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Doença
A dengue é uma doença febril causada por um vírus, que é transmitido pela picada do mosquito Aedes Aegypti. Com as altas temperaturas e o início da temporada de chuvas, a dengue volta a ser uma ameaça à saúde pública na cidade.
Sobre o Aedes Aegypt
O transmissor mais comum da doença é a fêmea do mosquito Aedes Aegypti, que necessita do sangue infectado em seu organismo para amadurecer seus ovos e dar sequência a seu ciclo de vida.
O Aedes é parecido com o pernilongo comum, mas pode ser identificado por duas características: corpo escuro e rajado de branco.
O mosquito tem o hábito de picar durante o dia. Mede aproximadamente um centímetro, tem cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Como voa baixo, pica com mais frequência pés e tornozelos. O mosquito tem uma substância anestésica na saliva, por isso, na maioria dos casos, as pessoas não percebem o momento em que foram picadas pelo Aedes Aegypti.
O macho, como os de qualquer espécie, alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos. Próprio das regiões tropical e subtropical, não resiste a baixas temperaturas nem a altitudes elevadas. Desenvolve-se por metamorfose completa. Seu ciclo de vida, portanto, compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto.
Originário da África Tropical e introduzido nas Américas durante a colonização, o mosquito foi amplamente disseminado nas américas, Austrália, Ásia e África. Não é possível distinguir a picada do Aedes Aegypti com a de um inseto comum. A sensação de eventual coceira ou incômodo é semelhante à picada de qualquer outro mosquito.
Transmissão
A picada de mosquito é a única forma de transmissão da dengue, já que a doença não é transmitida por pessoas, objetos ou outros animais. Ou seja: não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para pessoas sadias. Ninguém se contamina por meio de fontes de água, alimento ou uso de objetos pessoais do doente com dengue.
Os repelentes, apesar de possuirem na fórmula o componente químico DEET (dietiltoluamida) - que tem se mostrado seguro e eficiente, de acordo com pesquisas dermatológicas realizadas, tendo registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) -, possuem ação limitada, já que não eliminam o mosquito, apenas o mantém distante.
Qualquer inseticida pode matar o Aedes Aegypti, mas a aplicação do produto age somente sobre a forma adulta do mosquito, e surte efeito momentâneo com poder residual de pouca duração. Além disso, o uso de inseticida pode tornar o mosquito imune ao produto.
Velas de citronela ou andiroba têm efeito paliativo para espantar o Aedes, porque o raio de alcance e a duração são restritos. A solução de água sanitária com água limpa nas plantas não é eficiente. O melhor é substituir bromélias e plantas deste tipo por outras que não acumulem água em suas folhas.
Sintomas
A intensidade dos sintomas varia muito de pessoa para pessoa. Muitos não apresentam nada. Outros mostram sintomas brandos, que podem passar despercebidos ou confundidos com gripe. Existem também aqueles que são acometidos de forma acentuada, com sintomatologia exacerbada. Uma gripe forte pode ser confundida com dengue, por isso a melhor forma de ter certeza é procurando um médico e, eventualmente, realizando exames.
Se você está com febre alta, acompanhada de pelo menos dois sintomas (dores de cabeça, nos olhos, músculos ou articulações, cansaço e vermelhidão na pele), pode estar com dengue. Nos casos mais graves podem ocorrer ainda vômitos, sangramentos, diarreia, dor abdominal, suor excessivo, pele fria e pálida, tontura e agitação.
Assim que os primeiros sintomas surgirem, é preciso procurar um serviço de saúde. O mais recomendável é que os pacientes façam repouso, reposição dos líquidos e aliviem a febre com dipirona ou paracetamol. Não se deve usar medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico, como aspirina, AAS, Melhoral, Doril entre outros.
Formas de tratamento
A pessoa doente deve repousar e ingerir bastante líquido (água, sucos naturais ou chá), evitando qualquer tipo de refrigerante ou suco artificial. A febre costuma durar de três a oito dias e pode causar pequenas bolhas vermelhas em algumas regiões do corpo, como pés, pernas e axilas. Na maioria das vezes, o doente demora uma semana para ficar bem. Porém, o cansaço e a falta de apetite podem demorar até 15 dias para sumir. A recuperação costuma ser total.
No caso de dengue hemorrágica, a recomendação é aplicação de soro e plasma. Em certos casos há a necessidade de transfusão de sangue.
Diferenças entre dengue clássica e hemorrágica
Estudos indicam que uma pessoa infectada pelo vírus da dengue fica imune para sempre com relação ao sorotipo que determinou a infecção, e, por alguns meses, fica protegida para qualquer dos sorotipos de dengue. Passado este tempo, se ela se contaminar por outro tipo de vírus - diferente daquele que se contaminou -, poderá ter comprometimento do quadro clínico e desencadear a dengue hemorrágica, que, diferentemente da clássica, pode até causar a morte.
Por isso, a probabilidade de manifestações hemorrágicas é menor em pessoas infectadas pela primeira vez. Portanto, as que contraem dengue mais de uma vez apresentam mais chance de complicações do quadro clínico, incluindo manifestações hemorrágicas.
Há três exames que podem ser utilizados para identificar a dengue hemorrágica: a prova do laço, a contagem das plaquetas e a contagem dos glóbulos vermelhos. A prova do laço é um exame de consultório. Com uma borrachinha, o médico prende a circulação do braço do paciente e vê se há pontos vermelhos sob a pele, que indicariam a doença. Os outros testes são feitos por meio de uma amostra de sangue em laboratório.
A dengue hemorrágica se manifesta de três a cinco dias depois da clássica. A febre reaparece após ter cessado, causando suor, deixando a pele esbranquiçada e as extremidades frias. É comum dor de garganta, queda de pressão, dores no estômago e abaixo das costelas. As hemorragias ocorrem em pequena quantidade. Quando o quadro se agrava, o fígado fica "mole" e dolorido. As cólicas abdominais e a hemorragia aumentam, atingindo o tubo digestivo e os pulmões.
Como combater
Para combater a dengue, uma doença grave, é preciso o envolvimento de todos no combate ao Aedes Aegypti, uma vez que no verão as temperaturas sobem, o que provoca pancadas de chuva e alta umidade relativa do ar, condições favoráveis para a proliferação do mosquito.
A população tem papel fundamental para evitar que novos surtos apareçam, com tarefas diárias para acabar com a proliferação dos mosquitos nos ralos, calhas, vasos, quintais, bebedouros e outros locais onde a água pode ficar acumulada. |
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LEMBRE-SE
Ralos:
Destampe os ralos, jogue água sanitária e lave com uma escova de cerdas duras. Ponha uma tela por baixo da tampa. Faça a manutenção diária, colocando um pouco de sal grosso.
Geladeira:
Retire a bandeja que retém a água e que fica na parte de trás, perto do motor. Lave com água e sabão. Pode-se adicionar uma colher de sopa de detergente.
Vasos e Plantas:
Lave os pratos dos vasos com água e sabão, coloque areia grossa de construção até a borda e umedeça a areia, evitando que a água fique empoçada.
Áreas abertas:
Faça uma vistoria no quintal, corredores e áreas comuns do prédio, eliminando entulhos que possam acumular a água da chuvas.
Bebedouros:
Lave os bebedouros de pássaros e animais domésticos com água, escova e sabão. Troque a água diariamente.
Calhas:
Tire as folhas secas e o limo das calhas e lave com água e sabão, utilizando uma escova de cerdas duras.
Observe:
Converse com os vizinhos e faça um “pente fino” na sua rua. Perceba os locais que possam acumular água da chuva, terrenos baldios com grama alta e piscinas abandonadas.

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