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Principal
unidade aduaneira do Brasil, é responsável pelo controle fiscal de quase
um quarto de todas as mercadorias que entram e saem do País, arrecadando,
por mês, R$ 280 milhões. Nos padrões do ecletismo, com linguagem clássica
austera já com influência art-deco, seu prédio de 12.350 m2 ergue-se sobre
terreno de 2.570 m2, revestido de granito no térreo e massa raspada nos
outros quatro pavimentos, que contam com mais de 90 janelas. No primeiro
andar elas são protegidas por grades de ferro, com desenhos que imitam folhas
e grãos de café. As grades repetem-se nos vãos com vergas que levam aos
dois átrios - um de frente para a praça e outro de frente para o cais -
que se ligam através do vestíbulo. Em portas, portais e grades gastaram-se
44 mil Kg de ferro, e mais 122 mil Kg na estrutura do imóvel. Um terço do
interior recebeu mármores importados da Itália e Espanha. Eles formam estrelas
de oito pontas no mosaico do piso do saguão e ganham as pilastras, os alizares
das paredes, os degraus, balaústres e patamares do conjunto de escadarias.
Como a reforma feita em 1974
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descaracterizou
algumas alas do edifício, a atual obra de restauro respalda-se no fomento
que a Prefeitura Municipal vem dando ao turismo, a partir de 1997. Trocou-se
por madeira o alumínio das janelas, removeu-se o rebaixamento do teto para
exibir as vigas que formam molduras quadrangulares, por vezes ornadas com
cimalhas. Também foram recuperados os vitrais de várias janelas e do domo
do segundo andar, onde dominam as Armas da República. Alguns dizem que a
primeira Alfândega da Capitania de São Vicente data de 1532. Outros consideram
que ela teve início em 1550. O contrabando era uma prática comum: por falta
de documentação foi apreendida, no mesmo ano, uma partida de 27 escravos.
Com a expulsão dos jesuítas, em 1759, a Alfândega ocupou o Colégio S. Miguel
e, depois, outros imóveis. Novo edifício foi inaugurado em 1870, substituído
em 1934 pelo atual, construído pela Companhia Docas do Estado de São Paulo
(Codesp), que era concessionária dos serviços portuários da cidade.
Praça da República s/nº.
Tel. 3201-4100. Funciona de segunda a sexta, das 8h30 às 17h00.
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