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Largo Marquês de Monte Alegre, s/nº
Estação do Valongo - Centro - Santos/SP
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Secretária
Wânia Seixas
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Igrejas

  Igreja Catedral        
           
  A igreja matriz da cidade tem estilo neogótico, fazendo lembrar os templos europeus. A planta foi traçada pelo engenheiro prussiano Maximiliano Hell, responsável pela arquitetura da Catedral da Sé, em São Paulo. Daí a semelhança entre ambas. Hell também projetou a Igreja do Embaré e o prédio do Corpo de Bombeiros (veja verbetes). A catedral conta com rosáceas próprias do estilo gótico, cujo miolo representa o Sol e simboliza Jesus, ao passo que as pétalas lembram Nª Sra., a 'Rosa Mística'. As imagens da entrada principal simbolizam os pilares da Igreja de Cristo: São Pedro, o primeiro papa, e São Paulo, o apóstolo dos gentios. Cercando os quatro ângulos da torre, as figuras dos maiores profetas - Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel - apresentam, ao lado, os evangelistas - Mateus, Marcos, Lucas e João. A torre (agulha gótica) abriga um carrilhão de sete sinos e a cúpula é renascentista. Internamente, robustas colunas separam as três naves da igreja, que dispõe de dois altares laterais de mármore e duas capelas, uma em cada lado do altar-mor: a do Santíssimo Sacramento,

  com afrescos de Benedicto Calixto, e a de Nossa Sra. de Fátima. Em 2001 foi acrescido um altar para Sta. Josefina Bakhita, cuja canonização foi beneficiada por uma graça concedida a uma cidadã santista. A abside da catedral recebe a luz multicolorida de vitrais, com cenas da vida de Nª Sra. No altar-mor, nas capelas e no pára-vento da entrada, destaque para o trabalho de serralharia. A catedral possui cripta (galeria subterrânea) com ossário e capela. Fundada em 1545 pelos padres jesuítas, foi dedicada a Nossa Senhora do Rosário Aparecida. A Matriz Velha da cidade ficava na atual Praça Antônio Teles e foi demolida em 1907, para construção da Praça da República. Nesse intervalo, a Igreja do Rosário (veja verbete) funcionou como matriz. Erguida a partir de 1909, a Matriz Nova ou Igreja Catedral foi inaugurada em 1924, embora suas obras só tenham sido concluídas em 1967. Praça José Bonifácio s/nº. Tel. 3232-4593. Funciona de segunda a sexta, das 7h00 às 19h00; sábado e domingo, das 8h00 às 12h00.

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  Igreja da Ordem I do Carmo        
           
  Apelando à emoção, o estilo barroco das igrejas antigas visava seduzir a alma por meio da arte, em benefício da fé. A da Ordem Primeira tem porta encimada por verga curva de pedra, contorno que se repete nas três portas-balcões do pavimento superior, arrematado por frontão ondulado. Embora erguida 150 anos antes da Igreja da Ordem Terceira do Carmo (veja verbete), as duas são unidas por torre com campanário. Por motivos econômicos, esta foi construída para servir as duas igrejas, criando uma fachada incomum no barroco. Revestida de azulejos marianos originais, do século XVII, esta torre é encimada por cúpula cercada por varandim. Todo segundo domingo do mês, a missa das 11h00 é acompanhada de canto gregoriano, mas diariamente o altar-mor tem ostensório para Adoração Perpétua. Conta, ainda, com telas de Benedicto Calixto e cadeirado em jacarandá, destinado ao clero. É todo folheado a ouro, assim como os oito altares laterais. O primeiro, à direita, abriga uma cópia da imagem de Nª Sra. do Monte Serrat existente na Catalunha, doada pela colônia

