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Comerciantes são orientados sobre o contato com pessoas em situação de rua

12 de novembro de 2018
16h 19
agente da ouvidoria  entrega panfleto a comerciante #pracegover

“A partir de agora, quando alguém pedir comida aqui na loja, vou dizer que o alimento pode ser dado em um dos abrigos da Prefeitura e perguntar se quer que eu ligue para 0800-177766 e peça o auxílio. Todos merecem um acolhimento”. Com essa conscientização sobre a importância em ajudar efetivamente uma pessoa em situação de rua, a comerciante Thaisa Cristina Birckett, da loja Brilho do Lar, na Rua João Pessoa, é uma das novas parceiras do Programa Municipal Novo Olhar.

Ela foi uma das lojistas abordadas nesta segunda-feira (12) pela equipe da Ouvidoria, capacitada para explicar aos comerciantes e frequentadores do Centro sobre os serviços ofertados pela Secretaria de Desenvolvimento Social a este público, os desafios e como podem ser colaboradores. A ação será repetida nesta terça (13) e quarta (14), na área comercial do Gonzaga e na orla, respectivamente.

O contato da central gerenciada pela Secretaria de Segurança Pública funciona 24h e consta no folder informativo entregue aos comerciantes das principais ruas do Centro. O material informativo aborda os direitos dessa população, os fatores que levam a essa condição e explicações sobre possibilidades para saída das ruas como programas municipais e o retorno ao convívio da família.

SOCIEDADE COLABORATIVA

De acordo com secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Ramirez Jordão, intensificar o trabalho de conscientização é fundamental porque a sociedade também pode colaborar de uma nova maneira: oferecendo a ajuda do poder público e divulgando os serviços disponibilizados.

“As doações, sempre com a melhor das intenções, contribuem com o processo da situação de rua, o que os afasta gradativamente dos serviços, que têm uma lógica de construção de um processo de saída das ruas. Quanto mais tempo a pessoa vive na rua, mais difícil fica para sair dessa condição”.

Descrença em si mesmo é caminho para as ruas

Fazer da rua a moradia é uma condição extrema para os indivíduos que passam por inúmeras violações de direito, segundo a assistente social e gestora do Programa Novo Olhar, Juliana Laffront. “Muitas vezes, também fazem uso abusivo de substâncias psicoativas, alguns saíram do sistema prisional e não conseguem uma oportunidade de emprego. Enfim, são várias questões que levam as pessoas a viverem nas ruas”.

É nesse momento extremo que essas pessoas perdem o vínculo com a família, comunidade e amigos. E, por isso, o trabalho da assistência social é gradativo com a aproximação dos operadores sociais, justamente porque esse público, muitas vezes, não acredita mais si mesmo.

“Não podemos levar ninguém à força; isso infringe o direito de ir e vir. Os serviços estão disponíveis para quem desejar acessá-los; ninguém permanece nos programas se não quiser. Nosso trabalho tem por perspectiva a garantia de direitos dessa população. A sociedade precisa estar de mãos dadas com o poder público para que juntos consigamos cada vez mais melhorar o trabalho”, diz Juliana.

Foto: Isabela Carrari

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