O Morro da Penha ganhou este nome porque, no sopé, destacava-se uma rocha,
de vegetação rala. No dicionário Aurélio, penha significa grande massa
de pedra isolada e saliente. Na entrada da Cidade fica o Morro do Pacheco,
denominanação derivada de um dos portugueses que o habitavam, que se tornou
popular por alugar suas terras para pastagem de bois, cabritos e cavalos
e também possuir uma pequena venda. “Vá pelo caminho do Pacheco”, diziam
e o nome vingou.
No Jabaquara, contam que nascia um pequeno rio que passa pelo Quilombo
administrado por Quintino de Lacerda. A seu lado fica o Morro Nova Cintra,
habitado inicialmente por grande número de chacareiros portugueses, que
assim o chamaram para lembrar a Sintra de Portugal. Ali existe a Lagoa
da Saudade e também já houve elevadores movidos por tração hidráulica,
serviço extinto após o acidente ocorrido em 1922, quando o funicular despencou
e se chocou contra o morro. Em 79, Nova Cintra e Marapé foram inerligados
pela Avenida Brasil.
Entre o Nova Cintra e o Santa Terezinha fica o Morro Marapé, palavra que
em tupi siginifica caminho do mar. Era por ali que os índios chegavam
ao oceano, e durante muitos anos foi a única porta de acesso a São Vicente.
O Morro Santa Terezinha e o José Menino, na verdade, são um só. O primeiro
foi adquirido por uma sociedade particular, para empreendimentos imobiliários.
Os proprietários calçaram as vias e reconstruíram a Capela de Santa Terezinha,
além de construir um amplo cassino, com mirante e cobertura. O outro chamou-se
inicialmente Cutupé (em tupi, bom caminho) e é considerado o mais alto
de Santos, com 220 metros de altura. Em suas encostas caminharam figuras
como Martim Afonso e Brás Cubas.
No Monte Serrat subsistem o sistema de funiculares, o Santuário da Padroeira
da Cidade, datado de 1602, o curioso salão dos ex-votos e a construção
onde funcionava um dos cassinos mais concorridos do Estado. E ainda há
o São Bento, o Boa Vista, Caneleira, Santa Maria, Chico de Paula... |