Proposta
A proposta do projeto do Veículo Leve sobre Trilho
é a solução de transporte coletivo
para a Região Metropolitana. Um modelo de carro exclusivamente
elétrico seria utilizado por ser mais silencioso,
não-poluente e baixo, o que dispensa a necessidade
de plataforma para embarque dos passageiros. No projeto
original elaborado pela Empresa Metropolitana de Transportes
Urbanos de São Paulo (EMTU), a composição
utilizada seria movida a diesel ou com motor diesel-elétrico.
Há cerca de cinco anos, este projeto vem sendo amadurecido
e, representa para a Baixada Santista o primeiro passo real
de metropolização, contemplando o transporte
público que é um setor de extrema importância
para o desenvolvimento da região.
Trechos
A Baixada Santista pode ser a primeira região brasileira
a utilizar o VLT - projetado para transportar 135 mil passageiros
por dia - seguindo os exemplos da França, Alemanha
e Estados Unidos.
Inicialmente, o projeto prevê a ligação
entre a região da Imigrantes (São Vicente)
e a Avenida Conselheiro Nébias (Santos), ao custo
de R$ 102 milhões, para um traçado estimado
em 10 quilômetros. O sistema poderá ser estendido
até o Valongo e, ser ampliado até Praia Grande.
Outros trechos incluídos no projeto: Peruíbe-Imigrantes
e Cubatão (Cosipa)-Valongo, por Unidade Móvel
Diesel Elétrica (DMUE). Na fase final estão
previstos os trechos Avenida Conselheiro Nébias-Ponta
da Praia, pela Avenida Afonso Pena; e São Vicente-Valongo,
pela Avenida Nossa Senhora de Fátima, também
por VLTs.
A implantação do sistema elétrico de
Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região
vai depender essencialmente de parcerias do Estado com o
empresariado e a participação dos municípios
da Região Metropolitana da Baixada Santista. O projeto
foi orçado em R$ 503,6 milhões.
Apoio
O secretário de Transportes Metropolitanos do Estado
de São Paulo, Jurandir Fernandes recebeu duas moções
favoráveis ao VLT. Uma assinada pelos membros do
Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU) e outra
subscrita pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico
de Santos (CDES). As duas entidades entendem o VLT não
apenas como um meio de transporte fundamental para a região,
mas também como um amplo indutor de desenvolvimento.
Atualmente, o projeto continua em discussão. A apresentação
da proposta foi feita no mês de abril deste ano, pelo
secretário dos Transportes durante uma audiência
pública, no Plenário da Câmara Municipal
de Santos.