Muitos
sabem onde ela fica e o que é hoje. Mas poucos conhecem sua história o
e o que representou para a Cidade e até para o País. A Cadeia Velha, ou
Casa de Câmara e Cadeia, edifício localizado na Praça dos Andradas, em
1865, ainda em fase de construção, já abrigava as tropas da região que
lutariam e retornavam da Guerra do Paraguai. Mais tarde, o prédio em estilo
colonial, levantado em pedra e cal, sediou o Fórum, a Prefeitura e o Conselho
Municipal de Recursos. Em 15 de novembro de 1894, a Câmara Municipal promulgou
a primeira e única Constituição Municipal ocupando as instalações da Cadeia
Velha.
A tradicional construção serviu também de enfermaria, atendendo as vítimas
de um surto de peste no ano de 1870. Durante um pouco mais de 80 anos
(de 1897 a 1959), cumpriu a função de guardar os presos. No dia 24 de
maio de 1956, a situação da cadeia era a seguinte: capacidade de 80 detentos
e ocupação de 300.
O secretário de Segurança da época e outras autoridades policiais confirmaram
a superlotação e resolveram transferir os homens para o Palácio da Polícia.
Com a desativação, o imóvel foi tombado pelo Serviço de Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional, tendo sua restauração concluída em 1981.
O prédio nunca ficou como previa a planta original e demorou mais de 30
anos para ficar pronto, devido à falta de recursos para tocar as obras
iniciadas em 1839. Hoje, é sede da Delegacia Regional de Cultura e de
oficinas e cursos de teatro, cinema, artes plásticas e dança, entre outros.
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