A esquina
das ruas do Comércio e XV de Novembro é um ponto especial da cidade.
Ali fica a sede da Bolsa Oficial de Café, totalmente restaurada, exibindo
de novo a imponência dos tempos da inauguração, em 7 de setembro de 1922,
durante as comemorações do centenário da Independência.
Considerado um dos mais belos edifícios da Cidade e listado pelo Condephaat
entre os monumentos de maior valor histórico, cultural e arquitetônico do
País, o prédio é resultado de um projeto francês, inspirado no renascimento
italiano, que venceu o Salão de Arquitetura de Paris, na primeira década
do século.
Foi criado para abrir a principal Bolsa de Café e Mercadorias do mundo,
pois na época Santos era a maior praça cafeeira do planeta. Tudo nele sugere
riqueza, a começar pelas mais de 200 portas e janelas; o pórtico em granito,
enfeitado com as figuras de Mercúrio (deus do Comércio) e Ceres (deusa da
Agricultura); a torre dos relógios, onde estátuas representam a indústria,
o comércio, a lavoura e a navegação; as numerosas colunas, de diversos estilos.
No interior, mármore de Carrara, cristais belgas, bronzes franceses, metais
tchecos e jacarandá podem ser encontrados nos salões, onde também estão
o vitral e três grande telas criadas por Benedito Calixto.
Tudo isso levou 14 meses para ser recuperado pela Secretaria de Estado de
Negócios da Fazenda, proprietária do imóvel, onde funciona também
o primeiro Museu do Café Brasileiro, pela Associação Amigos do Museu do
Café. Aos 77 anos, o prédio abriga além do museu, uma cafetaria e
espaço para exposição. |
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