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Consta
de nichos com cenas em bronze representando os passos de Jesus carregando
a cruz, a caminho do Monte Calvário, em Jerusalém, onde foi crucificado.
Iniciando com a estação I, em que Jesus é Condenado à Morte, terminava com
a XIV, quando Jesus é Depositado no Santo Sepulcro. Recentemente a Igreja
passou a considerar a estação XV, para simbolizar a Ressurreição de Jesus.
Cada passo é parada para preces dos devotos, principalmente na Semana Santa.
Esculpidos por Marino Fabero e fundidos em bronze, os quadros de Meleto
Benedetti possuem placas com indicação de cada passagem e estão incrustados
em nichos de granito natural, com 4 m de altura por 2,5 m de largura. Lateralmente,
os nichos têm volutas e colunas que terminam com pináculo, sendo arrematados
por frontão ondulado, encimado por cruz. A obra foi erguida ao longo dos
417 degraus do morro, à semelhança da via-crucis que se acha no Monte Serrat
da Espanha, próximo a Barcelona. A
proposta surgiu em 1938, quando o diretor do jornal A Tribuna,
Manoel
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Nascimento
Júnior, iniciou uma subscrição para a criação dos 14 nichos. A estação inicial
foi inaugurada em 1939 e a final, em 1941. Com o passar dos anos, o acúmulo
de mato, velas derretidas, tinta de alumínio sobre o bronze e de látex azul
sobre o granito desfigurou o monumento. Novamente com o auxílio do jornal
a obra foi restaurada e entregue ao público, em setembro de 2001. O trabalho
teve a participação de 14 adolescentes da comunidade, que receberam cesta
básica durante os quatro meses de serviço. O aprendizado sócio-educativo-cultural
ofereceu aos alunos iniciação profissional em técnicas de restauração, bem
como noções de patrimônio. Conscientes do valor dos monumentos, tornaram-se
aliados na conservação dos mesmos e agentes multiplicadores da idéia de
preservação. A ação está incluída no Programa de Revitalização do Centro
Histórico, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997.
Ladeira Monsenhor Moreira, ao pé do Monte Serrat.
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