Qual
é o nome daquele morro?” - muitas vezes não sabemos responder, apesar
de os morros serem parte da nossa paisagem. É que são tantos, e tão sutis
as sua fronteiras, que só mesmo pesquisando, para conseguir distingui-los.
Em sua Cartilha da História de Santos, o jornalista Olair Rodrigues enumera
a maioria deles e nos conta curiosidades que todo santista merece conhecer.
O Saboó, por exemplo, que se estende do bairro homônimo até o José Menino,
tem o nome que, derivado do tupi-guarani, a grosso modo significa morro
pelado. De constituição granítica, sempre teve pouca vegetação. O Morro
do Fontana herdou o nome da família que possuía a terra. Um de seus representantes
Benjamin Fontana, há cerca de um século planejava abrir ali um túnel,
para dar passagem aos bondes puxados a burros, encurtando as distâncias.
Naquele sopé permaneceu, por cerca de cem anos a Santa Casa de Misericórdia,
depois transferida para o Jabaquara. A parte posterior desta elevação,
na saída do Túnel Rubens Ferreira Martins, sentido centro-praias, possui
outro nome Morro do Bufo.
Um pequeno morro entre o Fontana e o Pacheco chama-se Morro Belmiro, nome
relacionado a Belmiro Ribeiro de Morais e Silva, comerciante que foi duas
vezes prefeito da Cidade (1910 a 14 e 1920 a 24), além de vereador e presidente
da Câmara Municipal. O Morro da Penha ganhou este nome porque, no sopé
destacava-se uma rocha, de vegetação rala. No dicionário Aurélio, penha
significa grande massa de pedra solada e saliente. |