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edificação de 3.200 m2, em área com mais de 48 mil m2, está reduzida a duas
paredes, construídas à base de pedras, areia e cal de conchas. As ruínas
da sede são constituídas por blocos de rochas graníticas. Hoje ali se desenvolve
um projeto arqueológico, por meio de convênio firmado entre a Prefeitura
Municipal e a Universidade de São Paulo (USP), que não visa restaurar as
ruínas, mas garantir a segurança das estruturas para implantação de um parque
cultural. Erguido à semelhança dos engenhos existentes na ilha dos Açores,
dada a aglutinação de áreas residenciais e de trabalho num único edifício,
supõe-se ter sido um estabelecimento de porte médio. A localização, junto
a um riacho, permitiu que fosse movido a energia hidráulica, com roda d'água
de eixo horizontal. Escavações arqueológicas desenterraram a mó de pedra,
roda com um metro de diâmetro que fazia girar os eixos com os quais se esmagava
a cana para obter o caldo. Também foram encontradas fôrmas de pães de açúcar,
que recebiam o caldo de cana fervido e o armazenavam por 45 dias, após os
quais o pão - bloco de açúcar
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endurecido - era retirado. A
camada superior e mais clara era
a parte nobre, que se destinava à exportação.
Na inferior ficavam depositados o bagaço da cana e as impurezas, o produto
mascavo e mais escuro. O Engenho São Jorge dos Erasmos foi construído sobre
uma plataforma de terreno, ampliada pela construção de muros de arrimo,
em posição de domínio sobre a paisagem à frente e protegida dos ataques
dos índios pelo Morro da Nova Cintra, na retaguarda. Abaixo, um curso d'água
facilitava o transporte da cana e do açúcar por canoas. Erguido em 1533,
foi uma das primeiras agroindústrias de 'ouro branco' do Brasil e a primeira
sociedade anônima do País, da qual participava Martim Afonso de Souza. Em
1540, o banqueiro holandês Erasmos Schetz adquiriu a propriedade, incendiada
no século XVII pelo pirata holandês Joris Spielbergen. Paralisando as atividades
no século XVIII, a área foi loteada em 1943, sendo o engenho doado para
a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e tombado em 1963.
Sopé do Morro da Caneleira. Visitas sob agendamento pelo telefone (13) 3203-3901.
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