| O que é Vigilância Epidemiológica? |
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Como define a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90), a Vigilância Epidemiológica é o conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer, a qualquer momento, o comportamento ou história natural das doenças, bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes, com o fim de recomendar oportunamente, sobre bases firmes, as medidas indicadas e eficientes que levem à prevenção e ao controle de determinadas doenças.
A Vigilância Epidemiológica é responsável por acompanhar o comportamento das doenças na sociedade, reunindo informações com objetivo de conhecer, detectar ou prever qualquer mudança que possa ocorrer nos fatores condicionantes do processo saúde-doença, bem como identificar a gravidade de novas doenças à saúde da população. Com essas informações, porpõe medidas de intervenção para reprimir ou amenizar os danos à população, elaborar ações e estratégias em saúde.
Seção de Vigilância Epidemiológica
Seviep: 3201-5647
e-mail: seviep@santos.sp.gov.br
Link para o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo:
http://www.cve.saude.sp.gov.br
- Veja as doenças de notificação compulsória
- Botulismo: conheça e previna-se
- Calendário de vacinação
- Dengue
- Hanseníase
- Meningite
- Varicela
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| Notifique as doenças abaixo relacionadas: |
- Acidentes por animal peçonhentos
- Acidentes de trabalho: grave / fatal / com mutilações / em crianças e adolescentes.
- Acidentes com material biológico
- Agravos inusitados
- Aids – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
- Botulismo
- Câncer
- Carbúnculo ou Antrax
- Cólera
- Coqueluche
- Dengue
- Difteria
- Doença de Chagas (casos agudos)
- Doença Meningocócica e outras meningites
- Doenças de origem ocupacional: LER / Pair / Dermatoses / Pneumoconioses / Intoxicações Exógenas / Câncer / Transtorno Mental
- Doença de Creutzfeldt – Jacob ( “Vaca Louca” )
- Doenças Sexualmente Transmissíveis – DSTs
- Doenças transmitidas por animais – Zoonozes
- Encefalite
- Esquistossomose (em área não endêmica)
- Eventos adversos pós-vacinação
- Febre Amarela
- Febre do Nilo Ocidental
- Febre Maculosa
- Febre Tifóide
- Hanseníase
- Hantavirose
- Hepatites Virais B e C
- Hipertermia Maligna
- Infecção pelo vírus (HIV) – Crianças expostas ao risco de transmissão vertical
- Infecção pelo vírus (HIV) em gestantes
- Influenza humana por novo subtipo (Pandêmico)
- Intoxicação alimentar
- Intoxicação exógena
- Larva Migrans
- Leishmaniose Tegumentar americana
- Leishmaniose Visceral
- Leptospirose
- Má Formação Congênita
- Malária
- Meningite por Haemophilus Influenzae
- Paralisia Flácida Aguda
- Peste Bubônica / Pneumônica
- Poliomielite
- Portador Assintomático do vírus HIV
- Raiva Humana
- Recém-nascido com risco
- Rubéola
- Sarampo
- Sífilis Congênita
- Sífilis em Gestante
- Síndrome Febril Ictero-Hemorrágica Aguda
- Síndrome pós-pólio
- Síndrome Respiratória Aguda Grave – SARS
- Síndrome da Rubéola congênita
- Suicídios
- Surto de Hepatite A
- Surtos de Conjuntivite
- Surtos de Diarreia
- Surtos de Salmonela
- Surtos de Varicela
- Tentativas de Suicídios
- Tétano Acidental
- Tétano Neonatal
- Tracoma
- Tuberculose
- Tularemia
- Violências: doméstica / sexual / interpessoal / contra criança e adolescente / idosos
- Varicela
- Varíola
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| Botulismo: conheça e previna-se |
É uma doença infecciosa causada pela toxina do Clostridium botulinum que acomete, principalmente, o sistema nervoso causando paralisia. Essa paralisia começa pelos nervos da face causando queda das pálpebras, dificuldade para engolir, visão turva e dupla, dificuldade para falar, boca seca, tontura, sonolência e fraqueza muscular, podendo evoluir com comprometimento de outros nervos do organismo, como musculatura respiratória, levando ao óbito.
Transmissão
Forma mais comum: ingestão de alimentos contendo a toxina, por exemplo conservas e enlatados (palmito, aspargos, ervilha, milho, atum, sardinha, apresuntado) e embutidos (salame, salsicha, lingüiça, mortadela), queijos caseiros.
Formas mais raras: ferimentos, inalação de toxinas, via conjuntival.
Período de Incubação: pode variar de algumas horas até dez dias (média 12 a 36 horas) dependendo da quantidade de toxina ingerida.
Precauções:
O Botulismo é uma doença rara, porém de extrema gravidade. Contudo, existem medidas simples para evitá-la:
1. Observar sempre a data de validade dos alimentos e seu registro no Ministério da Saúde (MS);
2. Evitar latas amassadas ou estufadas e vidros embaçados;
3. Nas conservas em água, desprezar o líquido e ferver por 15 minutos em água potável;
4. Dar preferência para os alimentos preparados na hora.
Diante de quaisquer sintomas de Botulismo, procure imediatamente atendimento médico.
