Sede
Largo Marquês de Monte Alegre, s/nº
Estação do Valongo - Centro - Santos/SP
Tel: (013) 3201-8000
E-mail: setur@santos.sp.gov.br
Secretária
Wânia Seixas
Turismo
Página Inicial Zonas Leste e Noroeste
Meca Santista Praias
Introdução Ecoturismo
Centro Histórico Náutico
Porto Links relacionados
 

Casas

  Casa mais antiga        
           
 

Também conhecida como Palacete Mauá ou Casarão da Tuiuti, atualmente a edificação residencial mais antiga de Santos apresenta finalidades comerciais. Erguida em 1818, possui 3 mil m2 de terreno e 4.587 m2 de área construída. Situava-se em local nobre, pois era ali que ficava a praia, antes da construção do porto. Mesmo havendo passado por reformas, conserva as linhas arquitetônicas originais. Numa de suas remodelações, teve as telhas substituídas pelas do tipo Marselha, e a introdução da platibanda alterou a fachada. Em meados do século XX, sofreu um recuo na frente para obedecer ao alinhamento da Rua Frei Gaspar, pelo que foi indenizada pela Prefeitura com parte do Largo Senador Vergueiro. De frente para esse espaço o prédio estende-se em formato de "L", originando um pátio externo onde se destacam dez portas-balcões com gradis de ferro no andar superior, além de portas e janelas com grades, na parte térrea. Seis portas-balcões e janelas repetem-se na fachada da Rua Frei Gaspar, cuja entrada principal é encimada por lampião.

 

O excesso de aberturas era um recurso arquitetônico, utilizado para produzir correntes de ar e combater o calor. Internamente, apesar das divisões existentes, ainda se pode avaliar a imponência do salão de recepção. O palacete serviu de moradia para o Coronel José Antônio Vieira de Carvalho, governador da Fortaleza de Itapema e de outras fortificações locais, além de vereador, juiz e presidente da Câmara Municipal. Um dos grandes acontecimentos do casarão foi a festa de casamento de uma das filhas do coronel, em 1822. Com o tempo, no prédio instalaram-se sucessivamente várias firmas, até mesmo o Banco Mauá, do qual era diretor Irineu Evangelista de Souza, então Barão de Mauá e, posteriormente, o Banco Mercantil. Também aquartelou tropas do Exército Imperial, que por ali passaram durante a Guerra do Paraguai. Por volta de 1887 passou a sediar a  firma Hard Rand e Cia., ali instalada até os dias atuais. No início da década de 1980, serviu de cenário para as gravações da novela “Os Imigrantes” da TV Bandeirantes. Hoje a edificação também é utilizada para eventos sociais e culturais.

Rua Frei Gaspar nº 6.

  clique para ampliar

clique para ampliar

 

  Casa de Câmara e Cadeia        
           
 
A Câmara de Santos constitui-se em uma das mais antigas do Brasil e talvez das Américas. Começou a funcionar em 1547, logo após a elevação do povoado de Santos à condição de Vila. A primeira Casa do Conselho situava-se onde atualmente está localizada a Alfândega. Ali se reuniam os primeiros governos locais até 1585, quando o imóvel foi doado aos jesuítas para a instalação de seu mosteiro, colégio e igreja. Transferida para o Ribeirão do Carmo, quase em frente à Igreja do Carmo, entre as atuais praças Barão do Rio Branco e da República, a Câmara mudou-se depois, em 1869, para sua 3ª sede, na Praça dos Andradas.
A 3ª Casa de Câmara e Cadeia de Santos começou a ser edificada no ano de 1839, levando trinta anos para ser concluída. O prédio fora custeado pela Província, mas construído pela Câmara local, declarando os relatórios oficiais que era o mais importante edifício do gênero em toda a Província de São Paulo.
Ainda inacabada, serviu de quartel para as tropas em trânsito durante a Guerra do Paraguai e, em 1865, foram instalados no local o Fórum, o Tribunal do Júri e as três varas (civil, criminal e comercial) existentes, além do Conselho Municipal de Recursos.
Com as obras finalmente concluídas, no ano de 1869, a Câmara Municipal passou a ocupar o edifício, ali permanecendo até 1896. Durante a epidemia de peste que assolou a Cidade, em 1870, suas instalações serviram de abrigo aos doentes que não encontravam vagas nos lotados hospitais da Santa Casa da Misericórdia e da Beneficência Portuguesa.

