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Santos está entre as primeiras do País na gestão de resíduos. Em SP, Município lidera

28 de dezembro de 2018
10h 00

Santos está entre as três primeiras cidades do País na gestão de resíduos. O Município, que é líder no setor no Estado de São Paulo, assegurou a terceira posição no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), divulgado recentemente e preparado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana e pela consultoria PricewaterhouseCoopers.

Na classificação, Santos obteve 0,736, ficando atrás somente de Niterói (0,742) e Maringá (0,744). Os municípios foram avaliados de acordo com pontuação que varia de zero a 1 e os critérios levados em consideração foram população atendida, despesa com serviço de limpeza urbana, despesa total do município, material coletado e quantidade de resíduos encaminhados para destinação final.

Quanto mais próximo de 1, maior é a adesão do Município ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituído por lei em 2010 que estabelece obrigações e diretrizes, visando compartilhar responsabilidade de todos os elos da cadeia de resíduos, com orientações para os Municípios sobre gestão integrada e gerenciamento adequado.

As informações coletadas são de 2017 e conforme o comparativo com o levantamento de 2016, baseado em dados de 2014, o estudo aponta avanços na melhoria da gestão das informações de resíduos sólidos e saneamento no País. O destaque da Cidade, além de ser um reconhecimento dos esforços, é motivo de reflexão para a população, de acordo com o secretário de Meio Ambiente, Marcos Libório, que observa a relação da população com os hábitos de consumo como um dos grandes desafios da sociedade moderna.

“O que temos feito em Santos é buscar colocar responsabilidade quanto ao descarte, mas também com educação ambiental, poder inserir alguns conceitos da redução de resíduos. Aqui, temos conseguido pelo Programa Recicla Santos - uma potente ferramenta que obriga a população a ter um olhar diferenciado com aquilo que gera de resíduos”.

O Índice é um termômetro da adesão das cidades brasileiras ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Mais de três mil municípios participaram, sendo divulgada a análise de resultado da comparação entre aqueles que possuem mais de 250 mil habitantes.

“Hoje, trabalhamos com conceito forte de redução de resíduos e destinação correta, tanto da parcela de orgânicos como de recicláveis. Temos buscado com êxito esses resultados, tanto no que se refere à redução do que vai para aterro quanto ao aumento do material destinado para reciclagem”, complementa Libório. 

RECICLA SANTOS

A Lei 952/2016, que instituiu o Programa Recicla Santos, segue o que preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos e visa principalmente disciplinar o gerenciamento de resíduos, reduzir o consumo de recursos naturais, aumentar o índice de reciclagem, gerar novas oportunidades de negócios e prolongar a vidas dos aterros sanitários. O programa obriga a separação dos resíduos secos (recicláveis), dos resíduos úmidos (orgânicos).

Entre julho do ano passado e este ano, o programa Recicla Santos dobrou a quantidade de lixo reciclado na Cidade, foram preservadas 20.493 árvores com o reaproveitamento de diversos tipos de papel, além de 224 milhões de litros de água utilizados em processos de fabricação. Em energia, foram economizados 17.749 kWh, suficientes para abastecer 100.275 casas durante um mês. Outros recursos naturais que foram poupados foram petróleo (11,6 mil litros), areia (709 toneladas) e minério de ferro (283,5 toneladas).

 

Foto: Francisco Arrais/arquivo