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Embora
idealizado para receber os imigrantes estrangeiros que chegavam ao porto
de Santos - portal da imigração no Brasil - , o prédio nunca foi utilizado
com essa finalidade. Na época de sua construção o fluxo migratório diminuíra,
sendo os imigrantes diretamente conduzidos à seção competente, em São Paulo,
para quarentena. A construção teve origem no projeto do arquiteto Nicolau
Spagnolo, que não foi integralmente obedecido. Eclético com muitas características
neocoloniais, utiliza a linguagem clássica na cornija central e no frontão
com volutas da entrada principal. Foi construído num único corpo de estrutura,
com tesouras metálicas, dispondo de torres na fachada principal e na esquina
em ângulo chanfrado,
com janelas preenchidas com tijolo. Inscrito num
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retângulo
de 110 x 87 m, compõe-se de duas alas
distintas que formam um pátio central. São ligadas no pavimento térreo -
com 6,20 m de pé direito - através do que seriam a cozinha e seus anexos.
No andar superior, cujo pé direito tem 7 m e onde ficariam os dormitórios,
elas são unidas por larga varanda, apoiada em pilares. A entrada dos
imigrantes seria pelo lado do cais, onde
haveria um portão de ferro atravessado pela linha férrea, servida por vagões
que trariam os passageiros desde o porto. Datado
de 1912, o prédio acabou sendo utilizado como armazém de café, depósito
da Cooperativa dos Bananicultores e pátio de contêineres. Há estudos
para ocupação do espaço com empreendimento vinculado
ao turismo de negócios. Rua Silva Jardim nº 95.
Encontra-se fechada.
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