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| Calendário de vacinações |
Fique atento nas vacinas, elas são importantes para a saúde do seu filho!
BCG: vacina contra a Tuberculose
DTP: Vacina contra Difteria, Tétano e Coqueluche
dT: Vacina Dupla, tipo adulto, contra Difteria e Tétano
SCR: Vacina contra o Sarampo, Caxumba e Rubéola
Hepatite: Intervalo mínimo entre as doses: intervalo de 30 dias entre a 1ª e a 2ª dose;
SCR: A partir da Campanha Nacional de Seguimento contra o Sarampo (setembro de 2004), está sendo incluída a 2ª dose da SCR;
dT: Reforço a cada dez anos por toda vida. Em caso de gravidez e na profilaxia do tétano após alguns tipos de ferimentos, deve-se reduzir este intervalo para cinco anos;
ROTAVÍRUS:
1ª dose: idade mínima de 1 mês e 15 dias até 3 meses e 7 dias
2ª dose: idade mínima de 3 meses e 7 dias até 5 meses e 15 dias.
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IDADE |
VACINAS |
A PARTIR DO NASCIMENTO |
BCG, HEPATITE B |
2 MESES |
POLIOMIELITE, HEPATITE B, TETRAVALENTE(Difteria, Coqueluche e Tétano + Haemophilus Influenzae Tipo B = Meningite), ROTAVÍRUS |
3 MESES
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PNEUMOCOCO 10, MENINGITE C |
4 MESES |
POLIOMIELITE, TETRAVALENTE(Difteria, Coqueluche e Tétano + Haemophilus Influenzae Tipo B = Meningite), ROTAVÍRUS |
5 MESES
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PNEUMOCOCO 10, MENINGITE C |
6 MESES |
POLIOMIELITE, HEPATITE B, TETRAVALENTE(Difteria, Coqueluche e Tétano + Haemophilus Influenzae Tipo B = Meningite) |
7 MESES
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PNEUMOCOCO 10 |
9 MESES
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FEBRE AMARELA (*) |
12 MESES |
SRC (SARAMPO-CAXUMBA-RUBÉOLA), MENINGITE C |
15 MESES |
DTP (Difteria, Tétano e coqueluche), POLIOMIELITE, PNEUMOCOCO 10 |
4 OU 6 ANOS |
DTP (Difteria, Tétano e coqueluche) e POLIOMIELITE, SRC (SARAMPO-CAXUMBA-RUBÉOLA) |
15 ANOS |
dT (Difteria e Tétano) (**) |
65 ANOS
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INFLUENZA |
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(*) Áreas de risco (**) Reforço a cada 10 anos
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| Meningite |
O que é Meningite e meningococcemia?
É a inflamação das membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal chamadas meninges, que pode ser causada por vírus, fungos, bactérias, traumatismos e outros. Quando a bactéria causadora é o meningococo, a presença de pontos e manchas vermelhas na pele caracteriza o quadro de meningococcemia.
Meningites Bacterianas
São causadas por bactérias, como meningococo, pneumococo e hemófilo. São as meningites mais graves sendo necessária internação e uso de antibióticos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado levam à cura e evitam sequelas.
Meningites Virais
São causadas por vírus. São as menos graves. Pode ocorrer, ou não, internação. Não é necessário o uso de antibióticos. A cura costuma ser rápida e sem sequelas.
Como se transmitem a meningite meningocócica e as demais meningites bacterianas?
Sempre por via respiratória, por gotículas da tosse, espirro ou ao falar. Para ocorrer a transmissão, o contato deve ser íntimo e prolongado com o doente ou o portador sadio.
Sinais e sintomas de meningite
Bebês: febre, vômitos, recusa alimentar, choro, inquietação, irritabilidade, convulsões, abaulamento de fontanela, gemência. Podem ocorrer pontos e/ou manchas vermelhas no corpo. Procure um médico imediatamente.
Crianças maiores e adultos: febre alta, vômitos, dor de cabeça, rigidez de nuca, sonolência, convulsões, pontos e/ou manchas vermelhas pelo corpo. Procure um médico imediatamente.
Tratamento e prevenção:
Meningites bacterianas: tratamento hospitalar, uso de antibióticos e outras medidas que forem necessárias.
Após 24 horas do uso do antibiótico, o doente deixa de transmitir a bactéria.
Pessoas que tiveram contato íntimo e prolongado com o doente com meningite meningocócica ou meningococcemia, devem ser medicadas com antibiótico específico fornecido pela saúde pública (quimioprofilaxia).
Meningite viral: benigna e n ão precisa antibiótico para o doente e nem para familiares e outros.
Vacinação
Contra meningocos dos sorogrupos A, C, Y e W135, para crianças menores de dois dois anos, tem baixa eficácia. Para adultos e crianças maiores, a imunidade é curta (dois a três anos).
