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Esculpido
em mármore de Carrara pelo artista italiano Lourenço Massa, apresenta a
estátua de Brás Cubas, fundador de Santos e idealizador da Primeira Santa
Casa de Misericórdia do País. Inaugurado por volta de 1907, inclui representações,
em bronze, do Comércio, Indústria e Navegação, além de uma coroa que ostenta
o brasão da cidade em 1908, época em que nascia a República. Esta é simbolizada
por uma criança, ao lado de um menino e de um jovem, que evocam, respectivamente
o Império e a Colônia. Do outro lado da praça, em frente à sede da Secretaria
da Fazenda do Estado, ainda existe uma peça onde se deixavam amarrados os
cavalos e mulas, último remanescente do transporte de tração animal na região.
Nascido na cidade do Porto (Portugal) por volta de 1507, Brás Cubas chegou
ao Brasil em 1532, na expedição de Martim Afonso de Souza. Dele recebeu
as terras de Jurubatuba, que também compreendiam
a Ilha Pequena, hoje Barnabé, onde cultivou cana-de-açúcar, arroz, milho
e trigo. Estendeu sua propriedade até a área fronteira chamada Enguaguaçu
(enseada grande) e construiu
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uma casa no sopé do Outeiro de Santa Catarina (veja verbete), que já contava
com uma igreja. Alegando que o local era mais abrigado e próximo a São
Vicente, obteve a transferência do porto, que ficava na foz do Rio Santo
Antônio do Guaíbe, atualmente Ponta da Praia, para as proximidades de
onde residia. Neto de um dos fundadores da Casa de Misericórdia do Porto,
em 1543 inaugurou a Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos, que
acabou dando nome ao lugar, quando se elevou o povoado à categoria de
vila, por volta de 1545 e 1546. Entre 1553 e 1554, providenciou a expedição
que resgatou o náufrago alemão Hans Staden, preso pelos nativos em Ubatuba
e que depois escreveu "Viagens e Aventuras no Brasil' (1557). Participou
de uma bandeira até o Rio São Francisco, onde encontrou pedras preciosas,
e organizou uma segunda que achou ouro na Serra do Jaraguá. Em 1591, auxiliou
os moradores da vila na expulsão dos corsários comandados por Thomas Cavendish.
Faleceu entre 1592 e 1597.
Praça da República.
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