 

No mesmo ano, passou a funcionar como cadeia, talvez a ocupação mais conhecida, visto que até os dias de hoje o prédio é conhecido como “Cadeia Velha”, sendo desativada para tal fim em 1956, quando teve início a transferência dos presos para o então inacabado Palácio da Polícia, na Avenida São Francisco.
Durante o tempo em que abrigou a administração municipal, o local recepcionou personalidades ilustres, como em 1888, quando recebeu a visita da Princesa Isabel, razão pela qual a Sala das Sessões da Câmara até hoje leva seu nome. Também foi palco de eventos importantes, como a extinção da escravidão em Santos, no ano de 1886, dois anos antes da promulgação da Lei Áurea.
Sem utilização por vários anos, o histórico edifício chegou a ser abandonado correndo o risco de ser demolido, o que não aconteceu devido ao seu tombamento pelo SPHAN (atual IPHAN), em 1959. Os demais órgãos de preservação, Condephaat e Condepasa, também tombaram o prédio, em 1974 e 1990, respectivamente. Em 1981 foi restaurado e, atualmente, abriga a Oficina Cultural Pagu, da Secretaria de Estado da Cultura, onde são realizadas exposições, mostras de curta-metragens e ministrados cursos de música e artes plásticas.

Praça dos Andradas, 1.
Tel. 3219-1741. Funciona de segunda a sexta, das 10h00 às 18h00. Entrada franca.


  clique para ampliar

clique para ampliar

 

  Casa da Frontaria Azuleijada        
           
 
Foi construída em 1865 para residência e armazém do comerciante português, comendador Manuel Joaquim Ferreira Netto. Sua fachada é em estilo neoclássico porém, os mais de 7.000 azulejos que a caracterizam, foram colocados apenas após a morte do proprietário, pelo seu sócio Luís Guimarães. A porta principal, bastante larga, permitia o acesso de carruagens ao interior do imóvel, enquanto o andar superior apresentava nove portas, divididas em três sacadas voltadas para a rua. Alguns historiadores afirmam que no piso térreo do edifício existia um canal com ligação para o mar. Outros, porém, negam essa possibilidade afirmando que havia uma saída seca para a rua da praia, visto que em 1863, quando foi aprovado o projeto de construção da casa, o comendador Netto apresentou requerimento para a construção de um trapiche na fachada do terreno voltada para o porto. Qualquer que seja a verdade, sabe-se que a passagem era utilizada para facilitar o acesso das mercadorias desembarcadas no Porto. Com o passar dos anos, foi utilizada como armazém, escritório de café e hotel. Na década de 1970, a casa foi utilizada como depósito de fertilizantes, o que contribuiu para sua degradação e quase ruína.

 

Tombado pelos principais órgãos de preservação do país, IPHAN, CONDEPHAAT e CONDEPASA, o imóvel começou a ser restaurado em 1992, com serviços de limpeza, recuperação das portas, janelas e gradis. Os azulejos que revestem a fachada serviram de molde para a fabricação de réplicas. Em 1994, a primeira etapa da recuperação foi concluída e, em 1998, foi instalada uma cobertura sustentada por estruturas metálicas. Antes, porém, em 1997, passou a abrigar o Arquivo Permanente da Fundação Arquivo e Memória, responsável pela guarda e preservação de documentos do séc. XVIII até meados do séc. XX. Em janeiro de 2006 o arquivo foi transferido para a rua Amador Bueno, 61 e o imóvel foi fechado para melhoria de suas instalações.

Rua do Comércio nº 96.

  clique para ampliar

clique para ampliar

 

  Casarões do Valongo        
           
 

Localizados no Largo Marquês de Monte Alegre, em frente à antiga estação de trem, estão os chamados “Casarões do Valongo”. O primeiro foi erguido em 1867 por ordem do Comendador Manuel Joaquim Ferreira Netto. Sua finalidade era abrigar a sede de governo da Província de São Paulo que seria transferida para Santos, o que não ocorreu. O segundo, mais próximo ao cais, data de 1872 e foi construído por Luís Guimarães, sócio do Comendador. Juntos, os casarões do Largo Marquês de Monte Alegre foram as maiores edificações paulistas em sua época.
Em toda a sua existência, os casarões foram utilizados para as mais diversas finalidades. Ali, o Clube XV instalou sua segunda sede, ainda alugada, proporcionando memoráveis festividades carnavalescas. Entre 1896 e 1939, sediou a Prefeitura (Intendência, até 1908) e a Câmara Municipal e, de 1929 a 1937, abrigou a primeira faculdade de Farmácia e Odontologia da cidade.
Após a transferência do Paço Municipal para o Palácio José Bonifácio, em 1939, e com o declínio do transporte de passageiros pela estrada de ferro, iniciou-se um processo de decadência no bairro. Instalaram-se no local escritórios, bares, hotéis e uma borracharia, que funcionaram até 1985, quando um incêndio destruiu um dos edifícios. Em junho de 1992, outro incêndio destruiu o segundo prédio.
Desde então em ruínas, os prédios sempre mereceram atenção especial por parte da Prefeitura Municipal que tratou de reforçar suas estruturas, evitando que as poucas paredes remanescentes desmoronassem.

