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Meninas participam de projeto de valorização da cultura negra

10 de outubro de 2018
18h 12
Meninas cortam fita vermelha na frente da porta do projeto. Porta é decorada com a imagem de uma menina negra. #Pracegover

Para combater o racismo, discriminação e baixa expectativa social, foi inaugurado nesta terça-feira (10), um espaço especialmente criado para desenvolver o projeto 'Luli – nascidas para brilhar', dentro da unidade Colégio Santista (Vila Nova). A iniciativa envolve 30 alunas do 3º, 4º e 5º anos, que vão conhecer a cultura afro, por meio de livros e oficinas, com aulas teóricas e práticas, às terças e quintas-feiras, no turno inverso ao regular. Luli foi o nome dado a boneca mascote do projeto.  

“É fundamental a criança ter representatividade, se aceitar, se cuidar e acreditar que é capaz e se amar”, destacou a professora Luciana Couto Rivera, idealizadora do projeto. Segundo ela, haverá rodas de conversa e oficinas de turbante, bijuterias, unha, entre outras. “É a realização de um sonho”. Negra, Luciana contou ser filha de mãe branca e cabelo liso e que passou a vida alisando o cabelo. “Só mais tarde é que me aceitei. Elas são rainhas, mas não sabem, e eu vou ajudá-las a descobrir”.

A aluna Isabella Evangelista Correia, 9, espelhou-se na história de Luciana e, no ano passado, pediu de presente de aniversário cortar o cabelo alisado igual ao da professora, assumidamente afro. “Sempre sofri preconceito, mas agora já sei lidar com isso”, revelou Isabella.

Acompanharam a inauguração a diretora Janaína da Silva Lamas e o professor de Arte João Rivera, gestor e produtor cultural do projeto.

 

Fotos: Marcelo Martins

 

Galeria de Imagens

Meninas observam sala do projeto decorada com adesivos de estrelas e outros objetos presos à parede. Há também um espelho retangular na horizontal. #Pracegover

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