  espanhola por ser a padroeira de Santos. As duas igrejas dispõem de altares laterais com colunas salomônicas, à feição das colunas do templo de Salomão, lavradas em espiral porque essa estrutura helicoidal representa o movimento sem fim do infinito. Têm relevos em madeira com cachos de uva, numa alusão ao sangue de Cristo; de trigo, que simboliza o pão; de girassóis, representando Nª Sra. Anexo à primeira igreja situa-se o convento, com sacristia, biblioteca e demais dependências. No pátio interno, o Marco dos Evangelistas ostenta os símbolos de S. João (águia), S. Mateus (anjo), S. Marcos (leão) e S. Lucas (boi). Ao seu redor ainda há lápides funerárias de 1800, de pessoas de destaque da cidade. Os frades iniciaram a construção do convento e da igreja conventual em 1599. Fundado em 1917, em 1959 o Colégio do Carmo transferiu-se para a Ponta da Praia e hoje não pertence mais aos carmelitas.
Praça Barão do Rio Branco nº 16. Tel. 3234-5566. Funciona de segunda a sexta, das 7h00 às 19h00, sábado, das 16 horas às 18 horas, e domingo, das 10h00 às 12h00 e das 17h00 às 19h00.

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  Igreja da Ordem 3 do Carmo        
           
  Embora erguida 150 anos depois da Igreja da Ordem Primeira do Carmo (veja verbete), as duas são unidas por torre, criando uma fachada incomum no barroco. Internamente, as quatro colunas de sustentação do coro contam com bacias de água-benta. Elas foram talhadas em pedra de cantaria, mesmo material do console dos púlpitos e da pia de água benta (1710). A denominação tem origem no hábito de os escravos cantarem para marcar o ritmo da união dos esforços, que possibilitava a remoção dos blocos de pedra das jazidas. Em vez de dedicados aos santos e a Maria, como acontece em outros templos, os seis altares laterais mostram fases da Paixão de Cristo. Curioso é que a Prisão e a Condenação, que deveriam estar representadas nos dois primeiros altares, acham-se no meio, enquanto os primeiros retratam a Coroação e a Flagelação. A 1ª Queda e a Agonia são simbolizadas nos dois últimos, seguidas pelo Cristo Crucificado do altar-mor. O tema da Paixão reaparece nos azulejos azuis e brancos de 1800, com motivos moçárabes: lanças, chicotes, martelos, cruzes, coroas de

  espinho. A imagem de Nª Sra. do Carmo destaca-se no altar-mor das duas igrejas carmelitas, que tiveram pisos e tetos modificados mas ainda dispõem de sacadas internas, com balaústres em motivo chinês. Localizadas no alto, na parte lateral dos templos, essas tribunas eram reservadas às pessoas mais influentes, numa divisão social que se refletia até dentro da igreja. O acervo de ambas inclui imagens com olhos de vidro, recurso barroco para parecerem mais reais, e ainda santas do pau oco. Este é o nome dado às imagens em que se escondia ouro para ser contrabandeado. Vem daí a expressão que designa pessoas dissimuladas. Fixando-se em Santos em 1580, os carmelitas iniciaram a construção do convento e da primeira igreja em 1599, em gleba doada pela família de Brás Cubas. A igreja ou capela da Venerável Ordem Terceira do Carmo - associação religiosa leiga - foi erguida a partir de 1752. Praça Barão do Rio Branco s/nº. Tel. 3219-3650. Funciona de segunda a sexta, das 7h00 às 11h30 e das 14h às 17h00, e domingo, 8h00 às 9h00.