 

Para que a primeira parte do projeto de revitalização do Valongo fosse concluída, procedeu-se a construção de um novo calçadão no Largo Marquês de Monte Alegre, com piso em mosaico português nas cores branca, vermelha e preta, com desenhos em forma de grãos de café, além da instalação de floreiras e reassentamento de paralelepípedos e guias.
Em dezembro de 2006, o governo do Estado de São Paulo cedeu à prefeitura de Santos a posse dos imóveis. Assim, ainda no primeiro semestre de 2007, será iniciada a restauração dos casarões que passarão a abrigar o Memorial José Bonifácio.
O local é bastante utilizado para fotos, filmagens e chegou a servir de cenário para a encenação sobre a vida de José Bonifácio, o Patriarca da Independência.

Largo Marquês de Monte Alegre, s/nº.

 

  clique para ampliar

clique para ampliar

 

  Casa do Trem Bélico        
           
 
Instalada entre 1640 e 1656, logo após a restauração da Coroa Portuguesa, sua construção atendeu a dois objetivos: o simbólico e o militar. Simbolicamente, representava a soberania da Metrópole sobre a região. Militarmente, demonstrava a importância estratégica da Vila de Santos como importante praça de guerra, ou seja, lugar com instalações militares, apropriadamente armado e preparado para a defesa da região.
A Casa do Trem, assim chamada por ser um depósito de trem-de-guerra, onde “trem” significa “objeto” ou “equipamento”, tinha a finalidade de abrigar munições e acessórios da artilharia, abastecendo quartéis e fortes. Possuía seu próprio ancoradouro, conhecido como Porto Geral da Casa do Trem Real. Sofreu algumas reformas, sendo que suas características atuais datam, provavelmente, de 1734.
Após a Guerra do Paraguai, em 1870, houve uma diminuição da importância da Praça Militar resultando, no ano de 1880, na extinção do Comando Militar de Santos e conseqüente desocupação da casa. Logo em seguida, o imóvel foi ocupado pelo Corpo de Polícia Permanente e, pouco depois, por uma escola pública.
Em 1893, devido à Revolta da Armada Nacional, novamente o local serviu para fins militares, como sede do Comando do IV Distrito Militar e, no ano seguinte, voltou a ser depósito de material bélico. Com a construção da Fortaleza de Itaipu, a região, mais uma vez, aumenta sua importância e a velha Casa do Trem passa a ser ocupada por um destacamento do exército.

 

Em 1908, o local tornou-se sede do Tiro de Guerra n. º 11, razão pela qual a rua onde está localizado passou a se chamar Tiro Onze. Com a sua extinção, no ano de 1945, o edifício foi transformado em depósito do 38° Batalhão de Caçadores da Infantaria do Exército, assim permanecendo até 1949. Em 1950, teve início seu último período de utilização para fins militares, quando serviu como Entreposto de Subsistência do Exército, sendo definitivamente desativado em 1956. Abandonada, a velha Casa do Trem passou a sofrer depredações, ficando em situação degradante e servindo de abrigo a desocupados. Finalmente, no ano de 1977, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) restaurou o imóvel, deixando-o em plenas condições de uso.
Anos depois, outra obra de recuperação foi executada, até que, procurando dar nova finalidade ao imóvel, a Prefeitura instalou em suas dependências o “Projeto Casa do Trem”, programa destinado ao atendimento de crianças e adolescentes em situação de rua e usuários de drogas. Atualmente desocupado, o imóvel será novamente recuperado e deverá abrigar o Museu de Armaria da Casa do Trem, onde serão expostos objetos, armas, documentos e medalhas que contam a história da Cidade em suas diversas épocas e a importância que Santos sempre teve no cenário nacional.

Rua Tiro Onze nº 11.

  clique para ampliar

clique para ampliar

 

Notícias
Início da temporada de cruzeiros já apresenta saldo positivo
Mais de 200 mil turistas estiveram em Santos no feriado
Transatlântico italiano abre temporada no Porto de Santos
MSC Musica abre temporada de cruzeiros em Santos
73ª Exposição de Orquídeas movimenta Centro Histórico
Exposição de orquídeas é atração na Casa de Frontaria Azulejada