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  A edificação que abriga o 1º Sub-Grupamento de Bombeiros desenvolve-se a partir de esquina em ângulo chanfrado. É térrea nos fundos e assobradada na fachada principal, com duas torres ameiadas que lhe dão aparência de castelo. Elas são unidas por portal em arco, encimado pelo brasão da corporação e que dispõe de alegorias alusivas a virtudes como audácia, dever, lealdade etc. Projetada pelo engenheiro Maximiliano Hehl, também responsável pelas catedrais de São Paulo e Santos (veja verbete), a obra foi executada com tijolos sobre alicerce de pedra e cimento. Todo o calcário empregado nesta e em outras construções da cidade era extraído da pedreira localizada nas imediações, que pertencia à Câmara Municipal. No prédio principal, hoje funciona o setor administrativo da corporação. Para o operacional foi construído um anexo, originando um pátio central. Como acontece em muitos prédios públicos, no lançamento da pedra fundamental, lá foram enterrados os documentos que comprovam a criação do Corpo Municipal de Bombeiros: jornais da cidade e da capital do Estado, bem como moedas em circulação na época.

  Criado em 1885 como um Corpo de Bombeiros Voluntários, o órgão funcionava aquartelado junto à cocheira municipal, sendo o material de extinção de fogo guardado nas dependências do Arsenal da Marinha. Naquele tempo havia o sistema de alarme com o repicar dos sinos. O sinal era dado com vinte badaladas seguidas e, depois de pequena pausa, outras badaladas compassadas indicavam o distrito onde estava acontecendo o incêndio. O alarme soava até a extinção das chamas ou a destruição total do imóvel sinistrado. Oficialmente fundada em 1890, a corporação teve sua sede inaugurada em 1909. Hoje dispõe de mais dois postos, com um total de 11 viaturas de emergência e cinco de apoio, que atendem em média 600 ocorrências por mês, a maior parte de resgate (acidentes de trânsito, atropelamentos, quedas etc.). Está subordinada ao 6 º Grupamento de Bombeiros, também sediado em Santos, que conta com uma segunda divisão para atender Guarujá e Cubatão e uma terceira para São Vicente e Praia Grande. Praça Batista de Miranda nº 1. Tel. 3235-1626.


 
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