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o mar e a paisagem, ver o tempo passar, prosear com os amigos ou familiares
e beber. Tudo isso está contido num ritual muito comum ao santista: a
pesca esportiva ou amadora. A Ponta da Praia, na extensão que vai do final
da faixa de areia até o ferry-boat, é o templo escolhido pelos praticantes
para passar horas e horas.
Fica até difícil pensar na murada da Ponta da Praia sem os tradicionais
pescadores. Também não se sabe quantas pessoas em Santos têm esse hobby.
No entanto, é do conhecimento de todos que os aposentados preferem essa
atividade e são os que mais comparecem. Eles têm mais tempo e paciência,
dois requisitos primordiais para a arte da pescaria.
Na Ponta da Praia, são pescados peixes como corvina, perna-de-moça, baiacu,
espada, pescada e robalo. A pescaria pode ser feita do calçadão, da faixa
de areia, no mar com água pela cintura ou ainda em embarcações alugadas
na Ponte dos Práticos. Vários pescadores costumam lotar barcos e se posicionar
longe da Baía de Santos para jogar linha o dia inteiro.
Outros grandes fãs da modalidade são os membros da colônia japonesa e
integrantes do Clube de Pesca de Santos. Para praticar a pesca amadora,
é preciso obter autorização do Ibama, preenchendo um formulário e pagando
uma taxa. Aposentados, pessoas com mais de 65 anos, mulheres e pesquisadores
científicos não pagam pela autorização válida por um ano. Na temporada,
os santistas dividem ainda a mureta com turistas que também aderem ao
hobby.
Munidos de anzol, linha, molinete ou carretilha e de iscas naturais (camarão-sete-
barbas) e artificiais, com mais de 50 tipos, os atletas da pesca permanecem
pacientemente à espera da presa. O ritual dá-se pela manhã, tarde ou noite.
Para esses pescadores, a quantidade de peixe conseguida não é tão importante
assim. O que vale são os momentos de prazer que a atividade proporciona. |