Meningococo C: a imunidade é de longa duração e é eficaz em qualquer faixa etária.
Meningococo B: n ão há vacina efetiva.
Hemófilo (Haemophilus Influenzae tipo B): é uma vacina efetiva contra a doença causada pela bactéria Hib. Faz parte do calendário de vacinação de rotina desde 1999.
Pneumococo (Streptococcus pneumoniae): recomendada para pessoas de alto risco, como: portadores de anemia falciforme, idosos, pessoas que não possuem baço, diabéticos, portadores de enfisema pulmonar e outras doenças crônicas.
Recomendações finais
Estar atento aos sinais e sintomas de meningite, principalmente nas crianças até cinco anos.
Na suspeita, procure imediatamente um médico. Comunicar a escola se a criança tiver meningite.
As crianças que tiveram meningite e estão de alta médica não devem ser evitadas e podem frequentar a escola normalmente. A meningite só passa de pessoa para pessoa, não sendo necessárias medidas com o ambiente, com a escola, com objetos e roupas da pessoa doente.
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| Varicela |
O que é?
Também conhecida como Catapora, a Varicela é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, causada pelo vírus Varicela Zoster. É uma doença da infância, podendo, contudo, surgir em pessoas de qualquer idade. Em geral, é benigna e costuma incomodar principalmente pelas manchas vermelhas e pela coceira intensa.
Como se dá a transmissão da doença?
A transmissão pode ser de duas maneiras: por contato direto com as lesões cutâneas ou indiretamente, por meio do ar contaminado com secreções respiratórias (espirros, tosse e gotículas de saliva) de indivíduos infectados.
Quais os sintomas da doença?
Começa com pontinhos vermelhos espalhados pelo corpo que crescem e mudam de aspecto. Provocam muita coceira e se transformam rapidamente em pequenas bolhas cheias de água. Estas bolhas vão-se rompendo e secando, formando crostas em alguns dias. O estágio no qual o corpo fica com sinais variados – desde as manchinhas parecidas com picadas de inseto, bolhas, até as feridas e crostas ressecadas – é o mais característico da doença. Nessa fase, não há como confundir a catapora com qualquer outro problema.
Qual o tratamento para a doença?
Regra geral, o tratamento da varicela é sintomático.
Complicações
Antes de qualquer remédio, uma determinação: nunca coçar. As infecção das lesões é a complicação mais frequente. Embora menos comum, pode ocorrer pneumonia e alterações neurológicas.
ORIENTAÇÃO QUANTO AO CONTATO COM CASOS DE VARICELA
Atenção o uso de medicação especifica (imunoglobulina) esta indicado para os seguintes comunicantes:
- Pessoas com sistema imune comprometido ou defesas diminuídas (Aids, neoplasia, se estiver fazendo tratamento prolongado com corticosteróide);
- Gestantes que não tiveram varicela;
- Recém-nascidos prematuros.
Nestas circunstâncias, é necessário procurar orientação na Seviep (Vigilância Epidemiológica do Município),
pelos telefones: 3201-5647 ou 9714-1261).
Existe uma vacina para varicela?
Existe uma vacina que previne a doença. A partir de 2003, no estado de São Paulo, passou a ser incluída como uma das medidas de controle para utilização em surtos, e está disponível apenas para bloqueio em ambiente hospitalar e controle em creches (publica ou privada) para crianças de um a cinco anos. Pessoas que trabalham em escolas ou creches que têm crianças nesta faixa etária, ao saber de um caso de varicela, devem notificar a Vigilância Epidemiológica para que as medidas de controle possam ser tomadas.
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| Hanseníase |
Hanseníase é uma doença de pele e nervos, transmitida pela respiração, no contato com uma pessoa doente que não se trata.
Sinais e sintomas:
- Manchas na pele que não doem, não coçam, não pegam pó.
- Dormência ou formigamento.
- Queimar-se ou cortar-se sem sentir.
Pessoas com esses sintomas devem procurar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima . |
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| Dengue |
Febre, dor de cabeça, dor nas articulações, dor nos olhos, vermelhidão na pele, dor nos músculos e cansaço podem ser sintomas de dengue. Pessoas com esses sintomas devem procurar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima.
Lembre–se de colher o exame para confirmar o resultado, usar os medicamentos para febre e dor que o médico receitar, tomar bastante líquido. Cuidado com a dengue hemorrágica. Deve ser procurado um médico imediatamente se a febre desaparecer e continuarem os sintomas:
- Dor na barriga
- Vômitos
- Dor na região do fígado
- Sangramento no nariz e/ou gengiva
- Urinar menos
- Ficar com as extremidades frias e/ou roxas
- Suor excessivo
- Coração batendo muito rápido
Contatos
Vigilância Epidemiológica Santos: (13) 3201-5647
Celular de Plantão: (13) 9714-1261
Disk Dengue: (13) 3225-8680
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