Sede
Largo Marquês de Monte Alegre, s/nº
Estação do Valongo - Centro - Santos/SP
Tel: (013) 3201-8000
E-mail: setur@santos.sp.gov.br
Secretária
Wânia Seixas
Turismo
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Engenho dos Erasmos

  A edificação de 3.200 m2, em área com mais de 48 mil m2, está reduzida a duas paredes, construídas à base de pedras, areia e cal de conchas. As ruínas da sede são constituídas por blocos de rochas graníticas. Hoje ali se desenvolve um projeto arqueológico, por meio de convênio firmado entre a Prefeitura Municipal e a Universidade de São Paulo (USP), que não visa restaurar as ruínas, mas garantir a segurança das estruturas para implantação de um parque cultural. Erguido à semelhança dos engenhos existentes na ilha dos Açores, dada a aglutinação de áreas residenciais e de trabalho num único edifício, supõe-se ter sido um estabelecimento de porte médio. A localização, junto a um riacho, permitiu que fosse movido a energia hidráulica, com roda d'água de eixo horizontal. Escavações arqueológicas desenterraram a mó de pedra, roda com um metro de diâmetro que fazia girar os eixos com os quais se esmagava a cana para obter o caldo. Também foram encontradas fôrmas de pães de açúcar, que recebiam o caldo de cana fervido e o armazenavam por 45 dias, após os quais o pão - bloco de açúcar

  endurecido - era retirado. A camada superior e mais clara era a parte nobre, que se destinava à exportação. Na inferior ficavam depositados o bagaço da cana e as impurezas, o produto mascavo e mais escuro. O Engenho São Jorge dos Erasmos foi construído sobre uma plataforma de terreno, ampliada pela construção de muros de arrimo, em posição de domínio sobre a paisagem à frente e protegida dos ataques dos índios pelo Morro da Nova Cintra, na retaguarda. Abaixo, um curso d'água facilitava o transporte da cana e do açúcar por canoas. Erguido em 1533, foi uma das primeiras agroindústrias de 'ouro branco' do Brasil e a primeira sociedade anônima do País, da qual participava Martim Afonso de Souza. Em 1540, o banqueiro holandês Erasmos Schetz adquiriu a propriedade, incendiada no século XVII pelo pirata holandês Joris Spielbergen. Paralisando as atividades no século XVIII, a área foi loteada em 1943, sendo o engenho doado para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e tombado em 1963.
Sopé do Morro da Caneleira. Visitas sob agendamento pelo telefone (13) 3203-3901.


 

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