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  Igreja do Rosário        
           
  Originou-se da capela onde se escondiam os escravos foragidos. Saindo pelo beco que corresponde à atual Rua Vasconcelos Tavares, eles cruzavam os morros até o Quilombo do Jabaquara. Devido ao alargamento da Rua João Pessoa, por volta de 1970, as fachadas sofreram reforma, ganhando o estilo neocolonial. A Irmandade de Nª Sra. do Rosário expõe as iniciais I N S R no frontispício, que possui três pilastras delimitando o corpo do templo e o campanário com relógio. Detalhes barrocos em pedra surgem em vergas e umbrais de janelas e óculos, bem como no frontão sinuoso. Sobre a porta principal, o coroamento de pedra exibe o brasão mariano - coroa, palmas e a letra M sobreposta à letra A, representando o nome de Maria. Ambas são circundadas por rosário, relembrado ainda no vitral do pára-vento, que retrata a aparição de Nª Sra. a S. Domingos, precursor da devoção ao rosário. Internamente, um afresco da Virgem domina o forro do teto, coberto por molduras de estuque com símbolos religiosos - cruzes, sinos, cálices etc. No altar-mor, Maria
  é representada em imagem de roca, nome dado aos santos que têm apenas mãos e rosto, com roupa de tecido cobrindo um suporte de madeira. Constituída em 1652, a Irmandade de Nª Sra. do Rosário dos Homens Pretos possuía um altar na matriz velha. Nele eram sepultados os escravos, enquanto aos brancos era reservado o altar-mor. A devoção à santa foi tão assimilada pelos escravos, que a maioria das igrejas de Nª Sra. do Rosário, em todo o Brasil, foi erguida pela fraternidade negra. A cultura popular passou a identificar Nª Sra com Iemanjá e Oxum, Sta. Bárbara com Iansã etc. , num sincretismo religioso que unia os santos cristãos e os orixás africanos numa só entidade. Construída em 1822, a atual edificação funcionou como matriz de 1907 - quando a antiga foi demolida para dar lugar à Praça da República - até 1924, quando foi inaugurada a Catedral (veja verbete) ou Matriz Nova.
Praça Rui Barbosa, s/nº . Centro. Tel. 3219-3566. Funciona de segunda a sexta, das 8h00 às 17h45, e sábado, das 8h00 às 13h00.

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  Igreja do Valongo        
           
  Importante exemplar das construções dos padres franciscanos, dispõe de cruzeiro no espaço em frente ao prédio. Antecedendo a nave, a galeria que se destinava a congregar a comunidade ampliou sua utilidade, no Brasil, por criar um sombreamento que abrandava os rigores do clima. A palavra remete à Galiléia e às origens do cristianismo, quando as pessoas que se preparavam para receber o batismo (catecúmenos) ficavam na porta, pois não podiam entrar no templo. A entrada da igreja conta com três arcos romanos, simétricos às portas-balcões de arco abatido do andar superior, arrematadas por vergas curvas de pedra. Frontão ondulado e guirlandas completam a fachada, considerada um dos mais belos barrocos do século XVIII. À esquerda fica a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, que conserva o Cristo Místico de Seis Asas entre as obras de arte de sua capela, perpendicular e com arco aberto para a igreja conventual. Além do padroeiro apresenta, no altar-mor, um dos únicos tronos rotativos do País: de um lado a Santíssima Trindade e, do outro, o ostensório para Adoração Perpétua.

  Ali as paredes ganharam murais de azulejos, na década de 30, de autoria de Cândido da Silva Jr., que se auto-retratou de paletó e gravata, ao lado de Sto. Antônio. Cenas da vida do taumaturgo reaparecem nos óleos do teto.
Elas são realçadas pela luminosa pintura de milhares de flores que cobrem as paredes e cujo miolo - um quadradinho de espelho - multiplica a incidência da luz. Uma placa comemora a visita do monsenhor José Ferreti (1823), que se tornaria papa com o nome de Pio XII. O portal da igreja traz a data de 1640 no alto, ao passo que a entidade leiga da Ordem Terceira inaugurou a capela em 1691. Em 1859, o imóvel foi vendido para a construção da estação da estrada de ferro Santos-Jundiaí (veja verbete). O convento foi demolido mas não houve força capaz de retirar a imagem de Santo Antônio do altar, fato que foi considerado milagre e impediu o desaparecimento da igreja, elevada a santuário em 1987. Largo Marquês de Monte Alegre s/ nº. Tel. 3219-1481. Funciona de terça a sábado, das 8h00 às 20h00, e domingo, das 8h00 às 19h00.

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