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O que todos chamamos de Sesc, na verdade, é o Centro Cultural e Desportivo
José Edgard Pereira Barreto Filho, a maior unidade já construída pelo
Serviço Social do Comércio do Estado de São Paulo, considerada também
um dos maiores equipamentos urbanos do Estado.
Erguido num terreno cedido pela Prefeitura Municipal, com a condição de
que o Sesc urbanizasse a praça de 15 mil metros em frente ao complexo
e que oferecesse à Cidade um centro de convenções de grande porte, o Centro
Cultural e Desportivo foi projetado pelos arquitetos Marc Rubin e Alberto
Botti, e sua construção consumiu quatro anos. A pedra fundamental foi
lançada em 1982 e a inauguração aconteceu em 22 de novembro de 1986.
Localizada na Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida, a edificação se destaca
pelas linhas arrojadas e grandiosidade - cerca de 35 mil metros de área
construída, tendo capacidade de atendimento para 10 mil pessoas/dia.
Os estudos que anteciparam o projeto apontaram Santos como a maior cidade
comerciária do Estado, depois da Capital, enfatizando nossa vocação para
a prestação de serviços. Em 1990, o número de sócios da unidade santista
era calculado em aproximadamente 50 mil, entre titulares e dependentes.
Para receber tantos visitantes, tudo ali apresenta proporções gigantescas.
O teatro tem capacidade para 750 pessoas. A arquibancada do ginásio poliesportivo
acomoda de 1.500 a 3 mil espectadores. A piscina e o balneário foram dimensionados
para 3 mil freqüentadores e, no estacionamento do subsolo, há 680 vagas.
Felizmente, tudo isso convive em harmonia com a arte. Por todo complexo
estão expostas obras que fazem parte do acervo do Sesc. Logo na entrada,
vê-se o mural de Carlos Matuck, que se inspirou no mar para decorar o
salão com uma enorme caravela. Nas outras paredes, pode-se apreciar pinturas
e desenhos de artistas como Carlos Kiss, Luiz Hamen, Pagé, Daniel Bezerra,
Omar Pellegatta, tapeçarias de Sonia Paul, esculturas de Serafim Gonzalez
e muitos outros.
O mobiliário busca intencionalmente reproduzir os ambientes dos antigos
balneários que existiam na Cidade até a década de 50. E um elevador panorâmico
dá o toque dos anos 80, ao mesmo tempo em que demonstra a preocupação
do projeto com os deficientes, que assim têm acesso a todos os andares
e dependências.
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