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Banhistas que coletem resíduos podem praticar stand up em Santos

1 de outubro de 2019
15h 55
homem mexe em potes com lixo, com prancha ao fundo #pracegover

O projeto Surf Limpeza é uma boa opção para aliar prática esportiva com cidadania. Basta comparecer à tenda montada em frente à Rua da Paz, no Boqueirão, solicitar a luva descartável para coletar lixo na areia e em seguida trocar pelo aluguel de uma prancha de stand up paddle por 30 minutos.

A ação acontece aos finais de semana e feriados, das 11h às 17h, desde 2017, e todo material coletado, com exceção do orgânico, é transformado em arte.

O idealizador e gestor desta iniciativa é Daniel Frank Tomaz, de 39 anos, artista plástico, surfista e apaixonado pela natureza. Quem chega ao local recebe as orientações para logo começar o trabalho. Após a coleta, o material é lavado pelos participantes e separado em quatro recipientes grandes destinados ao plástico duro, plástico mole, bituca de cigarro e orgânicos.

Tomaz faz reciclagem dos resíduos encontrados e confecciona objetos decorativos com auxílio de resina poliéster, que custam entre R$ 10 e R$ 25, e são vendidos ali mesmo ao público interessado. As bitucas, por exemplo, podem se tornar um lindo albatroz.

“É triste ver o que acontece na praia pela falta de conscientização das pessoas. Penso muito no mundo que estamos deixando para as próximas gerações. Por outro lado, muitas famílias vêm participar do projeto apenas para mostrar aos filhos a importância do cuidado com a natureza. Muitos nem querem praticar o stand up paddle, mas fazem questão de ajudar na limpeza”.

TROCA

O projeto oferece três pranchas para as pessoas praticarem a modalidade por até 30 minutos gratuitamente, desde que colaborem com a limpeza. Quem preferir só praticar a atividade também pode, mas paga R$ 50 para uma hora de uso da prancha e R$ 35,00 para metade deste tempo.

“Todos assinam um termo de responsabilidade pela prática porque aqui não damos aula, apenas algumas dicas. O nosso foco é estimular a limpeza das praias. Indicamos a Escola Radical de Surf, da Prefeitura, que fica no Posto 2, para quem precisa aprender primeiro”, avisa o gestor.

A ação ganhou voluntários como o Luiz Henrique Silva dos Santos, de 19 anos, que está sempre presente para ajudar à população na prática do stand up paddle e na conscientização para os cuidados com a praia. “Sei que faço minha parte, abrindo a cabeça das pessoas para novos hábitos, porque esse lugar é nosso. Precisamos cuidar”.

O projeto tem apoio da ED & FMA, da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos e da Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente.

Fotos: Susan Hortas

Galeria de Imagens

duas pessoas recolhem lixo na areia #pracegover
homem sentado na banca do projeto #pracegover
prancha na areia em cima de suporte #pracegover

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