circuito naturalmente. “Ele ia atrás do mouse, passando por baixo de uma caixa de papelão aberta, mexendo e interagindo com diversos materiais e brinquedos. A estratégia inspirou outras mães”.

Araceli contou que uma mãe, por iniciativa própria, mostrou seu bebê mexendo em água em duas bacias. “O vídeo revela a descoberta dele de transpor a água de uma bacia para outra. Chamamos a atenção da mãe para isso. É essa intencionalidade das ações que queremos despertar nas famílias”, disse, informando que as atividades realizadas em casa são postadas no Facebook semanalmente.

LYDINHA EM CASA

A unidade Lydia Federici denominou suas propostas remotas como ‘Lydinha em Casa’, como forma de reforçar o vínculo afetivo e de confiança já existente entre a escola e as 141 famílias atendidas. Segundo a coordenadora pedagógica Marisa Beraldo, as ferramentas utilizadas são Facebook, Instagram, Cisco Webex, e-mail, WhatsApp e You Tube. “Todas as sextas-feiras são compartilhadas as atividades, com o passo a passo, preparação do ambiente residencial, materiais necessários e linguagem simplificada. Tudo é primeiro discutido e aprovado pela coordenação da escola, para depois colocarmos as artes e enviarmos aos pais e postarmos nas redes sociais. Quanto maior a visibilidade, maior a responsabilidade dos educadores”.

Uma receita junina de ‘cajuzinho’ que não vai ao fogo foi demonstrada. Com muita animação, a professora convidava alunos e família a pôr as mãos na massa, depois de lavá-las e colocar luvas, depois apresentando os ingredientes e o modo de fazer.

ATENCIOSAS

Para a auxiliar de limpeza Adeilda Lúcia Maria, 38, mãe de Raquel, do berçário I A, da unidade Irmã Maria Dolores, tem sido uma novidade. Destacou que as professoras estão sendo bem atenciosas e passam atividades diariamente. “Meu marido não consegue acompanhar por causa do horário de trabalho. Eu faço as atividades com a Raquel e meu filho de 14 anos, conforme dá tempo. Amanhã, ela faz um aninho e comentei com as professoras que queria que estivesse com os amigos. Aí disseram que vão fazer uma videochamada amanhã e ela poderá ver os coleguinhas”, comemorou.

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