SANTOS CONTRA A DENGUE: O QUE ESTÁ SENDO FEITO NO COMBATE AO AEDES AEGYPT
Ao mesmo tempo em que a campanha educativa permanente de prevenção à dengue ganha força, tendo como lema a frase 'Todo dia é dia de acabar com a dengue', aPrefeitura de Santos desenvolve uma série de ações integradas com o objetivo de envolver a população no combate à dengue.
Desde dezembro, foram realizados mutirões de combate a dengue, beneficiando nove bairros (Gonzaga, Encruzilhada, Macuco, São Manoel, Piratininga, Ponta da Praia, Aparecida, Estuário e Chico de Paula e Jardim Rádio Clube), além da Vila Alemoa. Outros mutirões estão sendo definidos de acordo com a necessidade de cada localidade. Estão previstos novos mutirões no Castelo, José Menino, Pompéia, Boqueirão, Bom Retiro, Santa Maria, Areia Branca e Embaré.
A Secretaria de Saúde de Santos também promoveu capacitação de profissionais, tanto da área médica, visando o diagnóstico precoce, como de controle de vetores e dos agentes de zoonoses e agentes comunitários. A equipe de educação tem trabalho itinerante com estandes educativos estão sendo montados, quase que diariamente, na unidades básicas de saúde, para alertar a população das medidas de prevenção que devem ser adotadas para evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença.
Uma das ferramentas para o sucesso dessas ações na cidade é o comitê de mobilização contra a doença, presidido pelo chefe do Executivo, que tem como membros representantes dos mais variados segmentos da comunidade, como secretarias, órgãos e empresas municipais, Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), conselhos, empresas, escolas, universidades, sindicatos e outras entidades civis.
Publicado no Diário Oficial de Santos em 27 de fevereiro de 2010, o decreto que instituiu o comitê foi assinado pelo prefeito João Paulo Tavares Papa e utiliza todos os meios possíveis para a redução gradativa até a eliminação do mosquito transmissor – o Aedes Aegypti – da cidade. Esse comitê divulga a importância da participação popular e, entre outras ações, atua no fortalecimento do vínculo entre os agentes mobilizadores e a sociedade civil, propondo ações integradas.
Há também a Lei Complementar n.° 681, de 7 de maio de 2010, publicada no mesmo jornal em 8 de maio, que reforça ações de combate à dengue e determina que os responsáveis por imóveis em Santos sejam obrigados a conservá-los limpos e livres de criadouros de mosquitos, e não poderão mais impedir a entrada de agentes sanitários do Programa de Combate e Prevenção à Dengue. Essa nova legislação municipal autoriza o ingresso forçado onde existam prováveis focos dos insetos transmissores e prevê multas de até R$ 5 mil a quem não atender as intimações.
Para agilizar o atendimento aos casos suspeitos de dengue, a Secretaria de Saúde de Santos capacitou equipes das unidades de saúde para classificação de risco, onde é feita uma espécie de consulta. Quem chega ao local com sintomas da doença tem prioridade. No entanto, em toda a rede pública de Santos (tanto em prontos-socorros e unidades básicas de saúde), existe uma ficha que a recepção aplica a fim de identificar o paciente com suspeita de dengue para que o mesmo tenha prioridade de atendimento.
Antes de ser examinado pelo médico, o paciente é avaliado pelo enfermeiro, que verifica a temperatura e a pressão arterial, faz a prova do laço (exame que pode refletir a queda do número de plaquetas) e colhe amostra de sangue para o hemograma. Em alguns casos, é feito, inclusive, o acesso venoso, que servirá para medicação ou soro.
As unidades básicas de saúde tem à disposilção soros hidratação oral preparado e disponível para crianças e adultos enquanto estão no local. O hemograma colhido no primeiro dia de atendimento terá resultado disponibilizado por e-mail, do laboratório para a unidade, em 24 horas.
Para a comodidade dos pacientes e também para não sobrecarregar os prontos-socorros, que realizam atendimentos emergenciais, recomenda-se que as pessoas com suspeita de dengue procurem as Unidades Básicas de Saúde de referência.
LEMBRE-SE:
Segunda-feira Destampe os ralos, jogue água sanitária e lave com uma escova de
cerdas duras. Ponha uma tela por baixo da tampa.
Faça a manutenção diária, colocando um pouco de sal grosso.
Terça-feira Retire a bandeja que retém a água e que fica na parte de trás, perto do motor.
Lave com água e sabão. Pode-se adicionar uma colher de sopa de detergente.
Quarta-feira Lave os pratos dos vasos com água e sabão, coloque areia
grossa de construção até a borda e umedeça a areia, evitando
que a água fique empoçada.
Quinta-feira Faça uma vistoria no quintal, corredores e áreas comuns do prédio,
eliminando entulhos que possam acumular a água da chuva.
Sexta-feira Lave os bebedouros de pássaros e animais domésticos com água, escova e sabão. Troque a água diariamente.
Sábado Tire as folhas secas e o limo das calhas e lave com água e sabão, utilizando uma escova de cerdas duras.
Domingo
Converse com os vizinhos e faça um “pente fino” na sua rua. Perceba os
locais que possam acumular água da chuva, terrenos baldios com mato alto
e piscinas abandonadas.