Ao
final da década de 10, os frades franciscanos construíram, no Morro do São
Bento, na área onde hoje está o ginásio poliesportivo Milton Ruiz, um cruzeiro,
formado por uma cruz de madeira de aproximadamente 1,20 metro e um pedestal.
O verão de 1928 trouxe as típicas chuvas e tempestades e, num desses dias,
a descarga elétrica produzida pelos raios destruiu completamente o cruzeiro,
que já havia se tornado um ponto de referência dos moradores da região.
A população local se uniu e decidiu confeccionar um novo cruzeiro para o
São Bento. No dia 1º de maio de 1929, todos, então, se mobilizaram e carregaram
o objeto da parte baixa do morro até o topo e o fincaram novamente no mesmo
lugar.
Obra do destino ou da natureza, quem poderá saber? No verão seguinte, outra
tempestade arrasou o segundo cruzeiro do morro. Depois da fatalidade, os
moradores ainda cogitaram a construção de mais um cruzeiro, só que de outro
material que não atraísse tantos raios, como a peroba. A idéia, no entanto,
se perdeu com o tempo.
Esta é apenas uma daquelas histórias que só os moradores mais antigos dos
morros conhecem e que, às vezes, nem os livros têm registro. Esta passagem
foi vivida e contada por Laurival Rodrigues, funcionário da Prefeitura que
trabalha na Coordenadoria Regional dos Morros e é uma das pessoas que mais
conhecem os morros santistas. |
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