Histórias de Santos
    Menino levado
A Padroeira Morros (I)
A visita do Imperador
Morros (II)
A Alemoa Museu de Pesca
Águas milagrosas
Náutico Santista
Alçapão da Vila Nossa Fátima
Alfândega Nossas vilas I
Arranha-céus Nossas vilas II
Atrações na Nova Cintra No tempo das regatas
Atrações praianas O Encanto das Fontes
Beneficência Portuguesa    
Bolsa de Café I O Fantasma do Paquetá
Bolsa de Café II O fim do mundo
Brás Cubas O passado em risco
Brasão de armas O Peixe
Caminho para o mar O tamboréu
Casa da Frontaria Azulejada O Teatro Municipal
Casa da Vovó Anita Olhe bem onde pisa
Capitania dos Portos Paço Municipal
Catedral de Santos Parabéns, Aquário
Cinemas de bairros Porta do Sol Nascente
Colméia Praça da Independência
Coluna de Metal é parte de bebedouro Prédios tortos
Como tudo começou Prefeitos de Santos
Conselheiro Nébias Santa Arte
Contadores de História I Santo Antônio do Embaré
Contadores de História II Santos, de povoado à Cidade
Cruzeiro de São Bento Sede dos Bombeiros
Dê um tempo para Santos Sempre mar!
Emissário Submarino Sesc, o maior do Estado
Fruta no pé Só sete canais?
Gota de Leite Super Centro
História de pescador Terra Nossa
Ilha dos Urubus Uma concha fora do mar
Jardins da praia Uma ponte para o mar
Jardins dos Poetas II Universo de conhecimento
José Bonifácio Vá ao longo
José Menino Veja os detalhes
João Octávio dos Santos Velha cadeia
Lei de criação do Município de Santos Verde que te quero verde
Lembranças do velho Macuco Vicente de Carvalho
Memória Esportiva Visita aos museus
Meninos do Quebra-Mar Vulcão
 
O Fantasma de Paquetá
Santos, julho de 1900. Um mistério rondava os bairros do Paquetá e Vila Nova. À meia-noite, um fantasma aparecia no portão do cemitério do Paquetá, na Rua Dr. Cócrane, onde ficava por meia-hora. Vinha dos lados da Rua São Francisco e depois seguia pela Rua Bittencourt. As pessoas sabiam até que o fantasma era uma mulher vestida de preto ou branco e usava um véu. Ela acenava com um lenço branco para dentro do cemitério e enxugava as lágrimas que lhe caíam do rosto encoberto.

Alguns moradores juravam ter visto a assombração. Os mais céticos acreditavam ser imaginação ou superstição. Como as queixas não paravam de chegar na repartição policial, o major Evangelista de Almeida resolveu caçar o fantasma. Ordenou que um pelotão de praças da Cavalaria permanecesse durante toda a noite no portão do Paquetá. Todo mundo compareceu para conferir a prisão da alma penada. No entanto, o personagem mais esperado não deu as caras.

Para dispersar a platéia, os cavaleiros saíram agredindo as pessoas com chicote e espada. A violência foi tamanha que ninguém mais foi até o cemitério procurar a mulher do outro mundo. Nem o Fantasma do Paquetá deu o ar da graça novamente. A passagem está registrada na Cartilha da História de Santos, de Olao Rodrigues. Já a atitude da polícia para com a população foi mencionada por A Tribuna, de 28 de julho de 1900. Acredite se quiser!
Notícias

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