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Só protege quem conhece

O Aquário de Santos pratica a máxima de que:"só protege quem conhece"


       Até chegar ao estágio que hoje se encontra, o Aquário de Santos percorreu um longo tempo de aprendizagem, aperfeiçoando-se com o passar dos anos.
       Freqüentado inicialmente como um simples espaço de passeio, usado como cenário de casais em lua-de-mel e imediatamente incorporado a suas melhores lembranças, o aquário de Santos foi adquirindo um novo perfil: Treina estudantes e técnicos, gera conhecimento cientifico e o difunde de forma acessível a crianças, pesquisadores, universitários, pescadores e ao publico em geral.
       Localizado em uma das regiões mais apropriada para o estudo ambiental, nos domínios da Mata Atlântica, num pedaço do litoral brasileiro que sofreu uma grande série de impactos ambientais( instalação do pólo industrial de Cubatão e um longo período, já superado, de praias não balneáveis ), o Aquário de Santos tornou-se depositário e mostruário de um ambiente sob risco, tornando-se uma vitrine que expõe organismos a salvo da degradação.
       É assim que o Aquário de Santos permite ao visitante perceber a riqueza da biodiversidade da vida aquática propiciando condições didáticas especiais, já que estão mutuamente e que dificilmente são vistas em situações naturais.
       Porém, os cuidados não cessam com a exposição desses seres: Os técnicos procuram criar, para exposições, um ambiente mais próximos da situação em que se encontra na natureza.
       Acrescentando-se a isso uma enorme preocupação em proporcionar, para crianças, cursos específicos os quais as informações são transmitidas em linguagem apropriada, usando também recursos didáticos como jogos, encenações e visitas, que permitem um maior envolvimento com os assuntos em um aprendizado bastante agradável e estimulante.
       Junta-se a isso uma biblioteca técnica em permanente expansão, aberta aos visitantes, com o acervo dirigido ao mundo aquático e seus habitantes. Escolares, universitários e leigos tem ali a possibilidade consultar publicações e textos especializados, não disponíveis na maioria das bibliotecas do país. Mais isso não basta. Nos últimos anos, o Aquário de Santos tem funcionado com um ponto de recepção de animais silvestres sob o risco de vida: Lobos Marinho, Atobás, Pingüins, focas e mais recentemente tartarugas marinhas são coletadas desde o litoral do Espírito Santo até Santa Catarina e enviadas( por particulares ou órgãos ambientais) ao Aquário de Santos para tratamento veterinário especializado. Em muitos casos, o sucesso dos cuidados permite que o animal seja reintroduzido ao seu habitat natural.
       Essa demanda fez com que a prefeitura de Santos criasse um setor de veterinária, com profissional especializado, dotado de recintos de quarentena e aparelhado para a realização de pequenas cirurgias.
       Constantemente procurado para esses socorros, o Aquário de Santos tornou-se uma referencia, enviando a universidades e instituições que pesquisa os animais vivos, peças biológicas e informações que tem contribuído para o trabalho desses órgãos.
       Soma-se a esse convívio com universidades a realização de pesquisas em ambientes naturais ou com organismos para o Aquário de Santos.
       Essas pesquisas resultaram na publicação de trabalhos apresentado em congressos, simpósios e outros eventos científicos.